Algo para amar

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tumblr_l14uwadHb11qbyp9zo1_500_large[1] Estou precisando de algo para amar. Sim, é isso mesmo: ALGO. Porque alguém, ainda bem, eu já tenho. Mas eu preciso urgentemente de ALGO pra amar. Alguma atividade, hobby, qualquer coisa que eu ame fazer.

Eu gosto de fazer inúmeras coisas. Nem vou listá-las por aqui, agora.Mas sabe aquilo ou aquela coisa que você faz com tesão, com paixão, que você descarrega, alivia a pressão, se sente mais vivo, renovado, restaurado??? Pois é! É de uma coisa tipo assim que eu tô precisando. E me dei conta disso depois de assistir uma das cenas finais do episódio 16 da 7ª temporada de House (episódio bom demais, aliás). Não vou entrar em mais detalhes porque corro o risco de soltar SPOILERS  e apesar de’u, particularmente, não me incomodar com eles (até gosto), sei que tem pessoas que não curtem e dia desses dei maior fora por causa disso no twitter. MAS, voltando ao assunto…preciso achar essa tal coisa para amar. Logo. Mais, logo mesmo!!!

Puxando aqui pela minha memória, ao longo destes 29 (UI!!!!) anos de existência, recordo de ter tido 2 destas tais coisas para amar.

A primeira foi a dança. Não gosto nem de falar/lembrar muito porque me dói demais o coração. Pra resumir: comecei no ballet desde pequenina. Ballet, jazz, dança moderna, sapateado…na adolescência, a dança era minha vida! Dos 13 aos 17 eu ensaiava diariamente, menos domingo (as vezes, até domingo!) e chegava a fazer 6 horas/dia. Com 15, cheguei a ser convidada para entrar para um grupo de dança no intuito de participar de um espetáculo que faria turnê na Alemanha. Fui, também, convidada a dar aula na escola de danças que frequentei desde pequena. Digo isso não para autopromoção, mas só para que vocês tenham a ideia do quanto eu amava fazer aquilo, e, por isso, era uma ótima dançarina/bailarina (modéstia à parte). O motivo de nenhuma destas oportunidades que elenquei acima terem dado certo se resumem em um só fato: meu pai não deixou. Ele achava que bailarina/professora de dança morre de fome, é pobre,e yadda yadda yadda e por isso, me barrava. Então, aos 18, depois de já ter parado com os ensaios por alguns meses, em função da pressão para passar logo no vestibular (de Direito – preciso dizer quis prestar pra faculdade de Dança, mas adivinha quem me barrou?????), decidi aposentar as sapatilhas. De vez!! E aí, joguei todas elas fora, junto com os tchu tchus, as fantasias de todas as coreografias (eu tinha todas guardadas, desde a primeira), e até as fotos. Não quis ter mais nada daquilo perto de mim. Porque doía demais. Doía ver tudo aquilo e saber que não seguiria adiante. Dança, para mim, não era hobby: era meu estilo de vida. Tanto que até os 18 eu pouco tomava refrigerante, regulava o chocolate, me limitava a doces uma vez por semana. Até os 18, celulite era uma palavra que não fazia parte do meu vocabulário, por conta disso (ah, coisa boa que era!!!!). E até hoje, me abstenho de assistir a ballets/musicais. E quando não resisto e vejo, não tem jeito e o fim é um só: lágrimas. Classificaria isto como a maior frustração da minha vida.

E a outra (é, não consegui ser assim tão sintética, né?) foi a igreja. Ou vida ministerial, como os evangélicos costumam chamar. Por muito tempo, sonhei em me dedicar 100% ao ministério. Abrir mão de carreira, profissão, etc…e seguir vivendo e fazendo aquilo que “Deus queria de mim”. Os anos passaram, até que desisti. Cansei. Entreguei tudo. Ou, melhor dizendo, a maior parte das coisas, eu abandonei. Creio que o ocorrido em muito se deve ao fato de ter ficado sobrecarregada. Sério, fazia tanta coisa ao mesmo tempo que a sensação que tinha era de exaustão total. Não gosto nem de lembrar de como eu me sentia…no final, fazia as coisas mais por obrigação do que por prazer, e aí me cansava até mais pois a consciência pesava: “não se deve fazer as coisas pra Deus assim…”.

Hoje, eu vejo que tá fazendo falta na minha vida isso: essa paixão, essa disposição, esse tesão por ALGO!!

Vejo meu namorado: é louco por jiu-jitsu. LOUCO!! Quando ele passa um dia sem treinar, se lamenta, fica chateado…ele diz que lá no treino ele solta a raiva dele, as decepções, as frustrações. Lá, ele se esvazia, é como se existisse só o tatame, o mestre e o cara com quem ele estiver treinando. E ele sai de lá renovado. Sai mesmo, já pude constatar isso. Quando a gente se encontra depois dele ter treinado, ele tá tão sereno, calmo, tranquilo (não que no normal ele não seja – ele é mais tranquilo que eu, diga-se de passagem – só que ele fica ainda mais). É como se ele tivesse entrado em estado alfa (seja lá o que isso quer dizer) e tivesse voltado pra Terra.

Daí, desde que constatei isso, tenho pensado…NO QUE???  O que poderia ser esse algo?? Tive algumas poucas ideais, mas nada que me movesse a tentar, de fato, por ter pouca esperança de que “vingaria”.

Gosto bastante de cozinhar. Será que se me inscrevesse  um curso de culinária seria legal? Não sei….

Mas que eu preciso desse ALGO, ah, eu preciso. E como!!!!!

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  1. Pi…
    Não sei se deveria comentar isto aqui… Mas farei porque amo você e quero lembrar-te ALGO.
    Na verdade creio que este “algo” que desperta essa paixão tão intensa, que nos dá satisfação, enche-nos de alegria, nos faz sentir especiais e que nos dá ânimo pra viver não é necessariamente uma atividade que fazemos, e tão pouco ‘sozinha’. Creio que seja algo mais profundo…. como estar com alguém que compartlhe conosco seus sonhos e mais do que isso sua presença. O algo que você procura, que nós humanos procuramos, é a INTIMIDADE. O conhecer…o dedicar…o buscar…o estar com Deus. Ainda que penses: Ah! Com certeza não é isso que procuro agora. Reflita! E me diga se nos seus a sós com o Pai você não tinha tudo isso!
    Amo você!

    • Ananda, talvez se eu tivesse, não teria me afastado. Ou, ainda, talvez eu tenha me afastado justamente porque parei de buscar, e consequentemente, de ter. É complicado, e envolve questões que ultrapassam as barreiras da razão, da emoção E do sobrenatural. Ainda creio……mas não como antes. E, particularmente, acho difícil voltar a ser igual. De qualquer forma, continuo aqui, e Deus pode me quebrar e quebrantar meu coração duro, se Ele quiser. Durante um tempo, disse “Não!” abertamente a Ele. Hoje, já nao digo mais.
      Obrigada pela visita. É interessante saber que você vem por aqui…Beijo!

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