Arquivo da tag: noivado

E ponto final.

Padrão

Tenho lembranças bastante nítidas de quando estava no primário, e, na escola, a professora passava ditado.

“- Ponto de exclamação”.

“- Ponto em seguida.”

“- Ponto parágrafo.”

“- Vírgula.”

“- E ponto final.”

Eu ficava um tanto quanto triste ao ouvir esta última frase, pois adorava escrever, era uma das tarefas mais divertidas pra mim, naquela época.

E então, outro dia, em função dos acontecimentos recentes da minha vida (fim do noivado, mudança de vida, troca de igreja, etc…), de repente essa frase ficou ecoando na minha cabeça: “E ponto final.”

Como eles são necessários na vida da gente…por mais difíceis, doloridos e até incômodos. Precisamos dos pontos finais. Precisamos das finalizações. Necessitamos dos términos. Porque, sem eles, é ABSOLUTAMENTE impossível que haja um novo começo. Ou, recomeços.

Acontece que, pra gente fazer uso dos tais pontos finais, é preciso ter coragem! Porque depois deles, na página seguinte, tem uma folha em branco, prontinha pra ser preenchida. É o novo, as novidades, a descoberta, o desconhecido! E tem coisa pra dar mais medo na gente e frio na barriga do que isso???

Só que, na minha opinião, quanto mais adiamos um ponto final que sabemos ser inevitável, mais sofremos e fazemos os que estão ao nosso redor sofrerem também, por terem que continuar fazendo parte de uma história que já deveria ter acabado. Falando de minhas experiências: meus pais se separaram quando eu já estava com quase 20 anos. Todavia, lembro muito bem que a vida conjugal deles já tinha sido seriamente abalada muuuuuitos anos antes disso. Mas, certamente faltou coragem pra colocar o ponto final. E assim, o tempo foi passando, os anos foram passando…se eles tivessem tomado a atitude de terminar o relacionamento antes, penso eu, não teria que ter vivido alguns traumas tais quais ver meu pai, bêbado, jogando sua pistola automática calibre 42 na direção da minha mãe, dizendo a ela para mata-lo de uma vez por toda e acabar logo com tudo aquilo. OU SEJA, ele sabia que tinha que por um ponto final, mas era tão covarde pra tanto, que preferia que alguém fizesse isso por ele, matando-o! Eu tinha 11 anos e NUNCA vou esquecer dessa cena, pode passar o tempo que for.

O fato é que pontos finais dóem sim. São chatos, sim. São difíceis e complicados, sim. Mas, ao longo de nossas vidas, nas subidas e descidas e curvas que a estrada tem, é impossível evita-los, e adia-los pode ser ainda mais desastroso!

Como recentemente eu descobri a Pollyanna e o Jogo do Contente, nada mais consolador do que, diante da iminência de um ponto final, procurar algo com o que ficar contente diante daquela situação. Talvez seja ruim pedir demissão e ficar desempregado. Mas, é uma possibilidade para arrumar um emprego melhor. Ou, quem sabe, poder passar alguns dias dormindo até mais tarde! Talvez seja realmente dificílimo desfazer um noivado às vésperas do casamento. Mas, certamente é bem melhor do que casar e ser infeliz, por falta de amor. Talvez, seja terrível ter que por o tal ponto final em um casamento de 10 anos. Mas, quem sabe não é esse o caminho que se precisa tomar para seguir um rumo novo na vida, que vai lhe levar a lugares antes apenas sonhados, a pessoas incríveis e especiais das quais você não poderia desfrutar se ainda tivesse nos “pontos em seguida”, e a sensações há muito perdidas??

Adiar o que deve ser feito hoje apenas trará mais problemas. Não temos o poder de evitar o que é inevitável. Mas, na minha opinião, ultimamente penso que nada se compara a uma página limpa, em branco. Prontinha pra ser escrita, enfeitada, desenhada com tudo de bom que há por aí e que pode resultar de uma atitude corajosa de colocar um PONTO FINAL em um capítulo da sua vida, para que outro, melhor ainda, possa ser iniciado.

Ponto.

Final!

<a href=”http://apaulinha.files.wordpress.com/2009/12/ponto-final.jpg”><img class=”alignright size-full wp-image-7″ title=”Ponto final” src=”http://apaulinha.files.wordpress.com/2009/12/ponto-final.jpg&#8221; alt=”” width=”282″ height=”171″ /></a>

<strong>E ponto final.</strong>

Tenho lembranças bastante nítidas de quanto estava no primário, e, na escola, a professora passava ditado.

<em>“- Ponto de exclamação”.</em>

<em>“- Ponto em seguida.”</em>

<em>“- Ponto parágrafo.”</em>

<em>“- Vírgula.”</em>

<strong><em>“- E ponto final.”</em></strong>

Eu ficava um tanto quanto triste ao ouvir esta última frase, pois adorava escrever, era uma das tarefas mais divertidas pra mim, naquela época.

E então, outro dia, em função dos acontecimentos recentes da minha vida (fim do noivado, mudança de vida, troca de igreja, etc…), de repente essa frase ficou ecoando na minha cabeça: <strong>“E ponto final.”</strong>

Como eles são necessários na vida da gente…por mais difíceis, doloridos e até incômodos. Precisamos dos pontos finais. Precisamos das finalizações. Necessitamos dos términos. Porque, sem eles, é ABSOLUTAMENTE impossível que haja um novo começo. Ou, recomeços.

Acontece que, pra gente fazer uso dos tais pontos finais, é preciso ter coragem! Porque depois deles, na página seguinte, tem uma folha em branco, prontinha pra ser preenchida. É o novo, as novidades, a descoberta, o desconhecido! E tem coisa pra dar mais medo na gente e frio na barriga do que isso???

Só que, na minha opinião, quanto mais adiamos um ponto final que sabemos ser inevitável, mais sofremos e fazemos os que estão ao nosso redor sofrerem também, por terem que continuar fazendo parte de uma história que já deveria ter acabado. Falando de minhas experiências: meus pais se separaram quando eu já estava com quase 20 anos. Todavia, lembro muito bem que a vida conjugal deles já tinha sido seriamente abalada muuuuuitos anos antes disso. Mas, certamente faltou coragem pra colocar o ponto final. E assim, o tempo foi passando, os anos foram passando…se eles tivessem tomado a atitude de terminar o relacionamento antes, penso eu, não teria que ter vivido alguns traumas tais quais ver meu pai, bêbado, jogando sua pistola automática calibre 42 na direção da minha mãe, dizendo a ela para mata-lo de uma vez por toda e acabar logo com tudo aquilo. OU SEJA, ele sabia que tinha que por um ponto final, mas era tão covarde pra tanto, que preferia que alguém fizesse isso por ele, matando-o! Eu tinha 11 anos e NUNCA vou esquecer dessa cena, pode passar o tempo que for.

O fato é que pontos finais dóem sim. São chatos, sim. São difíceis e complicados, sim. Mas, ao longo de nossas vidas, nas subidas e descidas e curvas que a estrada tem, é impossível evita-los, e adia-los pode ser ainda mais desastroso!

Como recentemente eu descobri a <a href=”http://pt.wikipedia.org/wiki/Pollyanna”>Pollyanna e o Jogo do Contente</a>, nada mais consolador do que, diante da iminência de um ponto final, procurar algo com o que ficar contente naquela situação. Talvez seja difícil ter que pedir demissão e ficar desempregado. Mas, é uma possibilidade para arrumar um emprego melhor. Ou, quem sabe, poder passar alguns dias dormindo até mais tarde! Talvez seja realmente ruim desfazer um noivado às vésperas do casamento. Mas, certamente é bem melhor do que casar e ser infeliz quando não se ama aquela pessoa. Talvez, seja terrível ter que por o tal ponto final em um casamento de 10 anos. Mas, quem sabe não é esse o caminho que se precisa tomar para seguir um rumo novo na vida, e que vai lhe levar a lugares antes apenas sonhados, a pessoas incríveis e especiais das quais você não poderia desfrutar se ainda tivesse nos “pontos em seguida”, e a sensações há muito perdidas??

Adiar o que deve ser feito hoje apenas nos trará mais problemas. <span style=”text-decoration: underline;”>Não temos o poder de evitar o que é inevitável. </span>Mas, na minha opinião, ultimamente penso que nada se compara a uma página limpa, em branco. Prontinha pra ser escrita, enfeitada, desenhada com tudo de bom que há por aí e que pode resultar de uma atitude corajosa tal qual colocar um <strong>PONTO FINAL</strong> em um capítulo da sua vida, para que outro, melhor ainda, possa ser iniciado.

Tenho vivido isso. E não me arrependo nem um segundo sequer………

Ponto.

Final!

O fim.

Padrão

borboletaE mais uma vez chego ao fim de um relacionamento. Aliás, eu diria, dO relacionamento. Sim, porque não se fica noiva de qualquer pessoa. Ele era o cara que eu acreditava que fosse “The One”. Aquele pra toda a vida. Mas……….não era.

Foi tudo conversado. Foi tudo chorado.Talvez nem tudo externado. Mas, definitivamente, tudo acabado.

Aliança tirada. Aliança devolvida. Aliança rejeitada. Aliança jogada fora no túnel.

Em casa,juntar fotos, roupas, cd’s, livros, cartas…incrível como um relacionamento pode caber dentro de uma caixa?

Por um tempo vou ficar, sim, na fossa. Eu sei disso, me conheço.Meio reclusa, ouvindo músicas tristes, vendo filmes que me fazem chorar.Isto faz parte do meu luto, afinal houve sim uma morte: a de nós 2.Mas, nada disso é eterno, disso eu sei.

Os “Fins” são assim…incômodos, chatos, por vezes, doloridos.Mas, absolutamente necessários quando se quer (e se precisa de) um novo começo.

E é nesta direção que eu vou caminhando agora. Sem pressa alguma, pelo contrário, quero mais é apreciar a viagem e desfrutar da paisagem……

Não quero desistir do amor. Não quero desacreditar de encontrá-lo. Mas também não quero e nem vou focar a minha vida e a minha atenção nisso. Dizem que se você ficar perseguindo uma borboleta,ela vai sempre fugir de você.Mas, se você ficar no jardim, distraída,quando menos esperar, ela vem e pousa no seu ombro.

E tem lugar melhor pra passar tempo do que em um jardim???