Geração Harry Potter?

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Finalmente neste final de semana consegui assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (e já até assisti outra vez, pois no dia seguinte fiquei tão empolgada que fui catar um torrent pra ver novamente, em casa). O que dizer??? Chorei a partir da primeira meia hora do filme (naquela cena em que estão todos no Salão Principal de Hogwarts e o Snape está ameaçando quem ajudasse o Harry, até que o próprio Harry sai do meio dos estudantes e quando o Snape vai confrontá-lo, a Profa. Minerva sai em defesa do Harry), e a partir daí foi só emoção pra mim. Com direito a taquicardia e até alguns soluços…dizer que o livro ainda consegue ser melhor do que o filme é clichê, apesar de verdadeiro. Mas, o filme transforma em imagens toda aquela fantasia contida nas palavras…e é inacreditável como, em inúmeros momentos, as imagens traduzidas do livro para o filme coincidiram com as que eu tinha na minha imaginação. E assim eu sei que foi com tantos que curtiram as aventuras “daquele-que-sobreviveu”.

Enquanto assistia ao filme, e chorava, e me emocionava, meu lado mais racional insistia em me trazer a memória de que aquilo era “apenas um filme”. Por isso, resolvi fazer este post: tanto para homenagear, quanto para explicar porque essa história fantasiosa e surreal mexeu comigo (e com milhões de pesssoas ao redor do mundo).

Li o primeiro livro do Harry (A Pedra Filosofal) em 2000, algum tempo depois de vê-lo na lista dos mais vendidos da Revista Veja. Quando foi lançado aqui no Brasil, Harry já era febre na Europa, nos Estados Unidos…tanto que apenas um ano após o lançamento do livro em terra tupiniquim, Hollywood já lançava o primeira longa da série que viria a ser dividida em 8 partes, e a editora que o publicou no Brasil lançou os seguintes (Câmara Secreta e Prisioneiro de Azkaban) em curtos intervalos de tempo, todos em 2000. Li os três em sequência initerrupta. E fiquei me roendo e me remoendo até lançarem O Cálice de Fogo (meu preferido) em 2001. Fiquei meio aterrorizada com A Ordem da Fênix, em 2003. Depois disso, fiquei alguns anos meio afastada desse universo “potteriano”, em grande parte devido à questões religiosas – não vou entrar nesse mérito aqui, não é o intuito desse post), e por isso fui ler o Enigma do Príncipe só em 2007 e as Relíquias da Morte, só ano passado, antes do lançamento da Parte 1. Os filmes, esses todos eu sempre acompanhei no cinema, alguns na pré-estreia/estreia, outros na primeira semana de exibição. Dentre eles, meu favorito é o Prisioneiro de Azkaban.

O universos das estórias em si são redundantemente encantadores. A ideia de que há um universo dimensionalmente paralelo onde vivem seres mágicos, e de que eles nos “enganam” e nos chamam de trouxas por não sabermos da existência deles não é o máximo?? E, que tal aprender a poder fazer faxina ou comida com apenas um leve movimento da sua varinha? Qual ser humano nunca sentiu vontade de poder aparatar e desaparatar (mesmo não sabendo que este era o termo)?? Isso tudo já nos dá motivos de sobra para ser fã da série. Porém, na minha opinião, nada é tão admirável nestas aventuras quanto a amizade existente entre Potter, Mione e Rony. Por isso escolhi esta imagem para ilustrar esse post (é a última cena do último filme em que os três aparecem juntos jovens – logo após a última e vitoriosa batalha, tendo por cenário Hogwarts quase toda destruída). Deste o início da jornada, eles atrairam um ao outro, mesmo sendo tão diferentes. E, do meu ponto de vista, foi exatamente esta diferença que os manteve juntos até o fim. Harry, com seu jeito desajeitado; Hermione, com sua personalidade correta e obediente; e Rony, com suas atitudes engraçadas.

Como não se encantar observando a lealdade e a humildade de Weasley (errava, mas voltava atrás em seus erros), o empenho e inteligência da Srta. Granger, e a coragem, teimosia e bravura do menino Potter?? Aventura após aventura, perigo após perigo, eles permaneciam lá, juntos, os três, como se fossem um. Harry não seria nada não fosse Mione e Rony. Nao teria tido sucesso em suas empreitadas para destruir  Você-Sabe-Quem se estivesse sozinho sem a companhia, sempre próxima fisicamente, do casal de amigos.  E é isso, essa união, essa lealdade, fidelidade, enfim, a amizade, que prevaleceu no fim, é o que mais me encanta neste Universo Mágico.

Agora, estamos todos órfãos do Harry Potter e de suas aventuras. Mas, que bom que elas continuarão pra sempre bem ali, nas prateleiras, acessíveis a qualquer um.

Foi, sem dúvida, mágico ter feito parte desta Geração Harry Potter.

 

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