inveja

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invejosa  A inveja não é necessariamente querer para nós mesmos,

mas simplesmente querer que seja tirado do outro. 

A inveja é o sentimento de infelicidade produzido por

presenciarmos a vantagem ou a prosperidade do outro.

Os invejosos se incomodam com

os sucessos dos amigos.”

 (by http://amulherv.blogspot.com/2010/11/inveja.html)

 

Então genz, vamos falar sobre esse sentimentozinho chato e desagradável escrito ali em cima??

É que, num intervalo de poucos dias aconteceu comigo alguns episódios que me levaram a refletir sobre a inveja…bom, os episódios em si, prefiro não relatar aqui. O fato é que, conforme eles foram acontecendo, novas indagações e impressões vinham à minha mente. A principal delas foi: qual a linha que separa a inveja da admiração?? Porque, na verdade, imagino que se eu fosse confrontar uma dessas pessoas, é bem provável que eu ouviria como resposta algo mais ou menos assim: “ah, não é inveja, é apenas admiração…eu me espelho em você”. E daí, a gente vai se enganando e se iludindo com essa mentira. Eu digo a gente proque, sim, eu já senti inveja. E a pessoa era muito, muito minha amiga, íntima!! E um dia, já quase esmagada por esse sentimento diabólico, fui até ela e, com muita dor e vergonha, externei. Foi muito difícil, tanto pra mim quanto pra ela, aprendermos a lidar com isso…mas, creio que conseguimos superar, então.

Certamente isso é extremamente mais comum entre mulheres do que entre homens (e talvez até se algum homem ler esse texto, pensará: “mas que grande bobagem  e perda de tempo isso tudo!!”), o porque eu não sei – Freud explica. Nao acho que homem seja tão encanado com essas coisas quanto nós, mulheres. A mente dos homens costuma ser muito mais prática do que a nossa. De qualquer forma, penso que nenhum de nós está imune à inveja: seja como alvo ou como sujeito. Não sou psicóloga, nem nada, mas acredito que a inveja se origina na baixa auto-estima: é a ilusão de que a vida e as posses do outro são melhores do que as suas. INvejar é, além de querer ser igual a outro, não alegrar-se com a satisfação dele: Exemplo prático: Beltrana ganhou uma viagem num cruzeiro. Fulana, com inveja, enraiveceu-se e, além de agora TER QUE viajar em um cruzeiro nas próximas férias, deseja que a viagem de Beltrana dê errado!! A inveja vai além da cobiça (o sentimento de querer ter o que o outro tem). Há invejosos que, literalmente, imitam o que o outro faz, como o outro se veste, se enfeita, etc…sei de um caso em que a pessoa invejosa chegou ao ponto de ir ao cabelereiro e pedir pra fazer o cabelo idêntico ao da fulana (sendo que tal cabelo em nada combinava nem com seu tipo físico nem com sua pele…), comprar um carro igual ao da pessoa invejada (eu disse igual, inclusive a cor)…esse tipo de comportamento, na minha opinião, beira a obsessão e me dá calafrios!! Prefiro manter certa distância segura de gente assim, e riscar do meu círculo de amizades. Gostar, a admirar e achar bonito é uma coisa. Imitar é outra. Copiar, é pior ainda! É claro que eu sei que não serei a única a ter o carro que tenho. É óbvio que meu corte e cor de cabelo não são monopólios meus…mas, tudo tem limite. Tudo…cada pessoa tem um estilo, um jeito de ser…e querer imitar esse estilo que não é seu é ridículo e, acredite, as pessoas ao redor notam.

Me considero uma pessoa relavtivamente autêntica…e isso eu ouço de minha mãe desde sempre. Ela sempre dizia que eu tinha o gênio difícil, por não ser influenciável. E hoje, finalmente, vejo uma vantagem nisso!! É algo que de fato reflete em toda a minha vida: no ambiente profissional, emocional, pessoal……um exemplo: moda! Adoro saber sobre as tendências, as novidades, etc. Mas, de forma alguma saio vestindo-calçando-usando tudo o que os fashionistas dizem que é UP! Muuuuuito pelo contrário….usar-fazer algo só porque está na moda e todos fazem não é a minha cara, messssmo. Estampas de bichos, roupas na cor fluor: de-tes-to! E não uso de maneira alguma…só se a Presidenta baixar um decreto dizendo que quem não usar, vai presa! kkkk MAS, não tenho NADA contra quem gosta e usa, porque entendi uma verdade: cada pessoa é uma pessoa (dã!!). Deu pra entender o que quero dizer??? Ninguém é igual a ninguém minha gente, e isso é uma das delícias de ser gente (e não bicho, que faz tudo por instinto e não por efetivamente querer).

E, olhem só, não quero parecer melhor nem mais esperta do que ninguém. Apenas isso não faz meu estilo…só uso algo se de fato eu gostar e, detalhe: gostar em mim! Não é porque saia plissada tá na moda (e eu acho liiiindo) que eu vou sair por aí com uma, pois sei que não combina com meu tipo físico. E a coisa vai mais ou menos por aí….se sonho em ter a IT bag do momento? Lógico! Que mulher não sonha?? Mas, se ela ainda não cabe no meu orçamento, pra que vou fazer sacrifício, deixar de pagar outras contas, ou dividir em 597 prestações, só pra estar igual aos outros?? E, detalhe: daqui poucas semanas, já haverá outra mais nova, mais bonita e mais fashion…

Bem, estou escrevendo esse texto corrido, com o que me vem a mente, e ele tá tomando um rumo diferente do que eu imaginava…o cerne do que eu quero expressar aqui é: você não precisa ser igual a mim (nem a qualquer outra pessoa) para ser querida e amada! O seu cabelo não precisa ser igual ao meu, seu carro não precisar ser irmão gêmeo do meu, o seu jeito de escrever não precisa ser ipsis litteris  ao que escrevo, nem tampouco seu jeito de se vestir e de se enfeitar. Cada um é cada um.

Certa(s ) vez(es), uma mocinha pediu pra conversar comigo e então ela, corajosamente, abriu a boca e disse: eu tenho inveja de você, do seu jeito de ser, e por isso acabo não gostando de você pois na verdade eu queria ser como você é e queria ter as amizades qe você tem. Num primeiro momento, eu me surpreendi (eu sempre me surpreendo quando descubro que sou alvo da inveja de alguém), e logo em seguida, me compadeci, e esclareci a ela que não havia nada em mim nem em minha vida que fossem “dignos” daquele sentimento: eu era um ser humano igual a ela, com qualidades e cheia de defeitos, apenas era mais extrovertida que ela e, sim, tinha mais posses e mais “títulos” do que ela, mas na real, isso me fazia MELHOR do que ela? NÃO!! E eu tampouco jamais me senti assim: superior aquela moça. E acho que é por isso que me surpreendo quando descubro direta ou indiretamente que alguém me inveja (ai, tão ruim dizer esta frase!!): porque vai além de sentir-se: não é que eu me SINTA melhor do que alguém, mas sim que eu SEI que não sou. E, nos casos recentes, o que mais me deixou surpresa é que tais pessoas “invejosas” tem, do meu ponto de vista, uma vida tão bacana…empregos bons, salários ótimos (provavelmente, beeeem melhores do que o meu), família linda, etc…porque não se contentar com isso, ao invés de buscar ser igual a alguém que não é você????

Espelhar-se é uma coisa. Admirar alguém é legítimo. Mas, imitar, invejar, cobiçar….são sentimentos, atitudes e ações que não são positivas em nada! O problema é que a linha que separa uma coisa da outra é tão tênue, e é tão vergonhoso admitir que se é invejoso, que se embarca nessa e vai-se vivendo a vida assim, olhando tanto pro outro, até que se perde a própria identidade: não se sabe mais quem se é, e não tem coisa mais triste do que gente em crise de identidade! Não perca tempo olhando pro lado…enquanto você analisa se a grama do vizinho é mais verde que a sua, o vizinho tá lá, vivendo a vida dele e sendo feliz. E você, será que é realmente feliz, além das palavras que saem da sua boca anunciando essa felicidade (forçada??) aos quatro ventos, no profundo do seu coração? Eu não sei a resposta verdadeira pra essa pergunta. Mas, você sabe. E, dentre todas as mentiras e ilusões que você possa vir a criar, a pior de todas é quando você as faz para você mesma.

Pense nisso!

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The 30 day song challenge

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Vira e mexe e eu falo de música aqui no blog.

JÁ fiz umas e outras listas, já tentei fazer a Trilha Sonora do ano, dia após dia (parei na metade – aquela que sempre atinge suas metas – NOT)…agora, resolvi trazer o 30 Day Song Challenge do facebook pra cá. O intuito era publicar no perfil do FB, dia após dia, uma música conforme determinado tema trazido pelo Challenge. Comecei a fazê-lo, mas adivinha se eu consegui terminar??? rsrsrss Devo ter parado lá pelo 15º ou 16º dia…

Por isso, como já sei que não vou ter a “disciplina” necessária pra entrar todo dia lá e postar, resolvi fazer isso de uma só vez, aqui. Masantes, só um adendo –> Obviamente, nada nesta lista é definitivo, e tenho absoluta certeza de que ela pode (e vai) variar, de acordo com a época do ano e com o momento da minha vida em que eu venha a criá-la. Uma canção que hoje me faz feliz, amanha pode já não mais fazer, e assim por diante….

Então, lá vaiiiiiiiii…………………

Day 01 – Your favorite song – Losing My Religion, do R.E.M. Me lembra momentos maravilhosos da minha juventude, inclusive do show deles que tive o privilégio de assistir, no Rock in Rio de 2001.Mande um beijo

Day 02 – Your least favorite song – Você não vale nada mas eu gosto de você, Calcinha Preta. Mas poderia ser qualquer outra no mesmo estilo. Não suporto esse tipo de forró.Smiley decepcionado

Desse vídeo, até que gostei!! Só por cusa da turminha do Charlie Brown.

Day 03 – A song that makes you happy – Here comes the Sun, na versão da Colbie Caillat. Essa canção me traz um sentimento de esperança que é bem gostoso…Alegre

Day 04 – A song that makes you sad – Fake Plastic Trees, do Radiohead. A letra até é ok,mas a melodia é depressiva d+, dá até vontade de cortar os pulsos! Smiley triste

Day 05 – A song that reminds you of someone – I’ll be missing you, Puff Daddy.

Lembra minha irmã, Larissa. Sem mais….MeninaAbraço pela direita

Day 06 – A song that reminds of you of somewhere – Estou a dois passos do paraíso, da Blitz. Me lembra dos tempos de Algodoal, sem energia elétrica e sem sinal algum de telefone celular…SolArco-írisIlha com palmeira

Day 07 – A song that reminds you of a certain event – Minha vida, Lulu Santos. Sei lá porque, lembro de quando eu era criança, e um dia passeava no carro com meus pais, e essa música começou a tocar no rádio.Auto

Day 08 – A song that you know all the words to – Faroeste Caboclo, da Legião Urbana. Passei diassssss treinando, até aprender, só pra chamar a atenção de um certo garoto, no auge dos meus 11 anos! Smiley envergonhado

Day 09 – A song that you can dance to – Animal Instinct, Cranberries. Tipo de música perfeita pra quando necessito “dance it out”. Ponho no repeat eterno…rsrsrssssGargalhando

Day 10 – A song that makes you fall asleep – Only time, Enya.

Sério…é ouvir e começar a bocejar! kkkkSmiley com sono

Day 11 – A song from your favorite band – Fix you, Coldplay. Simplesmente per-fei-ta. Smiley piscando

Day 12 – A song from a band you hate – Baby, do KLB. De-tes-to os sussurros e gemidos deles.Smiley nauseado

Day 13 – A song that is a guilty pleasure – Não foi à toa, do Soweto. Agora, cavo um buraco e me enterro! =P Inocente

Day 14 – A song that no one would expect you to love – Quem eu sou, Sandy.

Gostei da amadurecida que ela trouxe nas letras das canções novas…Garota paquerando

Day 15 – A song that describes you – Something’s missing, John Mayer. “And I don’t know what it is, at all…” Smiley confuso

Esse CD inteiro é bom demais!!!

Day 16 – A song that you used to love but now hate – Você não sabe o que é amor, Luan Santana. Enjoou, de tanto que tocou!Explodindo de raiva

UGH!!!!!!!!!!!!

Day 17 – A song that you hear often on the radio – Katy Perry, Firework.

Seja de manhã, de tarde ou de noite, nas rádios dos mais diversos estilos! Princesa

 
Day 18 – A song that you wish you heard on the radio – Good Enough, Sarah Mclachlan.
Uma pena não tocarem as músicas dela com frequência nas rádios…Frio

Day 19 – A song from your favorite album – Só por Hoje, Legião Urbana. Poderia até citar todas desse álbum da Legião.Película

Day 20 – A song that you listen to when you’re angry – Show me How to Live, Audioslave. Sei lá porque, essa música mexe em mim por dentro…lembra a época de Brasília também. Sem contar que o Chris Cornell tá muito TDB nesse clipe!Smiley bravo

Adoro esse clipe!

Day 21 – A song that you listen to when you’re happy – Super Duper Love, Joss Stone.

Adoro o astral super que essa música tem. Flower Power!!! Smiley festeiroRosa vermelhaRosa vermelha

Day 22 – A song that you listen to when you’re sad – Esperança, do Diante do Trono. Sempre me leva às lágrimas…Smiley chorando

Lindo demais….

Day 23 – A song that you want to play at your wedding – Pra você eu digo sim, Rita Lee (Versão de If I Fell, dos Beatles)

Dá pra ser a 1ª dança do casal. “E me der seu carinho sem ter fim, pra você eu digo sim…!” =) Coração vermelho

Day 24 – A song that you want to play at your funeral – Love in the afternoon, Legião Urbana. “É tão estranho os bons morrem jovens…”. Agora,se eu morrer velha, ferrou! hahahah  Rosa murcha

Day 25 – A song that makes you laugh – Vou não, quero não, posso não, Sei Lá quem Canta. Essa música chega a ser engraçada, de tão ridícula que é….Smiley de boca aberta

kkkkkkkkkk

Day 26 – A song that you can play on an instrument – ????? Vou ficar devendo essa, porque nao sei tocar nada. Polegar para baixo

Day 27 – A song that you wish you could play – Linger, Cranberries.

Sério, queria muuuuito saber tocar essa música no violão. Nhé-nhé

Day 28 – A song that makes you feel guilty – What about us, Michael Jackson. Me dá um nó na gargan ta toda vez que ouço essa música e assisto o clipe….Smiley surpreso

Day 29 – A song from your childhood – Aquarela, Toquinho. Essa canção era o sinal da entrada no meu primeiro ano de escola (Jardim I, em 1986, no LaSalle de Manaus) e, numa deliciosa e curiosa coincidência, também foi a “campa” do meu último ano de vida escolar (Convênio, em 1999, no Colégio Marista Nazaré, em Belém).Menina

Day 30 – Your favorite song at this time last year – I Never Told You, da Colbie Caillat. Fiz essa lista entre Maio e Junho desse ano, e nessa mesma época no ano passado, eu tava na maio fossa do mundo!! Coração partido

E aí, curtiu? Faz a sua também, é super gostosoAnotação!! =)

E com o retorno de saturno…

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sistema-solar-saturno-planetaEu sou… Complicada.

Eu quero ser… eu mesma, porém melhorada.Na minha casa…mando eu!

Eu encano com…gente que fing ser uma cois, quando na real é outra.

E acredito…em Deus.

Tenho medo de…baratas. E de perder meus pais.

Acho graça…quando vejo neném achando graça!

Choro…se estou triste.

Não vivo sem…atualmente, Neosoro! =(

Tenho mania de…dormir de bruços.

Meus três melhores amigos são…colo e sorriso nas horas certas.

Eu tenho como heróis…quem sobrevive com um salário mínimo nesse país.

Meu sex symbol…que  meu namorado não leia, mas acho o Lyoto lindo…

O amor é…gostoso demais.

Meu livro de cabeceira é…a Bíblia.

Meu vinil preferido é…As Quatro Estações, Legião Urbana.

Meu sapato favorito é…uma sapatilha que tá quase rasgando…

No meu armário não falta…bolsas!! Apesar delas não ficarem todas no armário…

Minha balada preferida…não ando muito de baladas.

Minha luta é…estudar pra concurso.

Meu maior fora foi…hilário.

Minha bola dentro…sair da casa do meu pai.

As pessoas acham que…sou fresca.

Mas eu juro…que não sou.

O que eu mais ouço…Onde você tá?

Eu me sinto livre…quando tô numa praia.

Rezo por/para…Pelo meu pai, que tá passando por uma tribulação tremendamente séria…
Meu ponto fraco…não posso revelar de graça, né? rs

Meu grande charme…meu cabelo? Minha simpatia??

No chuveiro, eu canto…hoje eu cantei Pink Floyd!

De madrugada, eu…acordo pra fazer xixi.

Meu meio de tranporte é…meu carro.

Eu tenho ilusão de…que no final, vai dar tudo certo.

Se alguém disser que eu serei presidente…eu vou perguntar quantas doses a pessoa já bebeu.

Geração Harry Potter?

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Sem título

Finalmente neste final de semana consegui assistir Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 (e já até assisti outra vez, pois no dia seguinte fiquei tão empolgada que fui catar um torrent pra ver novamente, em casa). O que dizer??? Chorei a partir da primeira meia hora do filme (naquela cena em que estão todos no Salão Principal de Hogwarts e o Snape está ameaçando quem ajudasse o Harry, até que o próprio Harry sai do meio dos estudantes e quando o Snape vai confrontá-lo, a Profa. Minerva sai em defesa do Harry), e a partir daí foi só emoção pra mim. Com direito a taquicardia e até alguns soluços…dizer que o livro ainda consegue ser melhor do que o filme é clichê, apesar de verdadeiro. Mas, o filme transforma em imagens toda aquela fantasia contida nas palavras…e é inacreditável como, em inúmeros momentos, as imagens traduzidas do livro para o filme coincidiram com as que eu tinha na minha imaginação. E assim eu sei que foi com tantos que curtiram as aventuras “daquele-que-sobreviveu”.

Enquanto assistia ao filme, e chorava, e me emocionava, meu lado mais racional insistia em me trazer a memória de que aquilo era “apenas um filme”. Por isso, resolvi fazer este post: tanto para homenagear, quanto para explicar porque essa história fantasiosa e surreal mexeu comigo (e com milhões de pesssoas ao redor do mundo).

Li o primeiro livro do Harry (A Pedra Filosofal) em 2000, algum tempo depois de vê-lo na lista dos mais vendidos da Revista Veja. Quando foi lançado aqui no Brasil, Harry já era febre na Europa, nos Estados Unidos…tanto que apenas um ano após o lançamento do livro em terra tupiniquim, Hollywood já lançava o primeira longa da série que viria a ser dividida em 8 partes, e a editora que o publicou no Brasil lançou os seguintes (Câmara Secreta e Prisioneiro de Azkaban) em curtos intervalos de tempo, todos em 2000. Li os três em sequência initerrupta. E fiquei me roendo e me remoendo até lançarem O Cálice de Fogo (meu preferido) em 2001. Fiquei meio aterrorizada com A Ordem da Fênix, em 2003. Depois disso, fiquei alguns anos meio afastada desse universo “potteriano”, em grande parte devido à questões religiosas – não vou entrar nesse mérito aqui, não é o intuito desse post), e por isso fui ler o Enigma do Príncipe só em 2007 e as Relíquias da Morte, só ano passado, antes do lançamento da Parte 1. Os filmes, esses todos eu sempre acompanhei no cinema, alguns na pré-estreia/estreia, outros na primeira semana de exibição. Dentre eles, meu favorito é o Prisioneiro de Azkaban.

O universos das estórias em si são redundantemente encantadores. A ideia de que há um universo dimensionalmente paralelo onde vivem seres mágicos, e de que eles nos “enganam” e nos chamam de trouxas por não sabermos da existência deles não é o máximo?? E, que tal aprender a poder fazer faxina ou comida com apenas um leve movimento da sua varinha? Qual ser humano nunca sentiu vontade de poder aparatar e desaparatar (mesmo não sabendo que este era o termo)?? Isso tudo já nos dá motivos de sobra para ser fã da série. Porém, na minha opinião, nada é tão admirável nestas aventuras quanto a amizade existente entre Potter, Mione e Rony. Por isso escolhi esta imagem para ilustrar esse post (é a última cena do último filme em que os três aparecem juntos jovens – logo após a última e vitoriosa batalha, tendo por cenário Hogwarts quase toda destruída). Deste o início da jornada, eles atrairam um ao outro, mesmo sendo tão diferentes. E, do meu ponto de vista, foi exatamente esta diferença que os manteve juntos até o fim. Harry, com seu jeito desajeitado; Hermione, com sua personalidade correta e obediente; e Rony, com suas atitudes engraçadas.

Como não se encantar observando a lealdade e a humildade de Weasley (errava, mas voltava atrás em seus erros), o empenho e inteligência da Srta. Granger, e a coragem, teimosia e bravura do menino Potter?? Aventura após aventura, perigo após perigo, eles permaneciam lá, juntos, os três, como se fossem um. Harry não seria nada não fosse Mione e Rony. Nao teria tido sucesso em suas empreitadas para destruir  Você-Sabe-Quem se estivesse sozinho sem a companhia, sempre próxima fisicamente, do casal de amigos.  E é isso, essa união, essa lealdade, fidelidade, enfim, a amizade, que prevaleceu no fim, é o que mais me encanta neste Universo Mágico.

Agora, estamos todos órfãos do Harry Potter e de suas aventuras. Mas, que bom que elas continuarão pra sempre bem ali, nas prateleiras, acessíveis a qualquer um.

Foi, sem dúvida, mágico ter feito parte desta Geração Harry Potter.

 

O quase desastre da panela de pressão

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1333_mEu e minhas peripécias de cozinheira-dona-de-casa…se você não se interessa por um post inútil,porém deveras engraçado, nem comece a leitura!

 

Então, pra quem não sabe, moro só. E não tenho empregada diariamente (meu atual sonho de consumo!!!rsrsrsss). Por isso, pelo menos umas 2 ou 3 vezes na semana eu mesma faço minha comida (muito bem, diga-se de passagem). Nos outros dias, ou como o restô-d’ontê, ou um belo aykissobra. Ou, ainda, como fora, e nos sábados geralmente “filo” almoço na minha mãe ou no meu pai!

Meu horário usual de esquentar a barriga no fogão é final da tarde-início da noite, depois de tirar minha sesta não ter mais nada do trabalho pra fazer. Daí que dia desses deu maior vontade de comer feijão. E pá, que feijão não é lá das comidas mais simples e rápidas de se fazer, néan? Mesmo assim, arregacei as mangas e fiz. Estava empolgada pois, inclusive, era dia de estreia da panela de pressão nova que eu tinha ganho do namorado (é, eu vivo pedindo panelas de presente pra ele! =P) – e só quem tem sua casa e gosta de cozinhar sabe a emoção de estreiar uma panela!!! hahahaha

Eis que quando o feijão já tá lá no fogo, lindinho e temperado com bacon, e tinha acabado de começar a pegar pressão, o tal namorado me liga: tava sem carro, ele tinha acabado de sair do trabalho, chovia canivetes e ele ia lá pra casa. Eu fiquei num dilema entre ir buscá-lo e,consequentemente, desligar o fogo e liga-lo quando retornasse, o que resultaria num feijão pronto por volta das 23h, ou mandar ele se virar, lembra-lo de que ele não é feito de tapioca e dar o jeito dele de vir embora. É claro que meu lado namorada-boazinha-e-apaixonada falou mais alto e fui. E dentre as opções acima elencadas, a desperate housewive que vos fala escolheu a opção “c)” – ser burra o suficiente e apenas abaixar a intensidade do fogo. Normalmente, entre ir e vir do local onde ele estava, eu levaria no máximo 25 min, tempo em que meu feijão já estaria no ponto perfeito.

 

SÓ QUE, Murphy, às vezes, é tipos meu melhor amigo. E nesse dia, tava tudo engarrafado. Eu disse tu-do. Todas as opções de vias que usei estavam paradas. E depois de 15 min naquele trânsito infernal eu já tava mortalmente arrependida de ter saído de casa e deixado o fogão aceso. Ah, eu disse a vocês que no forno tinham algumas fatias de carrè suíno? Não?? Pois é, tinha! Mas ele era a minha menor preocupação, já que eu tinha acabado de acender o forno, e eesse tipo de comida leva pelo menos 60 minutos pra assar, isso com o forno pré-aquecido, o que não era o caso.

 

O que era pra ser um trajeto tranquilo, de 20-25 minutos, se transformou numa Via Crucis de 1hora e 5 minutos (devidamente cronometrados).

 

Eu já imaginava chegar em casa e ver o caminhão dos Bombeiros lá na frente…juro que até visualizei as manchetes no jornal Amazônia (“Panela de pressão explode graças a uma feijoada esquecida no fogão por uma dona de casa de primeira viagem – Veja Fotos”). No auge dos meus delírios, pedi pra Deus fazer com que meu gás acabasse naquela hora. Deus, dessa vez, nem me deu bola…e chegando no estacionamento do prédio, mesmo morrendo de medo da represália dos vizinhos contra mim, por ter posto fogo no prédio, nem desliguei o carro e fui correndo voando ver o estrago que eu mesma teria feito.

 

 

ACONTECE QUE…não tinha acontecido nada!!! Assim, nada de mais grave né? O feijão só tava seco na panela, mas não chegou a queimar (UFA um milhão de vezes), daí foi só acrescentar um pouco mais de água, por pra ferver sem a pressão e esperar dar aquela engrossadinha básica.

E o carrè? Como eu disse, esse demooora, e ainda tava semi cru quando cheguei.

 

 

No final das contas, dentre feijões, carrès, panelas, apartamentos e namorados, todos se salvaram! MAS, fica a lição que foi direto pro meu “caderninho de anotações uber importantes”¹, que pode até parecer óbvia, mas pra mim, naquele momento, não foi: jamais saia de casa e deixe comida no fogo.

 

 

 

 

 

**EPÍLOGO**

Nesse dia o namorado entrou no carro  inteligentemente armado com uma barra de chocolate pra mim. Em  meio ao stress do trânsito, eu pedi a ele que não falasse nada, e ficasse quieto, porque eu tava nervosa demais tanto pra conversinhas cotidianas quanto pra ouvir as sugestões de desvio do trânsito vindas dele. Nesse meio tempo, ele abriu a tal barra e devorou quase toda a bichinha, ficou só uma fileira que ele guardou na minha geladeira.

No dia seguinte, lembro, ávida, do tal chocolate e encontro os seus meros restos mortais. Pergunto: “Poxa, comeste toda a barra de chocolate??” Resposta: “Ah, é que eu tava nervoso demais, e pediste preu não falar nada…”

 

– F.I.M. –

 

 

 

1 – Mentira, não tenho um.

Consumismo exagerado

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imagesJá passei por isso. Ufa! Já passei…passado. Graças ao meu bom Deus!!

Já fui daquelas de querer ter tudo. Todas as bolsas novas, os cremes novos, os telefones novos, os sapatos novos, as maquiagens da última estação, e o lançamento das novas coleções das lojas de roupas. E, obviamente, eu não podia ter tudo. Mal trabalhava (estagiava, na verdade, com direito a um minguado salário mínimo) e na verdade era sustentada pelos meus pais, que nunca foram ricos ricos, apenas também trabalhavam pra caramba pra poder nos darem uma vida confortável. Logo, se eu queria ter tudo, mas não tinha o dinheiro para isso, sobravam as dívidas. E elas foram crescendo cada vez mais, eu fui caindo no fatídico erro de só pagar o mínimo do cartão (porque não tinha dinheiro pra pagar o total da fatura), assim comecei devendo X, e terminei devendo 10 vezes X. Redundante dizer que não consegui mais pagar né? Meu nome foi pros órgãos de proteção ao crédito, as empresas de cartão me ligavam quase que diariamente, fazendo terrorismo cobranças, e eu…? Bem, nem sei dizer como que eu fiquei, acho que não sou capaz de traduzir em palavras a forma como me sentia com tudo isso. O pior é que esta situação era agravada pelo fato de que, sem crédito, eu pouco (ou nada) poderia comprar das coisas novas que nunca param de surgir nas vitrines. Isso me deixava ainda mais chateada, ainda mais deprimida, ainda mais triste, ainda mais puta!!!! Aqui entre nós, quem tem esse tipo de problema (que, na minha opinião, hoje sei, chega a ser patológico, sim!!) sempre quer arranjar uma desculpa pra comprar mais. “Tenho um casamento! Preciso de roupa, sapato, bolsa e acessórios novos. Tenho que dar um bom presente ao noivos. Preciso ir ao cabelereiro para estar linda na festa!”. “É final de estação, as lojas estão cheias de sale!!”. “É início de estaão, tenho que ter aquele sapato-bolsa-blusa que vai estourar durante os próximos meses. Todos vão estar usando, não posso ser a única a não tê-los!”. A gente vai se enganando, e diz que é só dessa vez, que é só este mês, só que não “é só”, a coisa continua, continua, continua e continua…….

Voltando a mim, aconteceu que me vi numa situação do tipo “se sair da panela, caio no fogo”. Eu não podia comprar o que queria, porque não tinha mais dinheiro nem crédito. E não tinha crédito nem dinheiro, porque comprei mais do que podia. Como resolver isso?? Chorar? Se descabelar? Se matar? Pedir pros amigos e familiares fazerem uma vaquinha pra te ajudar? Será que ajudaria mesmo?? Ou você iria pegar o dinheiro, ia pagar a fatura do cartão, e ia sair do banco direito pro shopping pra comprar só aquele perfuminho que você must have???

Bem, eu não tive opção. Tive que me conformar com o que tinha (e que, diga-se de passagem, não era pouca coisa!! Tinha roupa dentro do meu guardarroupa que tava ainda com a etiqueta há meses!!), e me acostumar a não ter mais o que eu queria, mas não podia ter. E sabe qual foi meu espanto em meio a isso tudo???? Eu era capaz de viver, sem comprar aquelas tais coisas. Lógico, no início foi péssimo, terrível, tenebroso, horripilante. Sem exageros!!! Como ir a faculdade sem estar usando aquele sapato da moda?? “Oh céus, o que vão pensar de mim!!”. Depois, conforme o passar do tempo, e com muito sacrifício e dor, fui conseguindo enxergar que TER não era tudo na vida. Entendi que, ao contrário do que podiam pensar (e do que eu mesma pensava a  meu respeito) TER as coisas não me fazia SER. Vi que o que me fazia SER uma pessoa legal não era o fato de ter aquela calça de marca, ou aquela bolsa chiquérrima. Meus amigos (os verdadeiros) e minha família não gostavam de mim por causa disso. Eles gostavam da Ana simpática, sorridente, brincalhona, engraçada, prestativa…se essa Ana TINHA roupas e acessórios desta ou da estação passada, para eles, isto não importava, era detalhe. O importante era o meu SER, quem eu era, quem eu sou, e não o que eu possuía! Muito aos poucos, eu fui conseguindo entender e enxergar isso. Através das dívidas, através das lágrimas de frustração por não poder comprar o que a tv e os sites e os outdoors anunciavam, afundada e afogada em meio a tudo isso, fui capaz de entender essa dura, porém abençoada lição.

Na época, estava na igreja, firme e forte, e isso me ajudou bastante, é claro! Lembro de ouvir alguém dizer: o rico não é quem tem muito dinheiro, mas sim quem gasta menos do que recebe. Por muito tempo, essa verdade martelava em minha mente…e assim, fui passando por uma espécie de reeducação.

ATENÇÃO: esse processo todo levou meses e meses, diria até anos…quando eu estava no auge do meu “beckybloomismo”, se alguém viesse me dizer que eu tinha um problema e que comprava compulsivamente, certamente aquela pessoa seria atingida com minha VH lançamento. OU, eu ficaria deprimida, e iria ao primeiro shopping da esquina fazer terapia compras pra passar a raiva-tristeza.

Como disse acima, o tempo passou, eu não morri por não poder mais comprar compulsivamente, eu arrumei um emprego bom, e depois outro melhor ainda, e fui podendo pagar as dívidas. Acreditem: o prazer que eu tive em pagá-las, superou em muito o prazer que tive na hora da compra de cada coisa. Sério mesmo!!! Ao pagá-las, era como se eu tivesse comprando minha libertação. Uma sensação de leveza e de paz e de “dever cumprido” indescritíveis……

Daí, com o nome “limpo” novamente na praça, viria o novo teste: a tentação de tirar novos cartões!!! E o medo e a dúvida: se eu tiver, vou saber me controlar?? Ou corro o sério risco de cair no mesmo erro?? Sinceramente, prefiro NÃO pagar pra ver! Já teve gente que me perguntou como que eu consigo sobreviver sem ter cartão de crédito. Aí é que está: eu não SOBREvivo pagando as faturas, mas sim VIVO, sem elas, e muito bem, obrigada! Se tenho dinheiro e posso, compro. Se não, fico sem e amém, tudo bem! Claro, as vezes dá uma chateaçãozinha de não poder ter aquele bibelô lindo pra por na estante da minha casa (estou num momento dona de casa, lembram-se? rsrsrs), mas essa chateação é um  milhão de vezes menor do que a preocupação e a culpa de estar com o armário de sapatos lotado, e a carteira vazia! Para ser honesta com quem quer que seja que venha a ler esse post, eu tenho cartões apenas de supermercados e de 2 lojas de “departamento” e fast fashion. E nenhum deles eu permiti limite alto, pelo contrário, pedi para reduzir o limite que me deram. Quando preciso comprar algo que seja “caro”, peço para alguém com quem eu tenha intimidade e que tem limite alto e não tem problema de compras compulsivas, para tirar em seu cartão, assim, não corro risco de não pagar, afinal não vou querer ficar devendo essas pessoas, certo?! Eu não sou de confiar em  mim, nesse sentido, e nem sei se um dia serei. Só o tempo é que vai dizer…por enquanto, estou bem do jeito que estou.

Nossa sociedade é capitalista demais e consumista demais. Se hoje você compra um aparelho super-mega-power-uber-hight-tech,pode ter certeza de que daqui a 2 meses já haverá outro ainda mais potente e o seu será considerado ultrapassado. Quando se está no verão, as marcas lançam a moda do inverno. E quando chega o inverno, liquidam as coisas do verão, e começam a anunciar a coleção da primavera. Os sites e blogs diariamente divulgam novos produtos que vão chegar ao mercado, de todas as áreas – beleza, vestuário, calçados, maquiagens, bebidas, e até comidas. Digo isso tudo para esboçar que, por mais que você queira e tente TER TUDO, você nunca vai conseguir vencer a velocidade com que as coisas entram e saem das vitrines! E, acredite, vai chegar uma hora em que essa bomba vai estourar…

A Becky Bloom conseguiu se redimir…fez um grande bazar das coisas (e eram muitas!!!) que ela tinha, para conseguir pagar a dívida no banco. E deu certo! Mas, a Becky, por mais que tenha sido inspirada em alguém de carne e osso, é uma personagem de um livro de ficção. Na vida real, a coisa é bem diferente……

Essa é a primeira vez que externo isso assim, desta forma. Por muito tempo, tive vergonha de mim e desse meu tipo de comportamento. Não estou aqui julgando ninguém, muito pelo contrário. Compartilho minha experiência para, de alguma forma, conseguir ajudar quem, por ventura, tenha o mesmo tipo de problema que eu tive.

Quero terminar apenas relembrando que não estou dizendo que quem gosta de comprar está errado. NÃO!!! Mas, se você se identificou em algum(ns) ponto( s ) da minha história, vive com a conta bancária no vermelho e com os cartões estourados, sem ter como nem pra onde correr para sair dessa situação, e seu guardarroupa e penteadeira estão abarrotados, talvez seja a hora de parar para pensar. A consicência de cada um que o diga. Eu o fiz. SOBREvivi. E hoje, vivo. TENDO um pouco menos, com certeza. Mas, sem dúvida, SENDO bem mais do eu era antes. Não  melhor do que ninguém, nunca fui. Sou, apenas, melhor do que a Ana de antes. E isso já me basta! =)

1 ano

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1 ano de namoro…

Nossa, como esse 1 ano passou rápido!

E, ao mesmo tempo, quanto coisa mudou……

Eu tava ferida, não tô mais.

Eu tava magoada, não tô mais.

Eu ia embora, não fui.

Eu era avulsa, sozinha, e não pensava em ninguém mais além de mim. Agora, não penso mais.

Poderia continuar enumerando aqui diversas outras coisas que mudaram em mim e na minha vida.

E sabe o que é mais engraçado, nisso tudo?

É que tudo aconteceu quando eu menos esperava e menos queria.

No lugar mais esquisito.

No dia mais estranho.

No momento mais inapropriada.

Mas, aconteceu.

Ele não chegou vestido de príncipe em cima de um cavalo branco.

E no início,eu tentei resistir, tentei não levar nada a sério, tentei não gostar.

Coração cheio de cicatrizes, ainda doendo.

Alma meio vazia, depois de desilusões e ilusões e enganos.

E tinha decidido ficar assim por um bom tempo.

Como se coubesse à nós decidir esse tipo de coisa.

Ou, ter o menor controle sobre.

Depois então, resistir, não levar à sério e não gostar começou a ser cansativo.

Foi quando resolvi me entregar e gostei. Gosto. Muito!!!

E quero continuar assim, gostando a cada dia mais.

Quero não só apaixonar, mas amar. Como já amo. E mais.

Quero não só amar, mas saber lutar pra manter a chama da tal paixão sempre acesa.

Ela é essencial!

Hoje, somos cúmplices.

Somos dois em um e um em dois.

Dividimos praticamente nossas vidas.

Ele me atura nos meus piores dias e nos meus piores momentos e nos meus mais feios e escondidos grilos e dramas.

Ele me aguenta quando estou de TPM e nesses dias, nem eu mesma me aguento!!!!

Ele me empresta o ombro pra chorar e nesse mesmo ombro, é onde eu adoro adormecer.

Ele é tão diferente de mim, mas consegue ser, ao mesmo tempo, tão igual.

E me entende como ninguém……

Me mima, me escuta.

Ah, claro, não é perfeito. Ufa, anda bem! Pois se ele fosse, me obrigaria a sê-lo também, o que é impossível!

E, sim, às vezes temos rusgas, implicâncias. Temos gritos, choros, lágrimas, raivas, machucados.

Qual relacionamento de verdade não tem pelo menos uma dessas coisas??

Mas, temos sorrisos, bobagens, segredos, desejos, sonhos, tesão, vícios (tipo novela e MMA – hahahahah)…

E estes superam, em muito, as outras coisas não tão boas.

É lógico que quero que seja pra sempre. Quero muito. Do fundo do coração.

Mas, próximo dos 30, já não tenho mais essa certeza absoluta de que esse tipo de coisa é pra sempre.

Só o que posso dizer é que eu vou me esforçar, dia após dia, para que seja eterno…

Porque ele me faz sentir amada como nunca nenhum outro conseguiu fazer!

=)