E há 365 dias atrás…

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…minha vida começava a tomar novos rumos, mesmo sem eu saber direito. Ou, melhor, eu sabia, na verdade. E isso me apavorava, naquela época!!! Porque eu sabia que, então, a minha vida ia começar a não ser mais como era já fazia 6 ou 7 anos. E essa mudança iminente me aterrorizava!

E pensar que tudo começou num avião.

E pensar que tudo começou numa tarde fria de outono, andando pela Paulista (coisa que AMO fazer!). Eu parei por alguns segundos, olhei aquele céu cinza e aqueles prédios todos e pensei: “E então que eu não vou mais poder fazer isso assim, quando me der na telha, porque não vai mais ser só eu, e ele nunca vai entender porque gosto tanto disso aqui???“.

E pensar que tudo começou depois que desliguei o telefone, quando tinha feito a encomenda dos brindes do Chá de Panela, que seria dali a 2 meses.

E pensar que tudo começou quando eu liguei pra ele, numa noite, e disse que estava tão feliz por estar aqui, e ele disse: “Ficar longe de mim te faz tão feliz assim?” e eu…fiquei sem resposta.

Lembro daquele dia em que cheguei em casa, depois daquela briga horrível  por uma implicância idiota dele, e eu, arrasada e ferida, sentei na beira da piscina, olhei pro céu estrelado, deixei uma lágrima cair e disse, bem baixinho: “Se for pra ser tão ruim assim, e se for pra ser pra vida inteira, eu acho que não quero mais…“. Talvez o fim tenha começado ali.

E foi assim. Aquele fim teve vários começos. Uma tentativa de ponto em seguida. Um “Eu não te amo mais” dito por mim a ele, naquela noite, na beira do rio, em meio a lágrimas e soluços que pareciam não ter fim.

Depois, ainda insisti no ponto em seguida por mais 90 dias. Até que não resisti mais. Não suportei mais. Não tolerei mais. Não aguentei mais a prisão em que eu mesma havia me trancado. Sim, porque era isso que aquilo havia se transformado: uma prisão. A sorte era que a chave estava comigo mesma. Resolvi perder o medo de usar a tal chave, e abri o cadeado. Nervosa, tremendo, apavorada e sem saber o que encontraria do lado de fora, mas….abri!

No começo, foi….estranho! Mas, depois, toda a estranheza deu lugar a um sentimento de liberdade absolutamente indescritível!!!!!

Romper, por vezes, é melhor do que a gente pode imaginar. Eu rompi! Rompi com princípios que antes eu achava inquebráveis. Rompi com amizades que eu achava serem verdadeiras. Rompi com dogmas e doutrinas. Rompi, simplesmente…

E se há exatos 365 dias atrás, alguém me dissesse que no dia 1º de junho de 2010 minha vida estaria como está agora, com todas essas coisas que aconteceram entre hoje e o 1º de junho de 2009, eu jamais iria crer! Vejam só…

Agora, tudo o que eu quero é paz, silêncio dentro de mim mesma, quietude, e sorrisos bobos estampados no rosto, sem que haja um motivo super especial para isso.

Ah! E, além de tudo isso, eu ainda tenho  A CIDADE pra me acalentar, mesmo ela sendo fria, em (quase) todos os sentidos. Quer dizer, pelo menos, até o dia 23 de junho…

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Uma resposta »

  1. Eu poderia dizer tantas coisas aqui sobre seu post, tantas coisas me vêm à cabeça… Mais do que descrever seu momento, você acabou, sem perceber, descrevendo um momento que todos nós vivemos, e nele vem medo, insegurança, tristeza e por vezes até raiva. Mais do que descrever um sentimento amoroso, você também acabou por descrever o medo enfrentado por todos nós diante de algo novo, diante do nosso futuro… Mudança de estado civil, de emprego, de cidade, de vida… Sem querer seu texto acabou sendo ao mesmo tempo autoral e universal, falou de ti, mas falou do mundo. Novas fases sempre viveremos, inseguranças sempre teremos, mas no fim o que importa é olhar pra dentro de nós mesmos, nos conhecer e ESCOLHER! Pq a escolha é nossa! Nós escolhemos ser felizes! Nós escolhemos ficar tristes pra sempre ou por alguns instantes até que o coração se acalme! Escolhas… Sempre as fazemos, mesmo quando escolhemos não fazer nada e acredito que essa pode ser a pior delas…

    Assinado: Seu mais novo fã…

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