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Eu (acho que) não acredito mais…

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É. Eu acho que eu não acredito mais, mesmo. Em quê? Você deve estar se perguntando. Em romance. Em conto de fadas. Em príncipe encantado. E, talvez, até no amor e na paixão.

Estou de férias  e com uma parcela considerável do tempo livre. Ainda mais nos últimos dias, em que caí doente. Então que em diversas ocasiões, me vi assistindo a cenas de novelas/filmes/seriados. Correção: cenas românticas de novelas/filmes/seriados. Até algum tempo atrás, quando assistia essas cenas, saíam da minha boca expressões do tipo: “Oh, que lindo!”, “Ai, que romântico!”, e coisas do tipo. E, na minha mente: “Ahn, eu quero um desses pra mim!”. Agora?? Só consigo pensar: “Blah, isso não existe. Só na TV!”, “Papo furado, se não tivesse no script, duvido que eles diriam isso um ao outro”. É…acho que uma das coisas que eu mais temia, está acontecendo comigo, afinal: estou me tornando uma pessoa cínica! Quando digo cínica, me refiro ao sentido de descrente, ou cética.

QUERIA TANTO TANTO ESTAR ERRADA E ENGANADA…mas, a verdade é que eu não sei se ainda vou conseguir amar na mesma intensidade com que já amei antes…porque a ferida de depois é diretamente proporcional à medida com que se amou, e eu não quero sentir isso de novo. Nunca mais…As feridas podem até ficar, mas as cicatrizes…ah, essas não somem!

Eu não sei se ainda vou ter a coragem (ou seria burrice??) necessárias pra me entregar e mergulhar assim, com tudo e de cabeça, num relacionamento. Porque nos relacionamentos, não se tem garantia de nada nem plano de saúde, tampouco seguro de vida.

Eu não sei se um dia vou ser capaz de ouvir de novo um “estou com saudades”, “sinto sua falta”, “só pensar em você me faz chorar”,” pensei em você o dia inteiro”, “eu te amo”, e acreditar que as palavras estão sendo ditas com sinceridade e profundidade de coração.

Eu não sei se ainda vai ser possível eu receber flores, e-mail ou SMS fofos, chocolates ou outros presentes, e acreditar que quem está me dando essas coisas, o fez pelo simples fato de querer fazer nascer um sorriso no meu rosto, sem que haja uma segunda,terceira ou quarta intenção por trás.

Eu não sei…

E escrevo tudo isso com lágrimas nos olhos e nó na garganta. A sensação que tenho é a de que estou quebrada. Sabe? Assim, como se dentro de mim existisse uma pecinha que me fizesse ser capaz de acreditar em todas essas coisas, mas de tanto ter sido usada (e desgastada e iludida), essa pecinha acabou quebrando de um jeito que parece não ter mais conserto. É…acho que alguém me quebrou, mesmo. Ou, pior ainda, eu me deixei ser quebrada. Que triste…

Sinto muito por tudo isso. Sinto muito por esse post assim, tão próximo do dia dos namorados. Sinto muito, por tantas coisas, quando, na verdade, eu não queria é sentir nada mais por porra nenhuma!

EDIÇÃO POSTERIOR: Talvez, nada disso seja verdade, e eu ainda acredito sim que tudo isso seja possível. Mas, no fundo no fundo, pode ser que isso seja uma tentativa desesperada de que esta seja a minha realidade, para que assim eu não sinta mais tanta dor…

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Qualquer semelhança é mera coincidência…*

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“Era uma vez uma garota chamada Meredith Grey. Era uma garota comum, sentada no balcão de um bar qualquer de Seattle, celebrando sozinha seu ingresso no Programa de Residência Médica de um dos melhores hospitais dos EUA. O que ela bebia? Tequila…

Era uma vez um homem chamado Derek Shepherd, recém-chegado de Nova Iorque. Neurocirurgião renomado, sentado na mesa de um bar qualquer de Seattle, tentando se adaptar à cidade e à nova realidade que o esperava e para a qual ele havia fugido, após os últimos acontecimentos. O que ele bebiba? Scotch…

Seus olhares se cruzaram. Eles se falaram. Conheceram-se. E quando haviam se dado conta, já estavam nus, deitados no chão da sala da casa dela.

Na manhã seguinte, ela o dispensa, toma banho e vai para o hospital. Era seu primeiro dia! E então, quando chega lá, descobre que o seu caso-de-uma-noite-só seria um dos seus chefes pelos próximos anos. Destino? Ou ironia do destino?

Após o impacto da surpresa, ela opta por tentar deletar aquele dia, ou melhor, aquela noite de sua memória, para o bem de seu aprendizado e vida profissional.  Sério mesmo? Ah! Como seria tudo tão diferente se fosse possível ser racional assim…

Os dias iam passando e as investidas de Derek, muito interessado em Meredith, não cessavam. Até que ela não quer mais resistir, e decide entregar-se: ao desejo, ao sentimento, a ele…

Mas, nesse dia, justo nesse exato dia, surge Addison, a esposa de Derek. Esposa? Então, ele é casado? Mas que canalha…!

Sim, Derek é casado. Ou era. Depende do ponto de vista. Havia mais de uma década que ele e Addison relacionavam-se. Os dois, médicos, trabalhavam e moravam em Nova Iorque. Tinham a vida aparentemente perfeita. Eram o casal aparentemente perfeito. Bonitos, ricos, bem sucedidos…até o fatídico dia em que Derek, ao chegar em casa do trabalho, flagra Addison na cama com Mark Sloan, melhor amigo de infância de Derek.

Como reagir a isso? Como superar tamanha traição? Derek preferiu não pensar. Apenas pegou seu trailer, fez alguns contatos e decidiu atravessar o país de leste a oeste, para ficar o mais distante possível do cenário da dor.

Agora, semanas depois, Addison resolveu procurá-lo, numa tentativa desesperada de salvar seu casamento.

E Meredith? Como fica no meio de tudo isso?? Transtornada. Obscura. Depressiva. Furiosa. E tantas outras coisas mais…Derek pede o divórcio, e está com os papéis prestes a serem assinados.  Meredith, ansiosa, nervosa, depressiva, e não sabendo mais o que fazer, tampouco conseguindo  resistir aos torturantes olhares de Derek, lhe diz:

OK, é isso. A sua escolha é simples: ela ou eu. E eu tenho certeza de que ela é ótima. Mas, Derek, eu te amo. De uma maneira muito, muito grande. A ponto de fingir gostar de seu gosto musical, deixá-lo comer o último pedaço de uma fatia de chessecake, segurar um rádio sobre a minha cabeça pra fora da janela. Infelizmente…a ponto de me fazer odiar amar você. Então, queira a mim. Escolha a mim. Me ame! Eu vou te esperar hoje a noite, se você decidir assinar os papéis…me encontre.

Mas, por razões que fogem tanto à emoção quanto à razão, Derek não assina os papéis. Ele não vai encontrar Meredith. Ele não a escolheu.

Como então, Meredith pode recuperar-se de tamanho baque? Como fazer com que esta dor absurda e este buraco em seu peito deixe de existir? Quisera ela saber…só o que ela sabe, é que dói demais…e então ela entra em um ciclo vicioso e destrutivo: tequilas depois do expediente, vários casos-de-uma-noite-só, pular, dançando, pela casa, com a música tocando no volume mais alto, num tentativa desesperada de não ouvir seu coração gritando por ele.

Meses se passam…e Derek, também torturado por vê-la daquele jeito,  e ensandecido por saber que a cada noite ela está envolta em braços que não são os seus, chama-a de vadia. Meredith reage, aos prantos e berros:

– Você não tem o direito de me chamar de vadia. Quando eu te conheci, eu pensei que tinha achado a pessoa com quem eu ia passar o resto da minha vida. E então, todos os caras, os bares e os óbvios problemas paternos  que tenho, de que importavam, pois eu achei que tinham acabado. Você me deixou. Você escolheu a Addison. Agora, eu estou com meus pedaços todos colados de volta e não, eu não me justifico pela forma como eu escolhi consertar aquilo você quebrou. Não me chame de vadia! O que eu representei pra você, afinal?

– Você?…Depois de tudo o que aconteceu, de tudo o que vi e vivi, você foi como retornar à superfície para respirar, após um longo e profundo mergulho.

O que na realidade Meredith não sabe é que, como ela, ele também sofre. Sofre por constatar a cada dia que amanhece, que fez a escolha errada. Sofre porque não consegue perdoar Addison. Sofre por não conseguir mais amá-la. Pois, na verdade, a mulher que ele ama agora é Meredith. Mas…ele não a escolheu. Ele escolheu Addison. Por acreditar, erroneamente, que ainda seria possível salvar o que já não tinha mais salvação. E assim, ele sofre. Meredith sofre. E Addison sofre.

Em um Natal, ela pergunta a Derek:

– Até quando você vai me punir pelo que eu fiz? Eu só preciso saber, pois assim irei encomendar uma camada de pele mais grossa pra poder aguentar.

– O Natal faz com que você queira estar com as pessoas que você ama. Eu não estou lhe dizendo isso para lhe magoar, nem porque eu quero deixar você, pois eu não quero. Mas a Meredith não foi apenas um caso. Não fiquei com ela por vingança. Eu me apaixonei por ela. E isso não desaparece só porque eu decidi ficar com você.

Em um certo dia, há uma ameaça de bomba no hospital. E quem está lá, sem poder sair? Meredith. Após toda confusão de polícia, bombeiros, explosão, morte, ela sai bem e sobrevive. À noite, Derek vai, sem avisar, à casa de Meredith, apenas para constatar que está tudo bem com ela.

– Ei. Você quase morreu hoje.

– Sim, eu quase morri hoje.

Derek fica olhando para ela, começa a andar para trás, em direção a porta, quando Meredith diz:

– Eu não consigo. Eu não consigo me lembrar do nosso último beijo.Eu quase morri hoje e tudo o que eu conseguia pensar era que eu não me lembrava quando foi nosso último beijo, o que é patético, mas…a última vez em que nós estávamos juntos e felizes, eu…eu não consigo me lembrar. Não consigo. Não recordo.

– Estou feliz que você não tenha morrido hoje…

Ele volta-se para a porta, abre. Mas antes de sair, diz:

– Era uma quinta de manhã, você estava vestindo aquela camiseta pequena e velha da Dartmouth com a qual você fica tão bem, aquela que tem um buraco atrás do pescoço. Você tinha acabado de lavar seu cabelo e ele cheirava a algum tipo de…flor. Eu estava atrasado para uma cirurgia, você disse que me encontraria depois, e então você se inclinou em minha direção, pôs a mão em meu peito e me beijou. De leve.  Foi rápido. Como se fosse um hábito. Você sabe, como se nós fôssemos fazer isso todos os dias pelo resto de nossas vidas. E então você voltou a ler o jornal e eu fui embora. Esta foi a última vez em que nós nos beijamos.

Ele vai embora.


Porque você nunca pensa que a última vez será a última vez. Você acha que haverá outras. Você acha que tem o “para sempre”, quando na verdade não tem…


Passam-se dias, semanas, meses…e por mais uma desta ironias do destino, Meredith acaba se envolvendo com Finn, veterinário do cachorro que ela e Derek haviam comprado, e que adoeceu e veio a morrer.

Derek vai procurar Meredith, para saber como ela está:

– Meredith!

– Me deixe em paz.

– Meredith…

– Apenas me deixe em paz!!!

– Eu só quero saber se está tudo bem.

– Não. Não está tudo bem. Ok? Satisfeito? Eu não estou bem. Porque você tem uma esposa, nosso cachorro morreu e agora você está olhando pra mim. Pare de olhar pra mim.

– Eu não estou olhando pra você. Eu não fico olhando pra você…

– Você fica sim olhando pra mim. E você me encara, e me vigia. E Finn? Finn tem planos, sabia? E eu gosto dele. Ele é…perfeito pra mim, e eu estou realmente me esforçando pra ser feliz, só que eu não consigo respirar. Eu não consigo respirar com você me olhando desse jeito, então pare!

– Você pensa que eu quero olhar pra você? Que eu não preferia estar olhando pra minha esposa? Sou casado! Tenho responsabilidades. Ela…ela não me leva a loucura. Ela não faz com que seja impossível eu me sentir normal. Ela não faz eu ficar com meu estômgao embrulhado só de imaginar as mãos do meu veterinário tocando-a. Oh…eu daria tudo para não ficar olhando para você!

Eles passam alguns segundos se encarando. Ofegantes. Até que ele a agarra pela cabeça e a beija. Eles fazem amor..e depois vão embora como se nada tivesse acontecido.

No dia seguinte, Derek vai atrás de Meredith:

– E então, o que isso significa?

– Significa que você tem uma escolha. Você tem uma escolha a fazer. E eu não quero apressá-la a fazer essa escolha antes de você estar pronta. Nessa manhã eu vinha aqui…eu ia dizer…o que eu queria dizer é que…mas agora só o que eu consigo dizer é que… eu estou amando você. Estou apaixonado por você desde…sempre! Sim, eu estou atrasado. Sei que eu estou um pouco atrasado em lhe dizer isso. Eu apenas, eu apenas quero que você leve o tempo que quiser, sabe? Tome todo o tempo que você precisar, porque você tem uma escolha a fazer. E quando eu tive uma escolha a fazer, eu escolhi errado. Boa noite!

Derek finalmente descobriu o que ele queria. Ele a queria. Ele queria Meredith. Ele queria casar com ela. Queria ter filhos com ela. Queria construir uma casa pra ela. Tudo o que ele queria era morrer aos 110 anos de idade, nos braços dela. Ele não a queria apenas por 48 horas ininterruptas. Ele a queria por uma vida inteira! Ela era aquela ao lado de quem ele queria acordar e ir dormir todos os dias, e fazer tudo entre esses dois momentos do dia. Ele havia entendido que eles, juntos, podiam ser extraordinários, muito mais do que apenas ordinários, se separados...


Sei que esse texto não ficou tão bom, mas quis publicá-lo mesmo assim. Resolvi escrevê-lo 100% baseado e inspirado na trama de Grey’s Anatomy – vide observação abaixo – que é um seriado pelo qual me apaixonei desde o ano passado, em uma época muito particular e específica da minha vida, onde um turbilhão de coisas  importantes e gigantescas (pelo menos, pra mim) estavam acontecendo ao mesmo tempo. Ele me cativou desde o primeiro episódio, por causa da história, por causa do romance, por causa da trilha sonora (que é ma-ra-vi-lho-sa!!), por causa do Patrick Dempsey (rsrsrsrs), por causa dos diálogos tão verdadeiros, por causa das narrações tão profundas e reflexivas. Já cansei de chorar assistindo aos episódios. E também, por diversas vezes, já passei o restante do dia pensando e refletindo sobre o assunto em torno do qual o episódio girava. Tem muito material humano ali. Demais mesmo…Por tantas e tantas vezes eu já me identifiquei com alguma fala ou frase, com alguma situação, com alguma dor das personagens, com algum dilema…E sim, é claro que eu sei que eles não existem na “vida real”. São personagens, afinal. Falsos. Fictícios. Mas, é impressionante como a gente encontra veracidade e correspondência entre os acontecimentos da trama e as nossas vidas aqui fora. Então, por tudo isso, é que eu resolvi fazer esse texto. Alguns diálogos foram copiados na íntegra, eu apenas os traduzi. E é por isso, também, que o título dele é “Qualquer semelhança é mera coincidência”. Por que, de fato, há sim MUITAS  semelhanças. Mas, elas são simples coincidências. E nada  mais além disso…


(* Texto escrito baseado na trama de Grey’s Anatomy, seriado exibido há 6 anos pela TV norte-americana, produzido por Shonda Rhymes, e cuja estória principal gira em torno do romance de Meredith Grey e Derek Shepherd.)

Sou romântica sim, e daí?

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Estava eu cá, pensando com os meus botões (blah,não acredito que fui tão clichê e usei esta expressão…Mas, vá!!) sobre o título deste post: SER ROMÂNTICA. Atualmente, muita gente vê isso como defeito. Os homens (dizem por aí que há exceções) tem vergonha de assumir isto e acabarem passando por gays, ou serem rotulados de sensíveis demais, o que, dentre os demais seres da raça (sim, eu disse raça) masculina talvez seja uma das piores catástrofes. Já as mulheres, até elas, ou melhor, até nós, que há algumas décadas atrás éramos o tal sexo frágil, delicadas, sensíveis, sentimentais, etc, etc, e etc, nos últimos tempos, acabamos por vestir uma capa/máscara de duronas-volúveis-fulgazes, crendo, por alguma idiota razão qualquer, que isso nos faria seres humanos melhores…ao menos aos olhos dos outros seres humanos masculinos.

Acontece que – adivinhem só – não nos fez. Nem nos faz. Tampouco nos fará. Ledo engano caras colegas feminas, felinas, femininas, efeminadas…neste meio tempo, perdemos o veio do caminho e o que, críamos, nos aproximaria deles, na verdade, fez foi nos distanciar.Erramos – e feio!!! – ao escolher taxar como negativo e até execrável aquela qualidade ou aquele jeitinho de ser que nos faz exatamente o que somos: mulheres, femininas!! Nada de paraíba masculina mulher macho sim senhor . Com todo o devido respeito a Luiz Gonzaga! Que Deus ou o diabo – sabe-se lá!!! – o tenha!

O que há de errado em ser romântica? Que mal há nisso? Que mau há nisto? Qual é o pecado? E por isso, não tenho pudor algum em bater no peito e dizer da forma mais sonora possível: SOU ROMÂNTICA SIM, E DAÍ? E se acreditasse em zodíaco, diria que esta é uma característica típica do meu signo.

O fato é que eu curto muito receber telefonemas surpresas ao longo do dia, só pra ouvi-lo dizer que estava com saudades, que queria ouvir minha voz, dizer “Te amo!” e desligar. Flores e bombons, então, como não amar recebê-los? Ainda mais se for com um belo cartão e, quem sabe até, um convite pra uma “noite de amor” (quem pensa que sexo não tem a ver com romance…tsc, tsc, tsc…aliás, sexo deveria sempre ser romântico! É tão melhor…!).

Quer coisa mais fofa do que aqueles caras que se preocupam em abrir a porta pra você sair e entrar no carro, puxam a cadeira do restaurante, pra você sentar? E café da manhã na cama, então?? Preparado por ele? Afe…isso por si só já é uma senhora preliminar, caros leitores(as)! Se ele for afinadinho e souber tocar algum instrumento, uma serenata também não faz mal algum. Na era tecnológica, scraps, depoimentos, e-mails, cartões virtuais, SMS com declarações de amor, ou um simples “Eu te amo”, sem que seja necessário uma data especial pra isso, também fazem as vezes eficazmente. Pra ser romântico, não precisar necessriamente ter dinheiro nem gastar muito.

Romance é ele gravar, mesmo sem você ter pedido,  o seu programa preferido quando você está viajando só pra você poder ver quando voltar. Romance é vocês passarem a madrugada inteira no telefone, sem nem se preocupar com a conta, e sem nem ver que o dia está prestes a amanhecer. É  simplesmente caminhar de mãos dadas, mesmo que seja sem destino certo, e sem se preocupar com a hora. É ele te  olhar nos olhos e, mesmo sem dizer nada, vocês se comunicarem. Ser romântico é levá-la pro hospital quando ela está passando muito mal, e ficar a noite inteira acordado, olhando pra ela, sentado numa cadeira desconfortável, e ainda achá-la linda mesmo assim. É dormir de conchinha!! Romance é ele ter a paciência de te aturar mesmo no auge da TPM, sem se estressar, entendendo que os seus hormônios não são iguais aos dele, e que daqui a poucos dias isso passa. É você ir socorrê-la do outro lado da cidade, atravessando um trânsito catastrófico, só pra trocar o pneu furado do carro dela (se aqui você pensou “Não tinha Borracharia por perto não?”, volte ao começo do texto e estude novamente esta lição!!!) . Romance é ele te olhar com aquele brilho no olhar da primeira vez, quando você se arruma de maneira especial pra ele. É ele não saber cozinhar direito,mas mesmo assim se esforçar em aprender a fazer a sua comida preferida. Romance são taaaaaaantas outras coisas…………

E eu quero isso. Quero isso tudo. Tá, talvez não tudo concentrado num carinha só (sejamos um pouco realistas, ok?), porque daí seria perfeito até demais, né? E, aqui entre nós: *cochicho* até no romance há que haver equilíbrio,hein?? Tudo o que é demais e exagerado, passa do ponto e dificilmente agrada. Mas é que pra haver romance, não é necessário que haja perfeição. Há, inclusive, um ar deveras romântico em certas imperfeições do outro. Pra haver romance, também não é necessário que haja um grande espaço de tempo, um relacionamento de anos…pode-se viver um romance de fim de semana (ou de verão, ou de inverno, de outono…). E eu te digo: se for romance meeeeesmo, vai marcar pra vida inteira. Marca sim, porque já vivi isso! Já tive meus momentos de buquês de flores no meio do expediente, surpresas no final da aula, telefonemas no meio da madugada, com apenas essa música tocando, e a respiração dele, no final…são coisas que não se tem como esquecer. São redundante e absolutamente inesquecíveis!!

Por fim, quero falar aqui especificamente com os rapazes que por um motivo ou outro, chegaram até este ponto destas mal traçadas linhas: sejam românticos, meninos!! Nós (ou a maioria de nós) gostamos disso, por mais que insistamos em dizer o contrário. Não tenham vergonha de parecerem ridículos nem se acanhem destes gestos. Eles não precisam ser públicos nem tão explícitos assim.Mas, sejam! Ajam! Façam! Romanciem! Porque grande parte disso tudo parte e começa em vocês.

“Talvez eu seja a última romântica dos litorais desse oceano atlântico”, como diria o Lulu. E, se eu fo(sse) r, quanta tristeza, viu? Quanta dureza…!