Amor ou Paixão?

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                              A gente (quase) sempre sabe quando está apaixonada por alguém, não é? Como confundir aquele frio na barriga (o famoso elevador, ou as famosas borboletas) cada vez que você vê/ouve a voz do outro? Ir dormir pensando na pessoa, acordar também pensando na tal pessoa. Em diversos momentos do dia, lembrar dele, querer saber se ele está bem, o que ele está fazendo, se está também pensando em você. Ouvir aquela música que ele ofereceu pra você, e sentir o coração doer de tanta alegria misturada com saudade misturada com várias outras coisas boas! Querer respirar e quase não conseguir, porque a tal da paixão parece que fica no seu peito, sufocando, e dái ter que suspirar beeeeeem profundamente. E taaaaaaaanta outras coisas tão GOSTOSAS e típicas da paixão.

                            Mas,será que tem como a gente saber quando está amando, de verdade? Porque, ó, tem muuuuuuita gente por aí que confunde paixão com amor. Talvez, até, eu seja uma destas muitas pessoas…apesar de que, a cada dia que tem passado em minha vida, mais tenho me convencido de que não tem como confundir esses dois sentimentos. Eles são muito diferentes…acredito que a paixão pode ser o início do amor. Mas também pode haver amor, sem que haja paixão no início. Acontece que o erro que cometemos é achar que estamos amando, quando na verdade estamos apaixonados. A paixão é uma delícia!!! Masssssss, ela tem um problema: é passageira, efêmera…dizem os estudiosos, que ela dura no máximo 2 anos. Já o amor, não. Esse não tem data de vencimento, não possui prazo de validade. A paixão é fogo, é quente, é pele, é falta de ar, é uma coisa assim quase doentia, que te faz querer ter o outro e estar com o outro todo o tempo, o tempo todo. Te faz esquecer do tempo, quando vocês estão juntos. E te faz contar as horas e o minutos para encontrá-lo de novo. A paixão te revigora, te tira o fôlego, mas também te dá um novo fôlego de vida. Quando a gente está apaixonado, é capaz de acreditar que pode voar!! A paixão te faz ficar sentada na sala de embarque de um aeroporto qualquer, chorando copiosamente por saber que aquilo tudo que você viveu com ele foi tão bom, mas que dificilmente voltará a acontecer daquele jeito e com aquela intensidade, sem se importar com o que os outros vão achar de você, porque tudo na paixão é assim: INTENSO. Porém, também é inconstante. Eu sei de tudo isso porque há alguns meses atrás estive intensamente apaixonada (e quem acompanha esse blog, deve ter percebido isso).

                           E o amor??? Ai gente…na verdade, eu acho tão difícil definir o amor. Assim, dizer o que é o amor, afinal. Engraçado que eu sei que ele não é igual a paixão, mas também não sei se eu saberia dizer o que ele é, ou como ele é, afinal, entende?? Algumas coisinhas eu até sei…sei que o amor é mais calmo que a paixão, é mais tranquilo, sereno……certamente, não é efêmero, mas sim mais sólido, mais constante. O que é amar alguém, verdadeiramente? Como você sabe que você ama tal pessoa????

                       Já tem uns 6 meses (ufa, como passa rápido!) que eu saí de um relacionamento de 3 anos, e durante esse tempo eu era absolutamente convicta de que eu o amava, e ele a mim. Achava, aliás, que ele é O TAL, O CARA DA MINHA VIDA, FUTURO PAI DOS MEUS FILHOS, etc, etc, etc. Mas, nos últimos 6 meses do nosso relacionamento, alguma(s) coisa(s) começou a dar (muito) errado! E nos últimos 3 meses em que eu o namorava (estávamos noivos, de casamento marcado e tudo, pra quem não sabe), eu já sabia que não era amor o que eu sentia por ele, e daí começou minha agonia para terminar uma coisa que eu sabia que não daria certo e que o casamento, em hipótese alguma, iria consertar. Quando acabou, nós dois ficamos mal, como não poderia deixar de ser. Mas, os motivos foram diferentes: ele, por (achar/dizer que) me amar. Eu? Fiquei BEM MAL também! Mas, não por ainda gostar dele, e sim por ter me enganado tanto…como é possível que a gente tenha tanta certeza e tanta segurança de uma coisa, de um sentimento, e de repente, ver que “não é bem assim”? Isso acabou comigo…“Eu não te amo o suficiente para casar.” Foi uma das frases que eu disse a ele, naquele fatídico dia. Na verdade, a frase correta teria sido: “Eu não te amo.” Ponto. Sei que essa frase o dilacerou por dentro…eu pude ver nos olhos dele isso. O lado bom dessas coisas todas ruins e doloridas que acontecem com  a gente, é que a gente vai aprendendo com elas…hoje, certamente a minha visão do amor é bem diferente da visão que eu tinha há 6 meses atrás, e certamente será diferente da visão que eu terei daqui a mais 6 meses. Só que, algumas coisas eu sei que não vão mudar, sobre o que eu penso ser o amor:

✔quando se ama, deve-se amar o todo. Você não pode amar só a parte boa da outra pessoa, e querer jogar fora a parte ruim (ou jogar  A PESSOA fora, por ela ter partes ruins). Por pior que seja essa parte ruim, esse(s) defeito(s). Porque o amor é assim: ele é completo, é total. Não tem amor pela metade. O amor faz a gente entender a(s) fraqueza(s) do outro, e, ao invés de ter raiva dele por causa disso, querer ajudá-lo a vencê-las. E também, perdoar quando ele cometer outros erros por causa dessa(s) fraqueza(s).

✔quando a gente ama, mesmo sem querer, a gente machuca. E a ferida de quem se ama é das mais profundas…justamente porque se ama! Mas, também, o amor te faz perdoar, de uma maneira que nenhum outro sentimento consegue fazer.

✔amor significa cuidado. É IMPOSSÍVEL você dizer que ama alguém, se você não cuida ou pelo menos não deseja cuidar daquela pessoa: cuidar da saúde, se importar, se preocupar com o que ele gosta de comer, como ele gosta de se vestir, e fazer o que estiver ao seu alcance para vê-lo bem, confortável, satisfeito e feliz.

✔O amor não te faz tomar decisões emocionais nem no ímpeto de um momento. Ele te faz pensar, raciocinar, analisar…e ainda assim decidir que vale a pena fazer aquilo que você não faria de jeito nenhum em outra situação nem por outra pessoa, porque você o ama…e no final das contas, isso é tudo o que importa pra você.

SÓ QUE, tudo isso tem um porém: o amor precisa ser alimentado. Se ele não for regado, vai minguando, minguando, até se extinguir de uma vez. O amor não é eterno não! Ele também passa, se não for bem cuidado…

Diante dessas coisas, acho que eu posso dizer que ao longo da minha vida, até aqui, eu amei uma pessoa só (e não foi o meu ex-noivo, não). Depois dessa pessoa, tive várias outras paixões, umas mais fortes, outras menos fortes…Se eu estou amando agora? Tenho minhas desconfianças, mas na real, só o tempo vai dizer…ainda assim, eu me recuso a acreditar que vou passar o restante da minha vida sem amar verdadeiramente de novo! Porque o amor parece que é o que dá sentido a nossa existência aqui.

Ah, e só mais uma coisinha: antes de querer amar outra pessoa, temos que amar a nós mesmos. Clichê isso? Que seja! Mas, é no que eu realmente acredito…porque, se nem você se ama, como você vai querer que OUTRA PESSOA sinta amor por você?

  ♬“EU AMO VOCÊ, MAS NÃO SEI O QUÊ ISSO QUER DIZER.”♬

(Lenha, Zeca Baleiro)

EM TEMPO: Acho que é válido lembrar que nada do que escrevo aqui é verdade absoluta. Essas palavras são apenas as minhas verdades, e nenhuma delas é eterna, tampouco imutável. Além disso, escrevo baseada nas MINHAS experiências e vivências, pois obviamente não teria como escrever baseada na experiência alheia.

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Uma resposta »

  1. Ola garota bonita que eu bati! Vim lhe visitar. Gostei dos seus escritos. Amor ou paixão…boa reflexão esta. Bom saber que apesar da batida seus neurônios permaneceram no mesmo lugar! Gostei de conhecê-los, seus neurônios e você. Até mais!

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