O quase desastre da panela de pressão

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1333_mEu e minhas peripécias de cozinheira-dona-de-casa…se você não se interessa por um post inútil,porém deveras engraçado, nem comece a leitura!

 

Então, pra quem não sabe, moro só. E não tenho empregada diariamente (meu atual sonho de consumo!!!rsrsrsss). Por isso, pelo menos umas 2 ou 3 vezes na semana eu mesma faço minha comida (muito bem, diga-se de passagem). Nos outros dias, ou como o restô-d’ontê, ou um belo aykissobra. Ou, ainda, como fora, e nos sábados geralmente “filo” almoço na minha mãe ou no meu pai!

Meu horário usual de esquentar a barriga no fogão é final da tarde-início da noite, depois de tirar minha sesta não ter mais nada do trabalho pra fazer. Daí que dia desses deu maior vontade de comer feijão. E pá, que feijão não é lá das comidas mais simples e rápidas de se fazer, néan? Mesmo assim, arregacei as mangas e fiz. Estava empolgada pois, inclusive, era dia de estreia da panela de pressão nova que eu tinha ganho do namorado (é, eu vivo pedindo panelas de presente pra ele! =P) – e só quem tem sua casa e gosta de cozinhar sabe a emoção de estreiar uma panela!!! hahahaha

Eis que quando o feijão já tá lá no fogo, lindinho e temperado com bacon, e tinha acabado de começar a pegar pressão, o tal namorado me liga: tava sem carro, ele tinha acabado de sair do trabalho, chovia canivetes e ele ia lá pra casa. Eu fiquei num dilema entre ir buscá-lo e,consequentemente, desligar o fogo e liga-lo quando retornasse, o que resultaria num feijão pronto por volta das 23h, ou mandar ele se virar, lembra-lo de que ele não é feito de tapioca e dar o jeito dele de vir embora. É claro que meu lado namorada-boazinha-e-apaixonada falou mais alto e fui. E dentre as opções acima elencadas, a desperate housewive que vos fala escolheu a opção “c)” – ser burra o suficiente e apenas abaixar a intensidade do fogo. Normalmente, entre ir e vir do local onde ele estava, eu levaria no máximo 25 min, tempo em que meu feijão já estaria no ponto perfeito.

 

SÓ QUE, Murphy, às vezes, é tipos meu melhor amigo. E nesse dia, tava tudo engarrafado. Eu disse tu-do. Todas as opções de vias que usei estavam paradas. E depois de 15 min naquele trânsito infernal eu já tava mortalmente arrependida de ter saído de casa e deixado o fogão aceso. Ah, eu disse a vocês que no forno tinham algumas fatias de carrè suíno? Não?? Pois é, tinha! Mas ele era a minha menor preocupação, já que eu tinha acabado de acender o forno, e eesse tipo de comida leva pelo menos 60 minutos pra assar, isso com o forno pré-aquecido, o que não era o caso.

 

O que era pra ser um trajeto tranquilo, de 20-25 minutos, se transformou numa Via Crucis de 1hora e 5 minutos (devidamente cronometrados).

 

Eu já imaginava chegar em casa e ver o caminhão dos Bombeiros lá na frente…juro que até visualizei as manchetes no jornal Amazônia (“Panela de pressão explode graças a uma feijoada esquecida no fogão por uma dona de casa de primeira viagem – Veja Fotos”). No auge dos meus delírios, pedi pra Deus fazer com que meu gás acabasse naquela hora. Deus, dessa vez, nem me deu bola…e chegando no estacionamento do prédio, mesmo morrendo de medo da represália dos vizinhos contra mim, por ter posto fogo no prédio, nem desliguei o carro e fui correndo voando ver o estrago que eu mesma teria feito.

 

 

ACONTECE QUE…não tinha acontecido nada!!! Assim, nada de mais grave né? O feijão só tava seco na panela, mas não chegou a queimar (UFA um milhão de vezes), daí foi só acrescentar um pouco mais de água, por pra ferver sem a pressão e esperar dar aquela engrossadinha básica.

E o carrè? Como eu disse, esse demooora, e ainda tava semi cru quando cheguei.

 

 

No final das contas, dentre feijões, carrès, panelas, apartamentos e namorados, todos se salvaram! MAS, fica a lição que foi direto pro meu “caderninho de anotações uber importantes”¹, que pode até parecer óbvia, mas pra mim, naquele momento, não foi: jamais saia de casa e deixe comida no fogo.

 

 

 

 

 

**EPÍLOGO**

Nesse dia o namorado entrou no carro  inteligentemente armado com uma barra de chocolate pra mim. Em  meio ao stress do trânsito, eu pedi a ele que não falasse nada, e ficasse quieto, porque eu tava nervosa demais tanto pra conversinhas cotidianas quanto pra ouvir as sugestões de desvio do trânsito vindas dele. Nesse meio tempo, ele abriu a tal barra e devorou quase toda a bichinha, ficou só uma fileira que ele guardou na minha geladeira.

No dia seguinte, lembro, ávida, do tal chocolate e encontro os seus meros restos mortais. Pergunto: “Poxa, comeste toda a barra de chocolate??” Resposta: “Ah, é que eu tava nervoso demais, e pediste preu não falar nada…”

 

– F.I.M. –

 

 

 

1 – Mentira, não tenho um.

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