Ninguém é insubstituível.

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Cada pessoa que passa ou que está em nossas vidas, cada um desses que vem e que vão, ou que ficam por um tempo, e que deixam um pouco de si e levam um tanto da gente, são pessoas que marcam sim. Cada um a seu modo. Cada qual de seu jeito. É a amiga de infância, que na adolescência já não é mais. É o namoradinho da adolescência, que na juventude já não é mais. É o primeiro marido, que agora já é ex…e por aí vai. A gente tem uma tendência incrível e absurda a se acostumar com a presença dessas pessoas em nossas vidas, e nos acomodamos com isso. Algumas delas saem do nosso “hoje” em função daquilo que chamamos de circunstâncias da vida (em Direito, chamamos de “caso fortuito” ou de “força maior”), ou seja, são aquelas circunstâncias que fogem ao nosso controle ou querer. Exemplo: Um amigo que tem que se mudar pra longe por questões de trabalho. Ou alguém que morre. Etc.

Outras dessas pessoas entram pela porta da frente de nossa vida, sentam-se na sala e lá ficam instaladas por bons e bons anos…e assim desejamos que permaneçam, pois são pessoas que amamos muito e que nos fazem um bem danado.

Há, porém, aquelas que entram, as vezes, até pela porta dos fundos, se instalam e não saem mais. Estaria tudo bem se essas pessoas não nos fizessem mal. Se elas não fizessem a gente sofrer mais do que deveríamos. Se elas não nos ferissem além do que permitimos. Se elas não fossem tão cruéis e dissimuladas a ponto de nos apunhalarem pelas costas, mas quando nos encontrarem, sorrirem e abraçarem como se nada tivesse acontecido. O grande problema é que se essa pessoa estiver a muito tempo em nossa vida, ou ainda que o tempo não seja tão longo assim, mas já tiver um vínculo muito forte, como colocá-las pra fora, então?

Digo isso porque já vi e eu mesma já passei por situação semelhante. Já houve um (ou uns) alguém(ns) por longos tempos em determinados compartimentos de minha vida, que já não me fazia bem algum, pelo contrário. Havia traição, dissimulação, lágrimas falsas, muitas mentiras, falsidade, fingimento, interesse…Mas eu estava extremamente ACOSTUMADA com a presença daquela pessoa naquele lugar. Não era amor, muito menos paixão. Era apenas costume. Permitir a presença dela ali apenas iria me fazer mais mal a cada dia, mas a simples idéia de tirá-la de lá me fazia perder o fôlego, e achar que iria morrer sem. O que aconteceu? Bem, certamente morrer eu não morri. Caso contrário, não estaria aqui escrevendo esse textinho (a não ser que no céu – ou no inferno, nunca se sabe! rsrsrsrs 😛 – tivesse computador e internet). Doeu? Sim, e MUITO! Parecia que tinham arrancado um pedaço de mim. Parecia que a vida tinha perdido o sentido. Parecia de fato que a morte era melhor. Mas, não foi…Porque da mesma forma como a gente se acostuma com a PRESENÇA, também se acostuma com a AUSÊNCIA. Acreditava piamente que nunca mais encontraria alguém que me amasse como ele (e aquilo lá era amor? Sei não…), ninguém que me beijasse como ele, ninguém que me quisesse como ele me quis. E eu de fato não encontrei: encontrei sim, alguém melhor ainda. Que tinha o beijo melhor, que tinha mais respeito, mais carinho, etc…Fui descobrindo que ele não era, de forma alguma, insubstituível. E que poderia até ser que eu não encontrasse outro que tivesse um beijo igual ao dele. Mas esse outro certamente teria outra qualidade, um ponto positivo diferente, e que compensaria os tantos negativos do outro. E por aí vai, por aí segue a vida. A minha seguiu, e tem seguido…não tem amiga insubstituível. Ou irmãos. Nem pais são. Tem quem perca os pais verdadeiros, e ganha adotivos!

Enquanto abrirmos novos espaços na vida pra gente nova entrar, e ir vez em quando retirando os entulhos (especialmente os emocionais) que vão se acumulando e juntando lixo e mosca ao longo dos anos, sempre vai ter quem chegue e acrescente à nossa história. Quem passou, quem ficou pra trás, desses a gente guarda as coisas boas: lembranças, lições, etc. E a quem não acrescenta nada além de dor, peso, feridas e lágrimas: Baby, bye que bye bye bye!!!! Porque a vida já é difícil e complicada o suficiente e o tempo, curto demais, pra que eu gaste a minha força e minha energia com quem, definitivamente não é digno disso. Seja essa pessoa quem for.

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