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Quebrada, partida.

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É assim que me sinto…como se estivesse literalmente rasgada, cortada em vários pedacinhos pequenininhos…e como isso causa uma dor…indescritível, indecifrável, incomensurável…!! Não sei de remédio, não vejo solução…e nem consigo, acho que não sei se ainda acredito existir. Porque é assim que me sinto: descrente, desacreditada e desacreditando.Vazia. Vazia. Vazia. Sem nada dentro. Só um vácuo, um buraco. Um nada, que dói por si só. Foi assim que fiquei depois das últimas coisas que me aconteceram….é isso que restou de mim. O que fazer agora, com esse resto? Eu não sei…

Poderia passar dias listando…meus erros, meus defeitos…frustrações, ilusões e desilusões, sonhos falsos  e desfeitos, feridas, perguntas não respondidas, dúvidas não saciadas, interrogações infinitas e persistentes…

Fui quebrada. Estou partida. Qem fez isso? Não saberia ao certo dizer…Mas, de certo, em muitos momentos, eu mesma fiz isso comigo!  Ativa ou passivamente…por deixar que outros fizessem isso em mim…eu o deixei chegar, tocar, alcançar onde talvez ninguém antes tivesse ido. Porque talvez esse fosse um lugar onde de fato ninguém deveria ir. Talvez, o certo seja mesmo não se abrir tanto, não se tanto, não ser sincera nem transparente demais…mas eu quebrei as regras do jogo, e permiti. Resultado? Estar como estou hoje.

O pior de tudo é não saber, ou, ainda, não crer que haja um conserto, um reparo…como voltar a ser como antes? Impossível, penso eu! Não há como…de certas coisas, não se tem como voltar atrás…e, ao mesmo tempo, cadê ânimo ou vontade ou disposição ou coragem para continuar, para seguir em frente, avante, adiante?? Cadê?? Onde está isto? Onde escondi, ou esconderam de mim, e porque???? E agora, pra onde vou? O que eu quero? Aliás, para que querer algo, ainda? Com que propósito e a que fim? Eu quero é o fim. O fim! O final, o encerramento de tudo, inclusive de mim mesma…Neste momento, não há vontades…não tenho mais vontades, elas não existem mais em mim, por ora…Sonhos? Perdidos, largados, abandonados…o único que me restava era você…mas agora, já nem sei mais se valeria a pena. Tão pouco tempo, e tanta bagagem…foram tantas lágrimas minhas e ainda são…tantos soluços…tantas madrugadas assim, desse jeito…tantas noites mal dormidas, pensando em tudo isso sem parar um segundo sequer…

Eu…simplesmente…não…sei! Não! Sei! Só que dói. E muito. E que eu não queria mais ter que sobreviver assim. Porque é dolorido e difícil demais. Não há prazer. Apenas me arrasto, dia após dia, e não sei até quando vou aguentar continuar assim….

Partida. Quebrada. Em 597 milhões de pedaços. E eu não tenho a menor idéia de como começar a me remontar…e, nem sei se ainda vale a pena…