sorry, but I don’t buy it!*

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equilibrio

Eu não acredito em quem é 100% feliz, 100% do tempo, com 100% das coisas. Não acredito, e pronto. Acho humanamente impossível esse “cemporcentrismo” todo (opa, neologismo à vista!). E o motivo pelo qual eu não acredito nisto se deve ao fato de que, por muito tempo eu aparentava ser assim. É…aparentava! Acontecia comigo a coisa mais chata, mais doída e doida, e eu tava lá, com sorrisinho na cara, e com palavras de ânimo, coragem e dando graças por tudo. Bláh. É. BLÁH, meeeeeeeesmo! Eu sufocava minhas emoções. Totalmente…Ok, tudo bem. Você se deixar ser controlada por suas emoções também não é legal. Porém, sufocá-las, tampouco o é.

Por isso, pessoas que são (aparentemente) felizes e gratas o tempo todo do mundo me irritam. E não me convencem, de forma al-gu-ma. Já fui muito Pollyana. Ultimamente, dei um basta nisso. Se estou alegre, sorrio. Se estou triste, fico triste até a tristeza passar. Se estou enraivecida, procuro uma forma de extravasar isso, ou me isolo (para não descontar em ninguém injustamente) até acalmar. E decidi não mais esconder nem sufocar esses sentimentos. Eles são meus, fazem parte de mim, do meu eu. São, na essência, eu mesma, com tudo o que tenho, de bom e de ruim. Porque é assim que o ser humano foi criado: com emoções. Alegria. Raiva. Tristeza. Frustração. E reprimí-las ou sufocá-las o tempo todo é tentar ser sobre-humano e não ser-humano. E tentar ser sobre-humano é extremamente fatigante. Jesus, na sua essência humana, alegrava-se, entristecia-se, irava-se…

Permitam-me um adendo: não faço aqui apologia ao descontrole. Não. Sou absolutamente a favor do equilíbrio (por isso a imagem no início do post). Extravasar emoções sem filtro algum também é tão prejudicial quanto sempre segurá-las.

No meu trabalho, por exemplo, tem uma pessoa cujas atitudes traiçoeiras constatemente me irritam. Profundamente, inclusive, permitam-me dizer. Mas, como tenho que, infelizmente, lidar com essa pessoa constantemente, volta e meia me seguro para não explodir e perder minha compostura nem minha razão. Entao, quando tal pessoa anda exagerando mais que o habitual, recorro à chefia dela ,sem fazer fofocas, mas sim com reclamações fundamentadas (e, diga-se de passagem, a própria chefia sabe desse jeito de agir da tal pessoa).

Assim, tenho procurado manter-me longe de pessoas “cemporcentristas”. Elas não me soam verdadeiras. Estar numa condição, num lugar, numa posição que abertamente lhe contraria e fere, mas, ainda assim, carregar na cara um sorriso (amarelo) e na boca palavras vazias de conformismo e satisfação.. Ah, me poupem!! Soa irreal demais. Beirando a falsidade.

Não sou a dona da razão, digo isso sempre aqui no blog. Hoje, é assim que penso. Amanhã, posso mudar de opinião. MAS, só o que não quero,  é voltar, um dia, a reprimir e sufocar minhas emoções como, por alguns anos, o fiz. Posso estar certa. Posso estar errada. Por hora, esse é o meu pensamento.

 

 

 

 

 

 

 

* EExpressão idiomática em inglÊs, que significa algo como “eu não acredito nisso!”, ou “eu não me convenço com isso!”

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