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Num lugar além do arco-íris.

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ESSE TEXTO É PRA TI:

Ano passado, você me apresentou a Pollyanna! Por isso, nesse ano resolvi ler uns clássicos da literatura mundial que ainda não havia lido por inteiro. Assim, já passei pela Metamorfose (do Franz Kafka), A Carta ao Pai (tb do Franz Kafka – acho que vc iria gostar desse, inclusive), Alice no País das Maravilhas,  e agora estou no Mágico de Oz (os próximos da lista serão O Morro dos ventos Uivantes e Pequeno Príncipe). Tenho alternado entre esses livros e outros mais atuais e “pops” (tipo a saga do Crepúsculo, etc). Eu amo ler, afinal…
Mas bem, sendo adulta e lendo livros como o da Alice e O Mágico de Oz, é possível retirar lições e impressões que certamente não foram tiradas quando eu era criança e li os livros/vi os filmes.
No Mágico de Oz, por exemplo (ainda tô no início), mas só o começo dele já traz uma mensagem capaz de te fazer refletir por um bom tempo…
A Dorothy (personagem principal) mora sozinha em uma fazenda com os tios e não tem outros familiares nem amigos. Seu único companheiro é o cachorro, o Totó, que desaparece. E quando ela procura a tia, desesperada pelo sumiço de seu melhor amigo, a tia manda que ela se vire sozinha para encontrá-lo e que vá encontrar um lugar onde ela não meta mais em apuros. Depois disso, no filme, é onde tem  a cena na qual ela canta esta música do vídeo abaixo, que acabou se tornando um clássico das trilhas sonoras, cantado pela Judy Garland no filme.
Bem, resolvi escrever tudo isso pra você porque sei como você tem estado…pressão, estresse, problemas, etc….e essa é uma música que fala de ESPERANÇA! Dorothy crê que há um lugar, além do arco-íris, onde tudo vai bem e onde os sonhos se tornam realidade, muito embora ela não saiba onde esse lugar fica…e depois disso é que acontece o “milagre”: surge uma TEMPESTADE (qq semelhança é mera coincidência…) que a transporta magicamente para a Terra de Oz, que era o lugar além do arco-íris, pra ela!!! Deu pra sacar? A reviravolta, o rebuliço, a confusão, ter perdido o Totó naquele momento, foram essas coisas que acabaram levando Dorothy para o lugar onde ela queria ir mas que não sabia como encontrar.

Eu sei que você gosta de chuvas e de tempestades…. E eu tava pensando aqui com minhas pérolas (sim, porque sou fina e uso pérolas e não apenas “botões”! kkkkk), como é gostoso quando, no meio da tempestade, a gente encontra alguém que está disposto a tomar banho com a gente, ou então, a emprestar o guarda-chuva, caso a gente não queira mais se molhar. Eu já disse e repito, pra você sempre se lembrar que, apesar e acima de tudo que se passou, eu também sou super fã de tomar banhos de chuvas, mas que, por via das dúvidas, em também tenho guarda-chuvas de reserva.

Então, você pode terminar de ler esse texto agora, assistir o vídeo e prestar atenção na letra da canção e deixar ela penetrar lá naqueles cantinhos da sua alma onde ninguém mais consegue alcançar. E daí, você pode deixar as lágrimas virem, não há problema nem vergonha alguma nisso! Lado A e Lado B, lembra??? Assim, você pode dar permissão à Esperança para que ela tome conta de você, da mesma forma como ela fazia a muitos anos atrás, mas acabou se esvaindo pelo meio do caminho por causa das “cicatrizes que a vida te fez”……ter “medo de fazer planos, de tentar e sofrer outras vezes” é natural e humano. O que não é humano é deixar de fazê-los, deixar de tentar, por causa desses medos. Eu tenho fé que você é capaz disso. Do fundo do coração…e nos momentos em que você não tiver essa fé, pode gritar e eu vou fazer o que estiver ao meu alcance pra te ajudar a fazer essa fé renascer dentro de ti.

Há um lugar além, onde o céu é azul, onde os pássaros voam e onde os problemas derretem como gotas de limão…”

Leu? Ouviu? Pronto! Agora, não esquece que tô chegando com a janta!!!! kkkkk

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Solidão, tempestades, ventanias, e outras coisas…

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Rain “Minha força está na solidão. Não tenho medo de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite”. Clarice Lispector escreveu isso. Lendo essas palavras, o mais impressionante, porém, não é a ideia de que minha força possa estar na solidão, e sim que eu tenha me acostumado a procurar minha força em toda parte, exceto na solidão.

Saia de casa. Vá à festa. Ao bar. Ver gente, dizem. Não sendo possível, existem entorpecentes ao alcance da mão: a televisão solidária, o correio eletrônico em que smiley faces de óculos escuros pesam o mesmo que um parágrafo inteiro, 140 caracteres para contar como chove ou como vai a dor de cabeça. Um novo toque no celular, com uma nova mensagem de texto. amizades “light” nos sites de relacionamento.

E a solidão, aquele monstro, fica ali no canto, de olhos meio vidrados, se esquecendo de rosnar, a baba imobilizada no canto da boca.

Mas, e se minha força estiver na solidão e eu estiver, por pura tolice, confundindo heróis e vilões?

Afinal, eu também sou o escuro da noite. Eu também sou o que sobra em casa depois que todo mundo saiu e o que sobra na cidade depois que todo mundo foi dormir.

Eu também sou isso, o silêncio que existe de dentro pra fora, como algo que se alastra, que transforma até o ruído externo numa coisa sem sentido. Eu também sou eu, apenas eu só. E mais nada nem ninguém, mesmo na esquina mais movimentada da maior cidade do mundo. Mesmo no meu lugar preferido do mundo!!!

Também sou o último passageiro do ônibus, e a voz que ninguém ouviu.

É preciso grande humildade pra coabitar comigo, porque não ter medo d chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, é não camuflá-las com auto-ajuda.

Mas, só tenho como ser o claro do dia sendo, também, o escuro da noite. Do contrário, a minha vida é rasa e os meus sentimentos, pequenas pérolas falsas. Dito de outro modo: só tenho como acompanhar e me fazer acompanhar se descriminalizar em mim a solidão.