And so this is Christmas…

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E então que chegou o mês de dezembro, e junto com ele, o Natal.

Eu adoro esse mês, sabe? Adoro essa atmosfera que paira no ar…amo os enfeites, mesmo sabendo que a maioria deles é inspirada no white christmas do hemisfério norte, que nada tem a ver com o calor tropical nosso de cada dia.

Eu adorava quando ainda era criança pequena-bem-pequenina e vínhamos, a família inteira, passar o Natal aqui em Belém, com a vovó, e depois o Ano no sudeste.

Depois que vovó morreu (eu tinha só 9 anos), os Natais passaram a ser religiosamente em Sampa, na casa da minha tia-mãe Jô. E alguns “Anos-Novos” lá, ou no litoral paulista, ou no Rio…

Gosto dessa coisa de você ser um pouco menos egoísta nessa época e gastar uma parte dos reais presenteando amigos/parentes.

Gosto das comidas: chester, rabanadas, tender, hum…..água na boca só de lembrar!!

Gosto do clima do chamado “inverno amazônico”, com chuvas praticamente o dia todo, todo dia!

Gosto muito de tudo isso, sabe?

MAS (porque sempre tem que ter um “mas”????)…….desde que meus pais se separaram, tudo mudou pra mim.

Acho que eu já escrevi sobre isso aqui (e se ainda não escrevi, juro que vou escrever), de como a separação dos meus pais é algo que eu acho que nunca vou superar…

Então, desde 2001, nada é mais como antes, e eu sei que já vai fazer 10 anos, só que não consigo me (des)acostumar!!!

Quando eles separaram, lembro que era próximo do fim do ano. E, lembro, concluímos a mudança (eu e minha mãe) exatamente no dia 23 de dezembro. E no da 24, foi a arrumação da casa nova, com tudo novo, preparação da Ceia, etc. Foi um Natal muito legal, devo confessar. Havia ainda a euforia decorrente da mudança ainda tão recente, misturada com o anseio porovocado pelo mesmo motivo, etc. Além disso, foi legal ter uma boa parte dos meus primos maternos ali, ajudando e confraternizando…tínhamos mais ou menos a mesma faixa etária, o que tornava tudo em diversão e sorrisos e gargalhadas, do auge dos meus 19 anos.

De lá pra cá, tanto meu pai quanto minha mãe, escolheram relacionarem-se com pessoas as quais não aprovo e de quem não gosto (creiam, tenho motivos reais para isso, nao é ciúme besta de filha imatura, não!!). E com isso, 90% do meu ânimo pra comemorar o Natal morreu…Falo mais do Natal, porque ano novo, depois que a gente vira “maior de idade”, quer mais é aproveitar a festa com os amigos, na praia, etc, então não tem tanto drama!

Tá, eu sei que Natal é pra comemorar o nascimento de Jesus, que nos salvou da morte eterna e perdoou nossos pecados,  yadda, yadda, yadda…e tá, eu CREIO em tudo isso, como boa batista (ainda que não praticante) que (ainda) sou.

Mas gente, tem graça Natal sem família? Pra mim, esta é a essência da festa!!! O nascimento de Cristo (por mais que não tenha sido, de fato, no dia 25 de dezembro) é o símbolo maior do amor de Deus por nós. Amor incondicional. E, pergunto eu, tem família sem que tenha amor incondicional??? Você ama seus pais, por maiores que tenham sido os erros deles. Você ama seus irmãos, por mais implicantes que eles tenham sido com você durante sua infância. Você ama seus primos, pelo simples fato de estarem ali e terem compartilhado tantas histórias com você, e por aí vai…

Eu não vejo graça em passar Natal com meu pai+família da madrasta. Não tenho amor algum nem por ela, nem por ninguém da família dela. E idem pela meu padrasto e família dele.

Como confraternizar, então? Me desculpa, mas não con-si-go dar um sorriso sincero, abraçar e desejar FELIZ natal. Não dá pra mim, não. Falsidade demais…

Por isso, desde 2001-2002, “onde passar o Natal” tem sido um tormento pra mim…porque na real eu não queria ter que escolher passar com minha mãe ou com meu pai. Eu queria ter os dois juntos, pô!  Como deveria ser, sabe?  Escolher junto com minha mãe o presente pra dar pro meu pai; confabular com meu pai o presente que daríamos pra minha mãe, ficar vendo (e ajudando) meu pai a preparar a ceia, enquanto minha mãe cuidava do restante dos presentes, e da arrumação da casa…

Durante todo esse tempo pós-separação, o que sempre me ajuda é ir passar o Natal em SP com a tia Jô, que agora é a referência mais próxima que tenho de família. Eu AMO estar lá com eles, de verdade!! Acontece que neste ano, infelizmente não vou poder ir.

E meu pai provavelmente irá viajar.

E minha mãe está praticamente separada do meu padrasto, logo, não tem clima pra festa alguma…

É o primeiro Natal que vou passar com meu atual namorado. Ele me ajudou a enfeitar a árvore de Natal da minha (nova) casa, ele já escolheu o presente dele, eu já escolhi o(s) meu(s) (e ontem, inclusive, já até começou a me dar uma parte – rsrsrsrs). Semana passada conversei com ele sobre isso tudo que escrevi aqui…na família dele, passam sempre na casa da avó materna. Ele me chamou, então, para ir passar a meia-noite lá. Eu disse que não sabia se eu iria…não conheço muito bem a família dele, não sou próxima de ninguém de lá e, até admito, sou meio ressabiada com essa coisa de fazer muita amizade com família de namorado (trauma de relacionamentos anteriores, do qual não faço o menor esforço pra me livrar), quem dirá passar Natal. 99,9% de certeza de que eu não me sentirei nem um pouco a vontade, e ficarei sem graça…e sou péssima pra fingir essas coisas, nessas horas…Ele, de boa vontade, disse que se eu não quisesse mesmo ir, ele ficaria comigo, sabe-se lá onde. Achei fofo da parte dele! Mas, não quero fazer isso com ele, tirar isso dele, sabe…?

E daí que, provavelmente, vou passar a meia-noite do Natal sozinha….e falo com meu pai pelo telefone, e visito minha mãe no dia 25, isso se ela não tiver viajado também.

=(

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  1. Aninha, parabéns pela nova casa, muitas felicidades nessa nova jornada. Esse lance de separação não é fácil. Nem para os filhos, como tbm para os pais. Eu estou no lado oposto da sua situação. Sei como minha filha sofre até hoje e como ela tornou tudo mais difícil do que já é. Acho que a separação é difícil por ser algo meio egoísta. Egoísta de ambas as partes. Pelo lado do casal, onde um ou os dois procuram a felicidade que perderam e pelo lado dos filhos, que as vezes não entendem que os pais tem o direito de procurar ser feliz. Mas eu acho que tudo é um aprendizado, afinal estamos aqui de passagem, não somos perfeitos e perdoarmos nossos erros e daqueles que amamos já é um grande passo.
    Um Natal Santo para você e os seus.

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