Independência ou morte.

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independencia E então que eu saí da casa dos meus pais. Quer dizer, do meu pai, considerando que eu morava com ele, e ele e minha mãe são separados e eu já tinha saido da casa da minha mãe tem uns 3 anos.

Na verdade verdadeira,não é a primeira vez que faço isso. Em 2003, quando tinha 21 anos, fui dividir apartamento com mais 2 amigas. Só que na época eu tava na faculdade, estagiava ganhando um mísero salário mínimo, e a mudança foi quase que 100% provocada pela separação dos meus pais (eles separaram, fiquei com minha mãe,mas dps ela começou a se relacionar com um cara q eu não aprovava e pá). Agora, as circunstâncias são consideravelmente diferentes, já que agora sou uma mulher-formada-advogada-trabalhadora (ran, ran…rsrsr) e o momento, idem.

Foi um parto, com direito a todas as dores de contração, etc.

A caça ao local perfeito.

A caça ao preço perfeito.

O vai-e-vem sem fim na imobiliária.

O encaixotamento (relâmpago) das coisas.

O caminhão.

A limpeza.

O desencaixotamento das coisas.

E PAM!!!

Então…é isso que é ser independente?

Quando eu era criança, na minha imaginação, era tudo beeeeem mais legal.

Mas, acontece que eu acho que sei porque parte da “alegria” de todo esse processo não tá existindo pra mim. Saí da casa do meu pai muito agradecida. Agradecida a ele, por tudo o que fez por mim durante todos esses 28 anos. Pode parece apenas obrigação de pai, mas sei de tantos por aí que não chegaram a fazer nem a metade por seus filhos. MAS, PORÉM, TODAVIA, CONTUDO, ENTRETANTO, NO ENTANTO, eu saí de lá, também, cheia de mágoas. Tenho meus motivos pra isso. E quem me conhece e acompanha “ao vivo” meu dia-a-dia sabe quais são…

De qualquer forma, confesso que tem sim um gostinho especial chamar o apartamento de “minha” casa (apesar de ser alugada). Poder arrumar as coisas do jeito que eu quero e acho melhor. Ou, até mesmo, deixá-las desarrumadas até me dar ânimo para por tudo no lugar (o que não costuma demorar tanto, já que não sou muito dada a bagunça  e muito menos sujeira),…é claro que também vem a parte chata-chatíssima de tudo isso que é se preocupar com as contas por vencer (na boa, quando você morava com seus pais, você se ligava na data de vencimento da conta de luz? Não, né?! Nem eu!!!), se sua grana vai dar pra pagar tudo, e ainda comprar aquele sapato mara, ou aquele presente pra sua amiga que fará aniver, etc, etc, etc…fazer o que? Esse é o ônus do bônus! Ou ossos do ofício, ou qualquer-outro-dito-popular-que-você-queira-usar.

Uma nova fase na minha vida se inicia. Se tudo sair conforme o roteiro, daqui um tempo me caso, depois fico grávida, depois mudo pra uma casa maior (e de preferência, própria) e as dores de cabeça vão cada vez mais, aumentando…espero eu, que de forma estranhamente diretamente proporcional à minha felicidade.

Isso é a vida, senhoras e senhores!

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