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“Foi você a razão e o porquê de nascer este texto assim…”

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Acabei de chegar em casa. Acabamos de desligar o telefone. Entrei no meu quarto e, quando bati a porta, eu não sabia o que fazer. Simplesmente, não sabia o que fazer…sabe quando uma coisa tão ruim acontece com você e te deixa de um jeito que te faz ficar desnorteada e, até mesmo, apática? E olha que isso é uma reação tão “não-a-minha-cara”, porque eu sou uma pessoa super pró-ativa e diligente. Mas, hoje eu fiquei assim…e então, eu chorei. Chorei porque meu coração tava doendo demais da conta. Chorei porque ele tava tão pequenino e apertado que eu não sei nem descrever.  Chorei pela gente, pelo sonho, pelo ideal  de haver um “nós dois”. Chorei por causa da saudade que sinto de você, e que eu sei que vai ficar maior a cada dia e eu não vou poder matá-la. Chorei por tudo isso, e chorei por tantas outras coisas. Chorei tanto…e seria até redundante dizer que enquanto escrevo essas palavras, as lágrimas embaçam meus olhos.

Não, eu não te digo isso pra te comover. Não, eu não te conto isso pra te fazer sofrer nem sentir-se culpado, muito menos pra te amolecer ou fazer mudar de idéia. Não! Eu te revelo tudo isso pra que você apenas saiba o que se passa comigo, e o que há no meu coração, sabe porque? Porque ele é seu. Sim, meu coração agora pertence a você. Não sei dizer até quando, mas sei que será assim por algum tempo ainda, pois você  não o roubou e sim conquistou-o. Sabe como? Sendo quem você simplesmente é. Eu me apaixonei! E não tenho vergonha alguma de dizer isso, e nem medo.  Apaixonei porque, dentre várias outras coisas, você é o tipo de homem que tem atitudes de quem se importa, como “deixar a minha bici lá, pelo tempo que for”, sabe?…Apaixonei pelo homem que você é. Pelo pai que você é. Pelo ser humano tão sensível, e terno e único e  cuidadoso e intenso e verdadeiro que você sempre foi comigo. Apesar do pouco tempo, e da rapidez de todas as coisas, tenho a impressão de que te conheci de um jeito tão profundo e íntimo, como pessoas que te conhecem a anos e anos jamais conheceram. De igual forma, eu me abri e mostrei meu “eu” à você como pouquíssimas e raríssimas vezes antes. Eu gostei de você do jeitinho que você é.  Você me tratou bem, como diz aquela música, e eu descobri alguns dos seus segredos, e não tive medo…E sei que você gostou de mim assim, também.

Eu também achei tudo mágico. Eu também acordava e dormia pensando em ti. Eu também sentia tantos frios e elevadores na barriga. E já fazia muuuuuuuuuito tempo que eu não sentia mais isso. Eu me senti como se tivesse vida de novo e vida nova!  Você foi como um ar fresco entrando pelos pulmões na primeira luz de um dia ensolarado. Depois de tudo o que passei, e de tudo o que vivi, ter você na minha vida significou isso.

Mas, eu entendo. Entendo tudo o que você disse e escreveu, e entendo tudo o que conversamos. E minha resposta a tantas coisas nesse momento também poderia ser “Não sei. Não sei. Não sei.” Porque, sabe só o que eu sei agora? É que eu queria estar e ficar contigo. A única coisa que eu sei é que eu queria caminhar do teu lado, segurando sua mão e dividir essa carga pesada que você tá carregando, pra te ajudar, te trazer alívio e alegria no meio da tribulação e caso você cansasse no meio do caminho, te fazer parar, deitar no meu colo e te cantar uma canção. Só o que sei é que eu queria dormir de conchinha e acordar do outro lado da cama (rsrsrs) tantas outras vezes com você. Queria que você nunca mais passasse mal e tivesse que ir parar em um hospital. Mas, queria também , caso isso viesse a acontecer, cuidar de você  tantas vezes quantas fossem necessárias. Queria coçar suas costas e te fazer ter arrepios todos os dias, ou até várias vezes em um  único dia.  Era tão bom te ver assim, sabia? Queria me perder com você infinitas vezes pela rua de qualquer cidade que fosse. E passar tantas outras madrugadas inteiras conversando sobre tudo. Queria te  fazer surpresinhas, e dar presentinhos! Queria também poder te ajudar com os meninos, no que fosse preciso. Eu sei que aprenderia a amá-los, não como você os ama, mas da melhor forma que eu fosse capaz de amar. Não, eu não queria ser mais um peso. Nem mais uma a te cobrar, tampouco a te apontar o dedo em acusação, julgamento e condenação. Pelo contrário! Eu queria é te defender! Comprar suas brigas. Te proteger, como eu me senti protegida e tão bem guardada enquanto estive ao seu lado.Eu queria tudo isso, e eu queria tanto mais…

Mas, eu te respeito. Como você sempre me respeitou, eu te respeito. Porque te gosto! E quando a gente gosta de verdade de alguém, é assim que deve ser. Por mais que machuque! Por mais que a dor pareça rasgar o peito…é assim que deve ser, e é assim que vai ser, como você quer.

Não há mágoas. Não há rancores. Não há ressentimentos. Há, sim, uma tristeza bem grande. E dor que não sei descrever com palavras.

Te esquecer vai ser impossível, porque não tem como te apagar da minha memória. E nem eu quero isso! Você entrou pra minha história, pra minha vida, pra minha história de vida. E agora, no Livro da Minha Vida, há um capítulo com o seu nome. Se ele está acabado? Só o tempo vai responder…E daqui por diante, vai ser tão difícil ver essas coisas e não lembrar de você, e não deixar um sorriso bobo brotar em meu rosto: iogurtes, salsichas, coca (especialmente a “Zero”), H20, extintores de incêndio (rsrsrsrsrs), máquinas de ticket de estacionamento, Pollyanna, fazendinha, funk (e até mesmo pagode – que ironia!!! rsrsrsrs), Ana Carolina, Vercilo, andar na Paulista, Pequeno Príncipe, camarão, calças azuis ridículas, capelas da SUD, torre do Banespa Santander, caminhões da “Expresso Araçatuba” (tem taaaaantos por aqui!!!), Torcida, a raquete de matar mosquito, e etc, etc, etc.

Como eu te disse, não me arrependo de nada, absolutamente nada do que fiz e do que aconteceu. Sabe porque? Porque se tivesse a chance, faria tudo novamente. Agora, eu só lamento o gostinho  de frustração que isso tudo vai deixar. E de “quero mais”, também. A gente podia ter aproveitado tantas outras coisas mais, só que nem vou enumerar aqui, pra não me doer mais ainda, e por crer que você faz idéia de tudo isso…

Você conquistou a mim, e ganhou meu coração. Agora, é a hora de conquistar a você mesmo! Sonhe, e lute pra realizar seus sonhos. Você tem força e competência pra isso, jamais duvide dessa verdade! Torço demais por ti, e desejo muito o seu êxito.E tenha a mais absoluta certeza de que eu sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre estarei aqui.

Isto não é uma despedida. Nem um “Adeus!”. É um simples “Tchau!”. Ou, quem sabe, um “Te vejo por aí”.

E como as músicas sempre fizeram parte da nossa história, deixo neste texto a letra desta canção. Ah! E a nossa trilha sonora vai continuar sendo sempre nossa. Assim, te peço, depois de ler esse texto, ouve de novo a música do Daniel Bedingfield (aquele vídeo, com a tradução)?

Do fundinho do fundo do meu coração, beijinho bem suave na ponta do nariz,


Daquela que (ainda) é sua Menininha.

Realize

Compreenda

Take time to realize

Leve tempo para compreender

That your warmth is crashing down on me

Que o seu calor está se estatelando sobre mim

Take time to realize

Leve tempo para compreender

That I am on your side

Que eu estou do seu lado

Well, didn’t I, didn’t I tell you?

Bem, eu não te disse? Eu não te disse?

But I can’t spell it out for you.

Mas eu não posso soletrar isso para você

You know, it’s never gonna be that simple

Você sabe, nunca será tão simples assim

No, I can’t spell it out for you

Não, eu não consigo soletrar isso para você

If  you just realize

Se você apenas compreendesse

What I just realized

O que eu acabei de compreender

That we’d be perfect for each other

Que nós seríamos perfeitos um para o outro

And we’ll never find another

E nós nunca acharemos um outro

Just realize

Apenas compreenda

What I just realized

O que eu acabei de compreender

We’d never have to wonder

Nós nunca teríamos que nos perguntar

If we missed out on each other now

Se perdemos um ao outro agora

Take time to realize

Leve tempo para compreender

Oh, I’m on your side

Oh, eu estou do seu lado!

Oh, didn’t I tell you?

Oh, eu não te disse?

Take time to realize

Leve tempo para compreender

This all I can pass you by

Que isso tudo pode passar por você

Didn’t I tell you?

Eu não te disse?

If  you just realize

Se você apenas compreendesse

What I just realized

O que eu acabei de compreender

That we’d be perfect for each other

Que nós seríamos perfeitos um para o outro

And we’ll never find another

E nós nunca acharemos um outro

Just realize

Apenas compreenda

What I just realized

O que eu acabei de compreender

We’d never have to wonder

Nós nunca teríamos que nos perguntar

If we missed out on each other, but

Se perdemos um ao outro agora, mas

It’s not the same

Não é a mesma coisa

You know, it’s never the same

Você sabe, não é a mesma coisa

If you don’t fell it, too.

Se você não sente isso também

If you meet me half way

Se você me encontrar no meio do caminho

If you would meet me half way

Se você quiser me encontrar no meio do caminho

It could be the same for you

Poderia ser o mesmo pra você

If you just realize

Se você apenas compreendesse

What I just realized

O que eu acabei de compreender

If we missed out on each other now…

Se perdermos um ao outro agora…

We missed out on each other now.

Nós perdemos um ao outro, agora.

…*…




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Qualquer semelhança é mera coincidência…*

Padrão

“Era uma vez uma garota chamada Meredith Grey. Era uma garota comum, sentada no balcão de um bar qualquer de Seattle, celebrando sozinha seu ingresso no Programa de Residência Médica de um dos melhores hospitais dos EUA. O que ela bebia? Tequila…

Era uma vez um homem chamado Derek Shepherd, recém-chegado de Nova Iorque. Neurocirurgião renomado, sentado na mesa de um bar qualquer de Seattle, tentando se adaptar à cidade e à nova realidade que o esperava e para a qual ele havia fugido, após os últimos acontecimentos. O que ele bebiba? Scotch…

Seus olhares se cruzaram. Eles se falaram. Conheceram-se. E quando haviam se dado conta, já estavam nus, deitados no chão da sala da casa dela.

Na manhã seguinte, ela o dispensa, toma banho e vai para o hospital. Era seu primeiro dia! E então, quando chega lá, descobre que o seu caso-de-uma-noite-só seria um dos seus chefes pelos próximos anos. Destino? Ou ironia do destino?

Após o impacto da surpresa, ela opta por tentar deletar aquele dia, ou melhor, aquela noite de sua memória, para o bem de seu aprendizado e vida profissional.  Sério mesmo? Ah! Como seria tudo tão diferente se fosse possível ser racional assim…

Os dias iam passando e as investidas de Derek, muito interessado em Meredith, não cessavam. Até que ela não quer mais resistir, e decide entregar-se: ao desejo, ao sentimento, a ele…

Mas, nesse dia, justo nesse exato dia, surge Addison, a esposa de Derek. Esposa? Então, ele é casado? Mas que canalha…!

Sim, Derek é casado. Ou era. Depende do ponto de vista. Havia mais de uma década que ele e Addison relacionavam-se. Os dois, médicos, trabalhavam e moravam em Nova Iorque. Tinham a vida aparentemente perfeita. Eram o casal aparentemente perfeito. Bonitos, ricos, bem sucedidos…até o fatídico dia em que Derek, ao chegar em casa do trabalho, flagra Addison na cama com Mark Sloan, melhor amigo de infância de Derek.

Como reagir a isso? Como superar tamanha traição? Derek preferiu não pensar. Apenas pegou seu trailer, fez alguns contatos e decidiu atravessar o país de leste a oeste, para ficar o mais distante possível do cenário da dor.

Agora, semanas depois, Addison resolveu procurá-lo, numa tentativa desesperada de salvar seu casamento.

E Meredith? Como fica no meio de tudo isso?? Transtornada. Obscura. Depressiva. Furiosa. E tantas outras coisas mais…Derek pede o divórcio, e está com os papéis prestes a serem assinados.  Meredith, ansiosa, nervosa, depressiva, e não sabendo mais o que fazer, tampouco conseguindo  resistir aos torturantes olhares de Derek, lhe diz:

OK, é isso. A sua escolha é simples: ela ou eu. E eu tenho certeza de que ela é ótima. Mas, Derek, eu te amo. De uma maneira muito, muito grande. A ponto de fingir gostar de seu gosto musical, deixá-lo comer o último pedaço de uma fatia de chessecake, segurar um rádio sobre a minha cabeça pra fora da janela. Infelizmente…a ponto de me fazer odiar amar você. Então, queira a mim. Escolha a mim. Me ame! Eu vou te esperar hoje a noite, se você decidir assinar os papéis…me encontre.

Mas, por razões que fogem tanto à emoção quanto à razão, Derek não assina os papéis. Ele não vai encontrar Meredith. Ele não a escolheu.

Como então, Meredith pode recuperar-se de tamanho baque? Como fazer com que esta dor absurda e este buraco em seu peito deixe de existir? Quisera ela saber…só o que ela sabe, é que dói demais…e então ela entra em um ciclo vicioso e destrutivo: tequilas depois do expediente, vários casos-de-uma-noite-só, pular, dançando, pela casa, com a música tocando no volume mais alto, num tentativa desesperada de não ouvir seu coração gritando por ele.

Meses se passam…e Derek, também torturado por vê-la daquele jeito,  e ensandecido por saber que a cada noite ela está envolta em braços que não são os seus, chama-a de vadia. Meredith reage, aos prantos e berros:

– Você não tem o direito de me chamar de vadia. Quando eu te conheci, eu pensei que tinha achado a pessoa com quem eu ia passar o resto da minha vida. E então, todos os caras, os bares e os óbvios problemas paternos  que tenho, de que importavam, pois eu achei que tinham acabado. Você me deixou. Você escolheu a Addison. Agora, eu estou com meus pedaços todos colados de volta e não, eu não me justifico pela forma como eu escolhi consertar aquilo você quebrou. Não me chame de vadia! O que eu representei pra você, afinal?

– Você?…Depois de tudo o que aconteceu, de tudo o que vi e vivi, você foi como retornar à superfície para respirar, após um longo e profundo mergulho.

O que na realidade Meredith não sabe é que, como ela, ele também sofre. Sofre por constatar a cada dia que amanhece, que fez a escolha errada. Sofre porque não consegue perdoar Addison. Sofre por não conseguir mais amá-la. Pois, na verdade, a mulher que ele ama agora é Meredith. Mas…ele não a escolheu. Ele escolheu Addison. Por acreditar, erroneamente, que ainda seria possível salvar o que já não tinha mais salvação. E assim, ele sofre. Meredith sofre. E Addison sofre.

Em um Natal, ela pergunta a Derek:

– Até quando você vai me punir pelo que eu fiz? Eu só preciso saber, pois assim irei encomendar uma camada de pele mais grossa pra poder aguentar.

– O Natal faz com que você queira estar com as pessoas que você ama. Eu não estou lhe dizendo isso para lhe magoar, nem porque eu quero deixar você, pois eu não quero. Mas a Meredith não foi apenas um caso. Não fiquei com ela por vingança. Eu me apaixonei por ela. E isso não desaparece só porque eu decidi ficar com você.

Em um certo dia, há uma ameaça de bomba no hospital. E quem está lá, sem poder sair? Meredith. Após toda confusão de polícia, bombeiros, explosão, morte, ela sai bem e sobrevive. À noite, Derek vai, sem avisar, à casa de Meredith, apenas para constatar que está tudo bem com ela.

– Ei. Você quase morreu hoje.

– Sim, eu quase morri hoje.

Derek fica olhando para ela, começa a andar para trás, em direção a porta, quando Meredith diz:

– Eu não consigo. Eu não consigo me lembrar do nosso último beijo.Eu quase morri hoje e tudo o que eu conseguia pensar era que eu não me lembrava quando foi nosso último beijo, o que é patético, mas…a última vez em que nós estávamos juntos e felizes, eu…eu não consigo me lembrar. Não consigo. Não recordo.

– Estou feliz que você não tenha morrido hoje…

Ele volta-se para a porta, abre. Mas antes de sair, diz:

– Era uma quinta de manhã, você estava vestindo aquela camiseta pequena e velha da Dartmouth com a qual você fica tão bem, aquela que tem um buraco atrás do pescoço. Você tinha acabado de lavar seu cabelo e ele cheirava a algum tipo de…flor. Eu estava atrasado para uma cirurgia, você disse que me encontraria depois, e então você se inclinou em minha direção, pôs a mão em meu peito e me beijou. De leve.  Foi rápido. Como se fosse um hábito. Você sabe, como se nós fôssemos fazer isso todos os dias pelo resto de nossas vidas. E então você voltou a ler o jornal e eu fui embora. Esta foi a última vez em que nós nos beijamos.

Ele vai embora.


Porque você nunca pensa que a última vez será a última vez. Você acha que haverá outras. Você acha que tem o “para sempre”, quando na verdade não tem…


Passam-se dias, semanas, meses…e por mais uma desta ironias do destino, Meredith acaba se envolvendo com Finn, veterinário do cachorro que ela e Derek haviam comprado, e que adoeceu e veio a morrer.

Derek vai procurar Meredith, para saber como ela está:

– Meredith!

– Me deixe em paz.

– Meredith…

– Apenas me deixe em paz!!!

– Eu só quero saber se está tudo bem.

– Não. Não está tudo bem. Ok? Satisfeito? Eu não estou bem. Porque você tem uma esposa, nosso cachorro morreu e agora você está olhando pra mim. Pare de olhar pra mim.

– Eu não estou olhando pra você. Eu não fico olhando pra você…

– Você fica sim olhando pra mim. E você me encara, e me vigia. E Finn? Finn tem planos, sabia? E eu gosto dele. Ele é…perfeito pra mim, e eu estou realmente me esforçando pra ser feliz, só que eu não consigo respirar. Eu não consigo respirar com você me olhando desse jeito, então pare!

– Você pensa que eu quero olhar pra você? Que eu não preferia estar olhando pra minha esposa? Sou casado! Tenho responsabilidades. Ela…ela não me leva a loucura. Ela não faz com que seja impossível eu me sentir normal. Ela não faz eu ficar com meu estômgao embrulhado só de imaginar as mãos do meu veterinário tocando-a. Oh…eu daria tudo para não ficar olhando para você!

Eles passam alguns segundos se encarando. Ofegantes. Até que ele a agarra pela cabeça e a beija. Eles fazem amor..e depois vão embora como se nada tivesse acontecido.

No dia seguinte, Derek vai atrás de Meredith:

– E então, o que isso significa?

– Significa que você tem uma escolha. Você tem uma escolha a fazer. E eu não quero apressá-la a fazer essa escolha antes de você estar pronta. Nessa manhã eu vinha aqui…eu ia dizer…o que eu queria dizer é que…mas agora só o que eu consigo dizer é que… eu estou amando você. Estou apaixonado por você desde…sempre! Sim, eu estou atrasado. Sei que eu estou um pouco atrasado em lhe dizer isso. Eu apenas, eu apenas quero que você leve o tempo que quiser, sabe? Tome todo o tempo que você precisar, porque você tem uma escolha a fazer. E quando eu tive uma escolha a fazer, eu escolhi errado. Boa noite!

Derek finalmente descobriu o que ele queria. Ele a queria. Ele queria Meredith. Ele queria casar com ela. Queria ter filhos com ela. Queria construir uma casa pra ela. Tudo o que ele queria era morrer aos 110 anos de idade, nos braços dela. Ele não a queria apenas por 48 horas ininterruptas. Ele a queria por uma vida inteira! Ela era aquela ao lado de quem ele queria acordar e ir dormir todos os dias, e fazer tudo entre esses dois momentos do dia. Ele havia entendido que eles, juntos, podiam ser extraordinários, muito mais do que apenas ordinários, se separados...


Sei que esse texto não ficou tão bom, mas quis publicá-lo mesmo assim. Resolvi escrevê-lo 100% baseado e inspirado na trama de Grey’s Anatomy – vide observação abaixo – que é um seriado pelo qual me apaixonei desde o ano passado, em uma época muito particular e específica da minha vida, onde um turbilhão de coisas  importantes e gigantescas (pelo menos, pra mim) estavam acontecendo ao mesmo tempo. Ele me cativou desde o primeiro episódio, por causa da história, por causa do romance, por causa da trilha sonora (que é ma-ra-vi-lho-sa!!), por causa do Patrick Dempsey (rsrsrsrs), por causa dos diálogos tão verdadeiros, por causa das narrações tão profundas e reflexivas. Já cansei de chorar assistindo aos episódios. E também, por diversas vezes, já passei o restante do dia pensando e refletindo sobre o assunto em torno do qual o episódio girava. Tem muito material humano ali. Demais mesmo…Por tantas e tantas vezes eu já me identifiquei com alguma fala ou frase, com alguma situação, com alguma dor das personagens, com algum dilema…E sim, é claro que eu sei que eles não existem na “vida real”. São personagens, afinal. Falsos. Fictícios. Mas, é impressionante como a gente encontra veracidade e correspondência entre os acontecimentos da trama e as nossas vidas aqui fora. Então, por tudo isso, é que eu resolvi fazer esse texto. Alguns diálogos foram copiados na íntegra, eu apenas os traduzi. E é por isso, também, que o título dele é “Qualquer semelhança é mera coincidência”. Por que, de fato, há sim MUITAS  semelhanças. Mas, elas são simples coincidências. E nada  mais além disso…


(* Texto escrito baseado na trama de Grey’s Anatomy, seriado exibido há 6 anos pela TV norte-americana, produzido por Shonda Rhymes, e cuja estória principal gira em torno do romance de Meredith Grey e Derek Shepherd.)