Agonia

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Eu poderia escrever muito mais de mil palavras aqui. Poderia dizer tantas coisas…coisas que foram, e que foram maravilhosas e inesquecíveis. Poderia também falar de tantas outras coisas que NÃO foram, mas que eu gostaria que tivessem sido.

Mas, durante todos esses meses, eu falei muito. Falei até demais. Senti demais. Pelo menos, eu também agi, e isso de certa forma me consola.

Só que agora, eu prefiro não dizer nem fazer mais nada. Tô cansada…cansada de falar, cansada de escrever, cansada de dizer, cansada de sentir.

Eu não queria sentir mais.

Eu espero não sentir mais.

Eu não vou sentir mais. Nada.

Quero ficar simplesmente anestesiada. Inebriada. Entubada. Desacordada.

Sem sentido, e sem sentimento.

E assim, quando as palavras que são nossas parecem não ser mais suficientes, a gente pode usar as palavras dos outros. Aí vai, então.

“Se fosse resolver, iria te dizer: foi minha agonia.
Se eu tentasse entender, por mais que eu me esforçasse, eu não conseguiria!
E aqui no coração eu sei que vou morrer um pouco a cada dia.

E sem que se perceba,a gente se encontra pra uma outra folia.
Eu vou pensar que é festa!
Vou dançar, cantar…é minha garantia.
E vou contagiar diversos corações com minha euforia.
E a amargura e o tempo vão deixar meu corpo,minha alma vazia.
E sem que se perceba, a gente se encontra pra uma outra folia…”

(“AGONIA”, de Mongol, interpretada por Oswaldo Montenegro)

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