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Apaixonei!

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Heart_Full_of_Stars_by_silverbeam Então, galerinha…acontece que eu me apaixonei. É, isso mesmo…! E sabe o que é mais interessante e intrigante? É que tudo aconteceu meio que do nada! Quando eu menos esperava…quando eu menos imaginava e, pior, quando eu menos queria!

Ainda estava machucada, ferida doída, magoada…estava me recuperando, me reconstruindo, juntando alguns cacos do meu coração, dando um descanso pra ele, e pra mim também. Estava centrada em mim, focada na minha profissão, pensando em apenas curtir a solteirice, a liberdade, e sair e me divertir e conhecer gente nova, e curtir os amigos e a família, porto seguro para todas as horas…mas, daí, BOOM!!! Aconteceu!

Num domingo qualquer, numa festa qualquer, ao som de um reggae qualquer…eu bem que tentei resistir, me fechar, não romantizar…mas, não deu! Foi mais forte que eu! Quem, em pleno século XXI e aos 28 anos de idade ainda é pedida em namoro, como se fosse uma menina sentada no banco da escola na hora da saída?? EU!! =) Não resisti ao pedido, e disse SIM! Não resisti aos carinhos, aos abraços, aos telefonemas inesperados, às declarações, às surpresinhas…O melhor de tudo issoé que eu estou bem e feliz, como já fazia um tempo que eu não me sentia! Calma, tranquila…mesmo com os outros problemas que insistem em rodear nossa cabeça, afinal, a vida não é perfeita não é mesmo? Mas, quando se tem alguém do seu lado com quem você sabe que pode contar, que é seu cúmplice e que também te dá colo quando você precisa, confesso que enfrentar os tais problemas é bem mais simples.

Não vou dizer que ele é perfeito, porque não existe ninguém assim, e eu já passei da fase de acreditar que existem príncipes encantados. Mas que ele tem (quase) tudo o que eu quero e gosto em um homem, ah, isso ele tem…!

E…é isso!

QUE SEJA ETERNO, ENQUANTO DURE! =D

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Qualquer semelhança é mera coincidência…*

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“Era uma vez uma garota chamada Meredith Grey. Era uma garota comum, sentada no balcão de um bar qualquer de Seattle, celebrando sozinha seu ingresso no Programa de Residência Médica de um dos melhores hospitais dos EUA. O que ela bebia? Tequila…

Era uma vez um homem chamado Derek Shepherd, recém-chegado de Nova Iorque. Neurocirurgião renomado, sentado na mesa de um bar qualquer de Seattle, tentando se adaptar à cidade e à nova realidade que o esperava e para a qual ele havia fugido, após os últimos acontecimentos. O que ele bebiba? Scotch…

Seus olhares se cruzaram. Eles se falaram. Conheceram-se. E quando haviam se dado conta, já estavam nus, deitados no chão da sala da casa dela.

Na manhã seguinte, ela o dispensa, toma banho e vai para o hospital. Era seu primeiro dia! E então, quando chega lá, descobre que o seu caso-de-uma-noite-só seria um dos seus chefes pelos próximos anos. Destino? Ou ironia do destino?

Após o impacto da surpresa, ela opta por tentar deletar aquele dia, ou melhor, aquela noite de sua memória, para o bem de seu aprendizado e vida profissional.  Sério mesmo? Ah! Como seria tudo tão diferente se fosse possível ser racional assim…

Os dias iam passando e as investidas de Derek, muito interessado em Meredith, não cessavam. Até que ela não quer mais resistir, e decide entregar-se: ao desejo, ao sentimento, a ele…

Mas, nesse dia, justo nesse exato dia, surge Addison, a esposa de Derek. Esposa? Então, ele é casado? Mas que canalha…!

Sim, Derek é casado. Ou era. Depende do ponto de vista. Havia mais de uma década que ele e Addison relacionavam-se. Os dois, médicos, trabalhavam e moravam em Nova Iorque. Tinham a vida aparentemente perfeita. Eram o casal aparentemente perfeito. Bonitos, ricos, bem sucedidos…até o fatídico dia em que Derek, ao chegar em casa do trabalho, flagra Addison na cama com Mark Sloan, melhor amigo de infância de Derek.

Como reagir a isso? Como superar tamanha traição? Derek preferiu não pensar. Apenas pegou seu trailer, fez alguns contatos e decidiu atravessar o país de leste a oeste, para ficar o mais distante possível do cenário da dor.

Agora, semanas depois, Addison resolveu procurá-lo, numa tentativa desesperada de salvar seu casamento.

E Meredith? Como fica no meio de tudo isso?? Transtornada. Obscura. Depressiva. Furiosa. E tantas outras coisas mais…Derek pede o divórcio, e está com os papéis prestes a serem assinados.  Meredith, ansiosa, nervosa, depressiva, e não sabendo mais o que fazer, tampouco conseguindo  resistir aos torturantes olhares de Derek, lhe diz:

OK, é isso. A sua escolha é simples: ela ou eu. E eu tenho certeza de que ela é ótima. Mas, Derek, eu te amo. De uma maneira muito, muito grande. A ponto de fingir gostar de seu gosto musical, deixá-lo comer o último pedaço de uma fatia de chessecake, segurar um rádio sobre a minha cabeça pra fora da janela. Infelizmente…a ponto de me fazer odiar amar você. Então, queira a mim. Escolha a mim. Me ame! Eu vou te esperar hoje a noite, se você decidir assinar os papéis…me encontre.

Mas, por razões que fogem tanto à emoção quanto à razão, Derek não assina os papéis. Ele não vai encontrar Meredith. Ele não a escolheu.

Como então, Meredith pode recuperar-se de tamanho baque? Como fazer com que esta dor absurda e este buraco em seu peito deixe de existir? Quisera ela saber…só o que ela sabe, é que dói demais…e então ela entra em um ciclo vicioso e destrutivo: tequilas depois do expediente, vários casos-de-uma-noite-só, pular, dançando, pela casa, com a música tocando no volume mais alto, num tentativa desesperada de não ouvir seu coração gritando por ele.

Meses se passam…e Derek, também torturado por vê-la daquele jeito,  e ensandecido por saber que a cada noite ela está envolta em braços que não são os seus, chama-a de vadia. Meredith reage, aos prantos e berros:

– Você não tem o direito de me chamar de vadia. Quando eu te conheci, eu pensei que tinha achado a pessoa com quem eu ia passar o resto da minha vida. E então, todos os caras, os bares e os óbvios problemas paternos  que tenho, de que importavam, pois eu achei que tinham acabado. Você me deixou. Você escolheu a Addison. Agora, eu estou com meus pedaços todos colados de volta e não, eu não me justifico pela forma como eu escolhi consertar aquilo você quebrou. Não me chame de vadia! O que eu representei pra você, afinal?

– Você?…Depois de tudo o que aconteceu, de tudo o que vi e vivi, você foi como retornar à superfície para respirar, após um longo e profundo mergulho.

O que na realidade Meredith não sabe é que, como ela, ele também sofre. Sofre por constatar a cada dia que amanhece, que fez a escolha errada. Sofre porque não consegue perdoar Addison. Sofre por não conseguir mais amá-la. Pois, na verdade, a mulher que ele ama agora é Meredith. Mas…ele não a escolheu. Ele escolheu Addison. Por acreditar, erroneamente, que ainda seria possível salvar o que já não tinha mais salvação. E assim, ele sofre. Meredith sofre. E Addison sofre.

Em um Natal, ela pergunta a Derek:

– Até quando você vai me punir pelo que eu fiz? Eu só preciso saber, pois assim irei encomendar uma camada de pele mais grossa pra poder aguentar.

– O Natal faz com que você queira estar com as pessoas que você ama. Eu não estou lhe dizendo isso para lhe magoar, nem porque eu quero deixar você, pois eu não quero. Mas a Meredith não foi apenas um caso. Não fiquei com ela por vingança. Eu me apaixonei por ela. E isso não desaparece só porque eu decidi ficar com você.

Em um certo dia, há uma ameaça de bomba no hospital. E quem está lá, sem poder sair? Meredith. Após toda confusão de polícia, bombeiros, explosão, morte, ela sai bem e sobrevive. À noite, Derek vai, sem avisar, à casa de Meredith, apenas para constatar que está tudo bem com ela.

– Ei. Você quase morreu hoje.

– Sim, eu quase morri hoje.

Derek fica olhando para ela, começa a andar para trás, em direção a porta, quando Meredith diz:

– Eu não consigo. Eu não consigo me lembrar do nosso último beijo.Eu quase morri hoje e tudo o que eu conseguia pensar era que eu não me lembrava quando foi nosso último beijo, o que é patético, mas…a última vez em que nós estávamos juntos e felizes, eu…eu não consigo me lembrar. Não consigo. Não recordo.

– Estou feliz que você não tenha morrido hoje…

Ele volta-se para a porta, abre. Mas antes de sair, diz:

– Era uma quinta de manhã, você estava vestindo aquela camiseta pequena e velha da Dartmouth com a qual você fica tão bem, aquela que tem um buraco atrás do pescoço. Você tinha acabado de lavar seu cabelo e ele cheirava a algum tipo de…flor. Eu estava atrasado para uma cirurgia, você disse que me encontraria depois, e então você se inclinou em minha direção, pôs a mão em meu peito e me beijou. De leve.  Foi rápido. Como se fosse um hábito. Você sabe, como se nós fôssemos fazer isso todos os dias pelo resto de nossas vidas. E então você voltou a ler o jornal e eu fui embora. Esta foi a última vez em que nós nos beijamos.

Ele vai embora.


Porque você nunca pensa que a última vez será a última vez. Você acha que haverá outras. Você acha que tem o “para sempre”, quando na verdade não tem…


Passam-se dias, semanas, meses…e por mais uma desta ironias do destino, Meredith acaba se envolvendo com Finn, veterinário do cachorro que ela e Derek haviam comprado, e que adoeceu e veio a morrer.

Derek vai procurar Meredith, para saber como ela está:

– Meredith!

– Me deixe em paz.

– Meredith…

– Apenas me deixe em paz!!!

– Eu só quero saber se está tudo bem.

– Não. Não está tudo bem. Ok? Satisfeito? Eu não estou bem. Porque você tem uma esposa, nosso cachorro morreu e agora você está olhando pra mim. Pare de olhar pra mim.

– Eu não estou olhando pra você. Eu não fico olhando pra você…

– Você fica sim olhando pra mim. E você me encara, e me vigia. E Finn? Finn tem planos, sabia? E eu gosto dele. Ele é…perfeito pra mim, e eu estou realmente me esforçando pra ser feliz, só que eu não consigo respirar. Eu não consigo respirar com você me olhando desse jeito, então pare!

– Você pensa que eu quero olhar pra você? Que eu não preferia estar olhando pra minha esposa? Sou casado! Tenho responsabilidades. Ela…ela não me leva a loucura. Ela não faz com que seja impossível eu me sentir normal. Ela não faz eu ficar com meu estômgao embrulhado só de imaginar as mãos do meu veterinário tocando-a. Oh…eu daria tudo para não ficar olhando para você!

Eles passam alguns segundos se encarando. Ofegantes. Até que ele a agarra pela cabeça e a beija. Eles fazem amor..e depois vão embora como se nada tivesse acontecido.

No dia seguinte, Derek vai atrás de Meredith:

– E então, o que isso significa?

– Significa que você tem uma escolha. Você tem uma escolha a fazer. E eu não quero apressá-la a fazer essa escolha antes de você estar pronta. Nessa manhã eu vinha aqui…eu ia dizer…o que eu queria dizer é que…mas agora só o que eu consigo dizer é que… eu estou amando você. Estou apaixonado por você desde…sempre! Sim, eu estou atrasado. Sei que eu estou um pouco atrasado em lhe dizer isso. Eu apenas, eu apenas quero que você leve o tempo que quiser, sabe? Tome todo o tempo que você precisar, porque você tem uma escolha a fazer. E quando eu tive uma escolha a fazer, eu escolhi errado. Boa noite!

Derek finalmente descobriu o que ele queria. Ele a queria. Ele queria Meredith. Ele queria casar com ela. Queria ter filhos com ela. Queria construir uma casa pra ela. Tudo o que ele queria era morrer aos 110 anos de idade, nos braços dela. Ele não a queria apenas por 48 horas ininterruptas. Ele a queria por uma vida inteira! Ela era aquela ao lado de quem ele queria acordar e ir dormir todos os dias, e fazer tudo entre esses dois momentos do dia. Ele havia entendido que eles, juntos, podiam ser extraordinários, muito mais do que apenas ordinários, se separados...


Sei que esse texto não ficou tão bom, mas quis publicá-lo mesmo assim. Resolvi escrevê-lo 100% baseado e inspirado na trama de Grey’s Anatomy – vide observação abaixo – que é um seriado pelo qual me apaixonei desde o ano passado, em uma época muito particular e específica da minha vida, onde um turbilhão de coisas  importantes e gigantescas (pelo menos, pra mim) estavam acontecendo ao mesmo tempo. Ele me cativou desde o primeiro episódio, por causa da história, por causa do romance, por causa da trilha sonora (que é ma-ra-vi-lho-sa!!), por causa do Patrick Dempsey (rsrsrsrs), por causa dos diálogos tão verdadeiros, por causa das narrações tão profundas e reflexivas. Já cansei de chorar assistindo aos episódios. E também, por diversas vezes, já passei o restante do dia pensando e refletindo sobre o assunto em torno do qual o episódio girava. Tem muito material humano ali. Demais mesmo…Por tantas e tantas vezes eu já me identifiquei com alguma fala ou frase, com alguma situação, com alguma dor das personagens, com algum dilema…E sim, é claro que eu sei que eles não existem na “vida real”. São personagens, afinal. Falsos. Fictícios. Mas, é impressionante como a gente encontra veracidade e correspondência entre os acontecimentos da trama e as nossas vidas aqui fora. Então, por tudo isso, é que eu resolvi fazer esse texto. Alguns diálogos foram copiados na íntegra, eu apenas os traduzi. E é por isso, também, que o título dele é “Qualquer semelhança é mera coincidência”. Por que, de fato, há sim MUITAS  semelhanças. Mas, elas são simples coincidências. E nada  mais além disso…


(* Texto escrito baseado na trama de Grey’s Anatomy, seriado exibido há 6 anos pela TV norte-americana, produzido por Shonda Rhymes, e cuja estória principal gira em torno do romance de Meredith Grey e Derek Shepherd.)

Uma história comum.

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diario-da-nossa-paixaoNum dia comum, uma garota comum conheceu um cara comum. Era tudo ordinário, corriqueiro. Nada que chamasse, ou que merecesse atenção especial. Pelo menos,era isto o que ELA imaginava.

No dia seguinte, um telefonema. Minutos Dezenas Centenas de minutos ao telefone…uma ligação que parecia não ter fim, e ao mesmo tempo, ELES nem sentiam o tempo passar (como, num futuro não distante, saberiam que seria sempre assim quando estivessem juntos)…Alta madrugada já quando ELA, assustada, vê a hora avançada, próxima do raiar do sol, e então, pede, mesmo sem querer, para desligarem.

Aquele telefonema transformou-se em outro, e mais outro e mais outro. Ligação do “Bom dia!”.

Ligação do “Você já almoçou?”.

Ligação do Você já está em casa?”.

Ligação do “Só liguei pra te dar boa noite” que se transformava em mais inúmeros minutos noite e madrugada adentro……

Mensagens trocadas ao longo do dia, cheias de carinho.

Em poucos dias,tinham a ilusão de se conhecerem como ninguém.Muito embora tivessem se visto pessoalmente apenas uma vez.

ELA passava por um momento delicado em sua vida.Saindo de um relacionamento sério e “estável”.E sem querer,mas querendo, sem se dar conta,mas se dando, ELA foi se apegando…e ELE, entrando…de fininho, de mansinho, como só ELE seria capaz de fazer.Era o ombro amigo na hora certa. Era o “pai” cuidadoso e que pegava no pé. Era o “irmão” que a fazia rir e se lembrar de como a vida era boa assim, daquele jeitinho.

ELE queria vê-la de novo. E logo. Ligava. Pedia.Implorava,até! ELA?? Queria também. Muito. Mas…temia. Temia pelo que poderia vir a acontecer, pelo que poderia vir a não acontecer…temia,simplesmente.

Não demorou muito, ELA decidiu e foi. Foram…E ELES se viram, e se abraçaram, e se beijaram, e andaram de mãos dadas, e ficaram calados, abraçados, olhando a água e sentindo o vento bater…

O beijo dele? ELA logo veria que não conseguiria resistir….

Um dia depois, a saudade começou a doer tanto…e um novo encontro aconteceu. Com chuva! Distante! Na beira da praia!! Insano, mas inesquecível.

Depois disso, paixão declarada. Como poderiam negar? Ou esconder um do outro?? Sabiam que não fazia muito sentido…não da forma como tudo estava acontecendo…mas, quem foi que disse que as coisas tem que fazer sentido na vida, para darem certo?

Paixão. Desejo. Saudade. Tesão. Carinho. Aconchego. Confiança. Amizade!

Porém (como toda boa história, esta também tem um), as coisas não eram assim tão simples quanto aparentavam ser…nem pra ELE, nem pra ELA. Daí, a dor começou a aparecer. E as complicações. E os problemas. E as perguntas.

ELA, dividida e confusa, apesar de envolvida e já apegada. ELE, apesar de apegado e envolvido, confuso e dividido.

O maior medo dela, dentre todos os outros medos, era o de perder o GRANDE amigo que ganhara.Pessoinha especial demais, incomparável, a qual, quisera ELA, pudesse sempre ter por perto.Havia entre eles uma ligação difícil de se ver por aí, nos dias de hoje……

Acontece que, ELA sabe, tem horas em que a razão precisa falar mais alto que a emoção. Senão, que diferença faz ser humano?

Assim, depois de alguns acontecimentos um tanto quanto problemáticos, emblemáticos, traumáticos, ELA sabe que a coisa mais sensata a ser feita é dizer “Adeus”, muito embora sua alma relute exageradamente em fazer isso. Só o Imaginar já é dolorido, quanto mais o Fazer??……”Como ficar sem ELE?”, ela pensa. “Como não ter seus beijos? Como não receber suas ligações com imensa alegria no rosto?Como não sentir tanta saudade e ao mesmo tempo tanta satisfação em poder matá-la, ao se encontrarem? Como não ouvir a sua voz, tão amável e querida? Como não sentir o toque macio e quente de suas mãos ao lhe envolver? Como achar graça nos seus dias tão simples, ordinários e comuns, sem ter ELE por perto?

Mesmo assim, com todos esses “Como” gritando dentro de si, ELA sabe o que deve fazer. E nesta hora, inevitável é que as lágrimas rolem em seu rosto…Dói!

Ao telefone:

ELA (depois de meia hora de ligação,na porta do cinema) – Preciso ir…já perdi meia hora de filme.

ELE – Ah tá…que filme vais ver mesmo?

ELA (querendo muito que ele notasse que na verdade isto não era apenas o nome do filme,mas o que ela de fato queria poder dizer naquele momento,muito embora soubesse que talvez não fosse capaz de cumprir) – Te amarei para sempre.

ELE – Repete…

ELA – Te amarei para sempre

ELA, então, entra na sala de cinema…mas passa  a hora e meia seguinte sem conseguir pensar em nada que não fosse ELES DOIS. E no que ELA teria que fazer, depois do feriado e das viagens, quando se vissem novamente.

ELE choraria, ELA sabia. E naquele momento, não havia nada que  cortasse mais seu coração, do que vê-lo chorando.E ELA, pensava, “quantas lágrimas derramarei até que este aperto saia do meu peito, e que a dor passe?” Dias…meses…anos…..quem pode responder??

Buscando consolo e alento, ELA imaginava se um dia ao longo dos caminhos e descaminhos da vida, os seus caminhos se cruzariam novamente. Quem sabe?? ELA, certamente não…pois, só o que ELA sabe é que ELA jamais veria o rio, aquela praia na chuva ou iria aquela sorveteria sem que ELE estivesse em seu pensamento. E isto, pode passar o tempo que for……