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“Mas pra quê, se eu tenho a música?”

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Às vezes, a gente não precisa falar nada… pois o silêncio, por si só, já diz muito! E, às vezes, a gente não precisa falar nada quando uma coisa simples, tal qual essa canção, expressa o que gostaríamos de dizer…

“É, acho que eu vou embora!

Andar pelas ruas da cidade.

Sem endereço, sem identidade.

Levo em mim, saudades de você.

É…acho que eu vou embora!

Deixar para trás tudo pela metade.

Nesse apartamento amei de verdade

E bem dentro de mim, saudades de você.

Já é de manhã!

Palavra triste, de despedida, é o usual,

Não me leve a mal!

Já é de manhã!

Eu vejo a vida passando por nós dois…

E o quê é que vem depois?”

Ps¹: Música “Acho que eu vou embora”, cantada por Vanessa Rangel;

Ps²: É, infelizmente não consegui encontrar um vídeo melhor dela não…

Solidão!

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“Solidão é estar rodeado de pessoas, e ainda assim sentir falta de uma só.” Quem nunca ouviu esta frase antes?  Recordo que a primeira vez que a ouvi, foi no início da adolescência. Eu li e reli várias vezes seguidas, pois fiquei impressionada como era verdade aquilo, como essas palavras juntas tinham o poder de conseguir traduzir este sentimento/sensação: a solidão. Sabe, eu acho uma palavra pesada, forte! SO-LI-DÃO!

E, recentemente, é exatamente assim que tenho me sentido: ! Sim, tenho colegas no trabalho, e me relaciono bem com a grande maioria deles. Claro que tenho amigas e amigos (alguns deles, inclusive, tem sido essenciais no momento que vivo hoje, me ouvindo a qualquer hora do dia, me emprestando seus ouvidos, ombros e colos…) com quem converso bastante, rio, sorrio, saio, me distraio, me divirto. Tenho também minha irmã do Rio, a Lêlê, de quem estou mais próxima do que nunca nos últimos tempos. Isso, sem falar nos meus pais, os quais, eu sei, estarão sempre ao meu lado, haja o que houver.

MAS, tem horas em que nada parece ser suficiente. Quantas vezes, em uma mesa de barzinho, com música ao vivo, muitas conversas e gargalhadas, alta madrugada, eu já fechei meus olhos e suspirei, por me sentir sozinha. Sim, estava em meio a tantas pessoas. Pessoas que sei que me querem bem, e tudo o mais. Só que, ainda assim, havia solidão em mim!

Acontece que, a despeito do que  a frase lá do começo afirma, na verdade eu hoje não sei dizer ao certo o porque ou quando isso acontece: se é quando estou com o coração ocupado ou quando ele está vazio. Digo isso porque, outro dia, numa conversa meio “filosofal” sobre a vida e as coisas da vida, uma amiga disse que achava que, pior do que ter alguém no coração e sentir saudade por não ter essa pessoa junto com você, é estar com o coração vazio, frio e seco, sem ninguém pra pensar, amar, ocupar…É…de fato, isso é meio ruinzinho mesmo. Se apaixonar é bom e até faz bem pra gente (sofrer pela paixão é que é a parte horrível, ma deixa pra lá, já que este tem sido o tema da maioria dos meus últimos posts…), pois parece que ganhamos mais vivacidade, nossos olhos brilham, o sorriso bobo no rosto vem fácil fácil, enfim…então, a ausência desta paixãozinha significa a ausência destas coisas gostosas que vêm junto (em especial e obviamente quando a paixão é correspondida a altura!). Já não ter ninguém em quem pensar, ninguém por quem suspirar, ninguém de quem lembrar quando ouvir aquela música bonita, isso tudo é chato, e também é dolorido. É doído porque é vazio, e o vazio, o oco, resultam em dor, muitas vezes.

Por outro lado, o simples fato de ter alguém também não significa que não se pode sentir-se só, pois aí existem inúmeras possibilidades: você pode “ter” alguém, mas esse alguém estar longe, e aí junto com a solidão vem a saudade, que é dolorosa demais! Ou, pode haver alguém no seu coração, mas e se você não está no coração dessa pessoa? Então, a dor da solidão vem acompanhada da rejeição! E ainda, pode ser que se tenha alguém, e que se esteja com esse alguém, mas seja uma espécie de “tão perto e tão longe”, sabe? Falta diálogo, falta cumplicidade…você pode namorar, morar junto, conviver, estar casado ha anos até com um alguém, e ainda assim estar só. Estar só porque já não há mais diálogo, já não existe mais cumplicidade. Na cama, na mesma cama que é dividida pelo casal, noite após noite vai sendo colocado um tijolo num muro invisível que os separa e que só é atravessado eventualmente para mera satisfação sexual. Isso também não é estar só, muito embora não se esteja, fisicamente falando?!!

Sabe, meu coração (ainda) está ocupado, muito embora agora eu ache que estou começando a aprender e a conseguir enxergá-lo com olhos de “apenas amigos”. Não, não estamos mais juntos, mas ele (ainda) está no meu coração, e meu coração (ainda) é dele, e ele sabe disso, e é até bem provável, quase certo, que ele lerá este texto. É, eu sei que ele gosta das coisas que eu escrevo…(eu também gosto bastante do que ele escreve…) e, justamente por eu estar assim, tenho passado taaaaaaaantos momentos de solidão. Momentos só. So-zi-nha! E como tem sido difícil enfrentar esse momentos, viu…?

Penso que nenhuma dessas situações que ilustrei acima são piores umas que as outras. Todas são situações ruins e acabam nos fazendo sentir só. Todas elas são deveras doídas e dolorosoas…e acho que a única coisa que se pode fazer para tentar ajudar a atenuar essa dor dos momentos de solidão, é aprendermos a apreciar a companhia de nós mesmos. Esta, na verdade, é a única companhia que sabemos com certeza que sempre teremos a toda hora e em qualquer lugar. Trancado no banheiro: é so você. Com a porta do quarto fechada: é só você. Na hora da doença, no hospital, numa mesa de cirurgia: é só você. Quando se tem um segredo bem segredo, desses que só de pensar que outro pode descobrir, você morre de medo e de vergonha: isto é solidão! No momento de uma prova, um exame, um teste: você esta só. É como dizem por aí…“At the end of the day, no matter where you go, there you are”. (E no final das contas, pra onde quer que você vá, lá estará você.)

Pra encerrar, eis um poema do Pablo Neruda, absolutamente oportuno e propício:

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já…

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida…

Saudade é sentir que existe o que não existe mais…

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam…

Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

Qualquer semelhança é mera coincidência…*

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“Era uma vez uma garota chamada Meredith Grey. Era uma garota comum, sentada no balcão de um bar qualquer de Seattle, celebrando sozinha seu ingresso no Programa de Residência Médica de um dos melhores hospitais dos EUA. O que ela bebia? Tequila…

Era uma vez um homem chamado Derek Shepherd, recém-chegado de Nova Iorque. Neurocirurgião renomado, sentado na mesa de um bar qualquer de Seattle, tentando se adaptar à cidade e à nova realidade que o esperava e para a qual ele havia fugido, após os últimos acontecimentos. O que ele bebiba? Scotch…

Seus olhares se cruzaram. Eles se falaram. Conheceram-se. E quando haviam se dado conta, já estavam nus, deitados no chão da sala da casa dela.

Na manhã seguinte, ela o dispensa, toma banho e vai para o hospital. Era seu primeiro dia! E então, quando chega lá, descobre que o seu caso-de-uma-noite-só seria um dos seus chefes pelos próximos anos. Destino? Ou ironia do destino?

Após o impacto da surpresa, ela opta por tentar deletar aquele dia, ou melhor, aquela noite de sua memória, para o bem de seu aprendizado e vida profissional.  Sério mesmo? Ah! Como seria tudo tão diferente se fosse possível ser racional assim…

Os dias iam passando e as investidas de Derek, muito interessado em Meredith, não cessavam. Até que ela não quer mais resistir, e decide entregar-se: ao desejo, ao sentimento, a ele…

Mas, nesse dia, justo nesse exato dia, surge Addison, a esposa de Derek. Esposa? Então, ele é casado? Mas que canalha…!

Sim, Derek é casado. Ou era. Depende do ponto de vista. Havia mais de uma década que ele e Addison relacionavam-se. Os dois, médicos, trabalhavam e moravam em Nova Iorque. Tinham a vida aparentemente perfeita. Eram o casal aparentemente perfeito. Bonitos, ricos, bem sucedidos…até o fatídico dia em que Derek, ao chegar em casa do trabalho, flagra Addison na cama com Mark Sloan, melhor amigo de infância de Derek.

Como reagir a isso? Como superar tamanha traição? Derek preferiu não pensar. Apenas pegou seu trailer, fez alguns contatos e decidiu atravessar o país de leste a oeste, para ficar o mais distante possível do cenário da dor.

Agora, semanas depois, Addison resolveu procurá-lo, numa tentativa desesperada de salvar seu casamento.

E Meredith? Como fica no meio de tudo isso?? Transtornada. Obscura. Depressiva. Furiosa. E tantas outras coisas mais…Derek pede o divórcio, e está com os papéis prestes a serem assinados.  Meredith, ansiosa, nervosa, depressiva, e não sabendo mais o que fazer, tampouco conseguindo  resistir aos torturantes olhares de Derek, lhe diz:

OK, é isso. A sua escolha é simples: ela ou eu. E eu tenho certeza de que ela é ótima. Mas, Derek, eu te amo. De uma maneira muito, muito grande. A ponto de fingir gostar de seu gosto musical, deixá-lo comer o último pedaço de uma fatia de chessecake, segurar um rádio sobre a minha cabeça pra fora da janela. Infelizmente…a ponto de me fazer odiar amar você. Então, queira a mim. Escolha a mim. Me ame! Eu vou te esperar hoje a noite, se você decidir assinar os papéis…me encontre.

Mas, por razões que fogem tanto à emoção quanto à razão, Derek não assina os papéis. Ele não vai encontrar Meredith. Ele não a escolheu.

Como então, Meredith pode recuperar-se de tamanho baque? Como fazer com que esta dor absurda e este buraco em seu peito deixe de existir? Quisera ela saber…só o que ela sabe, é que dói demais…e então ela entra em um ciclo vicioso e destrutivo: tequilas depois do expediente, vários casos-de-uma-noite-só, pular, dançando, pela casa, com a música tocando no volume mais alto, num tentativa desesperada de não ouvir seu coração gritando por ele.

Meses se passam…e Derek, também torturado por vê-la daquele jeito,  e ensandecido por saber que a cada noite ela está envolta em braços que não são os seus, chama-a de vadia. Meredith reage, aos prantos e berros:

– Você não tem o direito de me chamar de vadia. Quando eu te conheci, eu pensei que tinha achado a pessoa com quem eu ia passar o resto da minha vida. E então, todos os caras, os bares e os óbvios problemas paternos  que tenho, de que importavam, pois eu achei que tinham acabado. Você me deixou. Você escolheu a Addison. Agora, eu estou com meus pedaços todos colados de volta e não, eu não me justifico pela forma como eu escolhi consertar aquilo você quebrou. Não me chame de vadia! O que eu representei pra você, afinal?

– Você?…Depois de tudo o que aconteceu, de tudo o que vi e vivi, você foi como retornar à superfície para respirar, após um longo e profundo mergulho.

O que na realidade Meredith não sabe é que, como ela, ele também sofre. Sofre por constatar a cada dia que amanhece, que fez a escolha errada. Sofre porque não consegue perdoar Addison. Sofre por não conseguir mais amá-la. Pois, na verdade, a mulher que ele ama agora é Meredith. Mas…ele não a escolheu. Ele escolheu Addison. Por acreditar, erroneamente, que ainda seria possível salvar o que já não tinha mais salvação. E assim, ele sofre. Meredith sofre. E Addison sofre.

Em um Natal, ela pergunta a Derek:

– Até quando você vai me punir pelo que eu fiz? Eu só preciso saber, pois assim irei encomendar uma camada de pele mais grossa pra poder aguentar.

– O Natal faz com que você queira estar com as pessoas que você ama. Eu não estou lhe dizendo isso para lhe magoar, nem porque eu quero deixar você, pois eu não quero. Mas a Meredith não foi apenas um caso. Não fiquei com ela por vingança. Eu me apaixonei por ela. E isso não desaparece só porque eu decidi ficar com você.

Em um certo dia, há uma ameaça de bomba no hospital. E quem está lá, sem poder sair? Meredith. Após toda confusão de polícia, bombeiros, explosão, morte, ela sai bem e sobrevive. À noite, Derek vai, sem avisar, à casa de Meredith, apenas para constatar que está tudo bem com ela.

– Ei. Você quase morreu hoje.

– Sim, eu quase morri hoje.

Derek fica olhando para ela, começa a andar para trás, em direção a porta, quando Meredith diz:

– Eu não consigo. Eu não consigo me lembrar do nosso último beijo.Eu quase morri hoje e tudo o que eu conseguia pensar era que eu não me lembrava quando foi nosso último beijo, o que é patético, mas…a última vez em que nós estávamos juntos e felizes, eu…eu não consigo me lembrar. Não consigo. Não recordo.

– Estou feliz que você não tenha morrido hoje…

Ele volta-se para a porta, abre. Mas antes de sair, diz:

– Era uma quinta de manhã, você estava vestindo aquela camiseta pequena e velha da Dartmouth com a qual você fica tão bem, aquela que tem um buraco atrás do pescoço. Você tinha acabado de lavar seu cabelo e ele cheirava a algum tipo de…flor. Eu estava atrasado para uma cirurgia, você disse que me encontraria depois, e então você se inclinou em minha direção, pôs a mão em meu peito e me beijou. De leve.  Foi rápido. Como se fosse um hábito. Você sabe, como se nós fôssemos fazer isso todos os dias pelo resto de nossas vidas. E então você voltou a ler o jornal e eu fui embora. Esta foi a última vez em que nós nos beijamos.

Ele vai embora.


Porque você nunca pensa que a última vez será a última vez. Você acha que haverá outras. Você acha que tem o “para sempre”, quando na verdade não tem…


Passam-se dias, semanas, meses…e por mais uma desta ironias do destino, Meredith acaba se envolvendo com Finn, veterinário do cachorro que ela e Derek haviam comprado, e que adoeceu e veio a morrer.

Derek vai procurar Meredith, para saber como ela está:

– Meredith!

– Me deixe em paz.

– Meredith…

– Apenas me deixe em paz!!!

– Eu só quero saber se está tudo bem.

– Não. Não está tudo bem. Ok? Satisfeito? Eu não estou bem. Porque você tem uma esposa, nosso cachorro morreu e agora você está olhando pra mim. Pare de olhar pra mim.

– Eu não estou olhando pra você. Eu não fico olhando pra você…

– Você fica sim olhando pra mim. E você me encara, e me vigia. E Finn? Finn tem planos, sabia? E eu gosto dele. Ele é…perfeito pra mim, e eu estou realmente me esforçando pra ser feliz, só que eu não consigo respirar. Eu não consigo respirar com você me olhando desse jeito, então pare!

– Você pensa que eu quero olhar pra você? Que eu não preferia estar olhando pra minha esposa? Sou casado! Tenho responsabilidades. Ela…ela não me leva a loucura. Ela não faz com que seja impossível eu me sentir normal. Ela não faz eu ficar com meu estômgao embrulhado só de imaginar as mãos do meu veterinário tocando-a. Oh…eu daria tudo para não ficar olhando para você!

Eles passam alguns segundos se encarando. Ofegantes. Até que ele a agarra pela cabeça e a beija. Eles fazem amor..e depois vão embora como se nada tivesse acontecido.

No dia seguinte, Derek vai atrás de Meredith:

– E então, o que isso significa?

– Significa que você tem uma escolha. Você tem uma escolha a fazer. E eu não quero apressá-la a fazer essa escolha antes de você estar pronta. Nessa manhã eu vinha aqui…eu ia dizer…o que eu queria dizer é que…mas agora só o que eu consigo dizer é que… eu estou amando você. Estou apaixonado por você desde…sempre! Sim, eu estou atrasado. Sei que eu estou um pouco atrasado em lhe dizer isso. Eu apenas, eu apenas quero que você leve o tempo que quiser, sabe? Tome todo o tempo que você precisar, porque você tem uma escolha a fazer. E quando eu tive uma escolha a fazer, eu escolhi errado. Boa noite!

Derek finalmente descobriu o que ele queria. Ele a queria. Ele queria Meredith. Ele queria casar com ela. Queria ter filhos com ela. Queria construir uma casa pra ela. Tudo o que ele queria era morrer aos 110 anos de idade, nos braços dela. Ele não a queria apenas por 48 horas ininterruptas. Ele a queria por uma vida inteira! Ela era aquela ao lado de quem ele queria acordar e ir dormir todos os dias, e fazer tudo entre esses dois momentos do dia. Ele havia entendido que eles, juntos, podiam ser extraordinários, muito mais do que apenas ordinários, se separados...


Sei que esse texto não ficou tão bom, mas quis publicá-lo mesmo assim. Resolvi escrevê-lo 100% baseado e inspirado na trama de Grey’s Anatomy – vide observação abaixo – que é um seriado pelo qual me apaixonei desde o ano passado, em uma época muito particular e específica da minha vida, onde um turbilhão de coisas  importantes e gigantescas (pelo menos, pra mim) estavam acontecendo ao mesmo tempo. Ele me cativou desde o primeiro episódio, por causa da história, por causa do romance, por causa da trilha sonora (que é ma-ra-vi-lho-sa!!), por causa do Patrick Dempsey (rsrsrsrs), por causa dos diálogos tão verdadeiros, por causa das narrações tão profundas e reflexivas. Já cansei de chorar assistindo aos episódios. E também, por diversas vezes, já passei o restante do dia pensando e refletindo sobre o assunto em torno do qual o episódio girava. Tem muito material humano ali. Demais mesmo…Por tantas e tantas vezes eu já me identifiquei com alguma fala ou frase, com alguma situação, com alguma dor das personagens, com algum dilema…E sim, é claro que eu sei que eles não existem na “vida real”. São personagens, afinal. Falsos. Fictícios. Mas, é impressionante como a gente encontra veracidade e correspondência entre os acontecimentos da trama e as nossas vidas aqui fora. Então, por tudo isso, é que eu resolvi fazer esse texto. Alguns diálogos foram copiados na íntegra, eu apenas os traduzi. E é por isso, também, que o título dele é “Qualquer semelhança é mera coincidência”. Por que, de fato, há sim MUITAS  semelhanças. Mas, elas são simples coincidências. E nada  mais além disso…


(* Texto escrito baseado na trama de Grey’s Anatomy, seriado exibido há 6 anos pela TV norte-americana, produzido por Shonda Rhymes, e cuja estória principal gira em torno do romance de Meredith Grey e Derek Shepherd.)