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“Foi você a razão e o porquê de nascer este texto assim…”

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Acabei de chegar em casa. Acabamos de desligar o telefone. Entrei no meu quarto e, quando bati a porta, eu não sabia o que fazer. Simplesmente, não sabia o que fazer…sabe quando uma coisa tão ruim acontece com você e te deixa de um jeito que te faz ficar desnorteada e, até mesmo, apática? E olha que isso é uma reação tão “não-a-minha-cara”, porque eu sou uma pessoa super pró-ativa e diligente. Mas, hoje eu fiquei assim…e então, eu chorei. Chorei porque meu coração tava doendo demais da conta. Chorei porque ele tava tão pequenino e apertado que eu não sei nem descrever.  Chorei pela gente, pelo sonho, pelo ideal  de haver um “nós dois”. Chorei por causa da saudade que sinto de você, e que eu sei que vai ficar maior a cada dia e eu não vou poder matá-la. Chorei por tudo isso, e chorei por tantas outras coisas. Chorei tanto…e seria até redundante dizer que enquanto escrevo essas palavras, as lágrimas embaçam meus olhos.

Não, eu não te digo isso pra te comover. Não, eu não te conto isso pra te fazer sofrer nem sentir-se culpado, muito menos pra te amolecer ou fazer mudar de idéia. Não! Eu te revelo tudo isso pra que você apenas saiba o que se passa comigo, e o que há no meu coração, sabe porque? Porque ele é seu. Sim, meu coração agora pertence a você. Não sei dizer até quando, mas sei que será assim por algum tempo ainda, pois você  não o roubou e sim conquistou-o. Sabe como? Sendo quem você simplesmente é. Eu me apaixonei! E não tenho vergonha alguma de dizer isso, e nem medo.  Apaixonei porque, dentre várias outras coisas, você é o tipo de homem que tem atitudes de quem se importa, como “deixar a minha bici lá, pelo tempo que for”, sabe?…Apaixonei pelo homem que você é. Pelo pai que você é. Pelo ser humano tão sensível, e terno e único e  cuidadoso e intenso e verdadeiro que você sempre foi comigo. Apesar do pouco tempo, e da rapidez de todas as coisas, tenho a impressão de que te conheci de um jeito tão profundo e íntimo, como pessoas que te conhecem a anos e anos jamais conheceram. De igual forma, eu me abri e mostrei meu “eu” à você como pouquíssimas e raríssimas vezes antes. Eu gostei de você do jeitinho que você é.  Você me tratou bem, como diz aquela música, e eu descobri alguns dos seus segredos, e não tive medo…E sei que você gostou de mim assim, também.

Eu também achei tudo mágico. Eu também acordava e dormia pensando em ti. Eu também sentia tantos frios e elevadores na barriga. E já fazia muuuuuuuuuito tempo que eu não sentia mais isso. Eu me senti como se tivesse vida de novo e vida nova!  Você foi como um ar fresco entrando pelos pulmões na primeira luz de um dia ensolarado. Depois de tudo o que passei, e de tudo o que vivi, ter você na minha vida significou isso.

Mas, eu entendo. Entendo tudo o que você disse e escreveu, e entendo tudo o que conversamos. E minha resposta a tantas coisas nesse momento também poderia ser “Não sei. Não sei. Não sei.” Porque, sabe só o que eu sei agora? É que eu queria estar e ficar contigo. A única coisa que eu sei é que eu queria caminhar do teu lado, segurando sua mão e dividir essa carga pesada que você tá carregando, pra te ajudar, te trazer alívio e alegria no meio da tribulação e caso você cansasse no meio do caminho, te fazer parar, deitar no meu colo e te cantar uma canção. Só o que sei é que eu queria dormir de conchinha e acordar do outro lado da cama (rsrsrs) tantas outras vezes com você. Queria que você nunca mais passasse mal e tivesse que ir parar em um hospital. Mas, queria também , caso isso viesse a acontecer, cuidar de você  tantas vezes quantas fossem necessárias. Queria coçar suas costas e te fazer ter arrepios todos os dias, ou até várias vezes em um  único dia.  Era tão bom te ver assim, sabia? Queria me perder com você infinitas vezes pela rua de qualquer cidade que fosse. E passar tantas outras madrugadas inteiras conversando sobre tudo. Queria te  fazer surpresinhas, e dar presentinhos! Queria também poder te ajudar com os meninos, no que fosse preciso. Eu sei que aprenderia a amá-los, não como você os ama, mas da melhor forma que eu fosse capaz de amar. Não, eu não queria ser mais um peso. Nem mais uma a te cobrar, tampouco a te apontar o dedo em acusação, julgamento e condenação. Pelo contrário! Eu queria é te defender! Comprar suas brigas. Te proteger, como eu me senti protegida e tão bem guardada enquanto estive ao seu lado.Eu queria tudo isso, e eu queria tanto mais…

Mas, eu te respeito. Como você sempre me respeitou, eu te respeito. Porque te gosto! E quando a gente gosta de verdade de alguém, é assim que deve ser. Por mais que machuque! Por mais que a dor pareça rasgar o peito…é assim que deve ser, e é assim que vai ser, como você quer.

Não há mágoas. Não há rancores. Não há ressentimentos. Há, sim, uma tristeza bem grande. E dor que não sei descrever com palavras.

Te esquecer vai ser impossível, porque não tem como te apagar da minha memória. E nem eu quero isso! Você entrou pra minha história, pra minha vida, pra minha história de vida. E agora, no Livro da Minha Vida, há um capítulo com o seu nome. Se ele está acabado? Só o tempo vai responder…E daqui por diante, vai ser tão difícil ver essas coisas e não lembrar de você, e não deixar um sorriso bobo brotar em meu rosto: iogurtes, salsichas, coca (especialmente a “Zero”), H20, extintores de incêndio (rsrsrsrsrs), máquinas de ticket de estacionamento, Pollyanna, fazendinha, funk (e até mesmo pagode – que ironia!!! rsrsrsrs), Ana Carolina, Vercilo, andar na Paulista, Pequeno Príncipe, camarão, calças azuis ridículas, capelas da SUD, torre do Banespa Santander, caminhões da “Expresso Araçatuba” (tem taaaaantos por aqui!!!), Torcida, a raquete de matar mosquito, e etc, etc, etc.

Como eu te disse, não me arrependo de nada, absolutamente nada do que fiz e do que aconteceu. Sabe porque? Porque se tivesse a chance, faria tudo novamente. Agora, eu só lamento o gostinho  de frustração que isso tudo vai deixar. E de “quero mais”, também. A gente podia ter aproveitado tantas outras coisas mais, só que nem vou enumerar aqui, pra não me doer mais ainda, e por crer que você faz idéia de tudo isso…

Você conquistou a mim, e ganhou meu coração. Agora, é a hora de conquistar a você mesmo! Sonhe, e lute pra realizar seus sonhos. Você tem força e competência pra isso, jamais duvide dessa verdade! Torço demais por ti, e desejo muito o seu êxito.E tenha a mais absoluta certeza de que eu sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre, sempre estarei aqui.

Isto não é uma despedida. Nem um “Adeus!”. É um simples “Tchau!”. Ou, quem sabe, um “Te vejo por aí”.

E como as músicas sempre fizeram parte da nossa história, deixo neste texto a letra desta canção. Ah! E a nossa trilha sonora vai continuar sendo sempre nossa. Assim, te peço, depois de ler esse texto, ouve de novo a música do Daniel Bedingfield (aquele vídeo, com a tradução)?

Do fundinho do fundo do meu coração, beijinho bem suave na ponta do nariz,


Daquela que (ainda) é sua Menininha.

Realize

Compreenda

Take time to realize

Leve tempo para compreender

That your warmth is crashing down on me

Que o seu calor está se estatelando sobre mim

Take time to realize

Leve tempo para compreender

That I am on your side

Que eu estou do seu lado

Well, didn’t I, didn’t I tell you?

Bem, eu não te disse? Eu não te disse?

But I can’t spell it out for you.

Mas eu não posso soletrar isso para você

You know, it’s never gonna be that simple

Você sabe, nunca será tão simples assim

No, I can’t spell it out for you

Não, eu não consigo soletrar isso para você

If  you just realize

Se você apenas compreendesse

What I just realized

O que eu acabei de compreender

That we’d be perfect for each other

Que nós seríamos perfeitos um para o outro

And we’ll never find another

E nós nunca acharemos um outro

Just realize

Apenas compreenda

What I just realized

O que eu acabei de compreender

We’d never have to wonder

Nós nunca teríamos que nos perguntar

If we missed out on each other now

Se perdemos um ao outro agora

Take time to realize

Leve tempo para compreender

Oh, I’m on your side

Oh, eu estou do seu lado!

Oh, didn’t I tell you?

Oh, eu não te disse?

Take time to realize

Leve tempo para compreender

This all I can pass you by

Que isso tudo pode passar por você

Didn’t I tell you?

Eu não te disse?

If  you just realize

Se você apenas compreendesse

What I just realized

O que eu acabei de compreender

That we’d be perfect for each other

Que nós seríamos perfeitos um para o outro

And we’ll never find another

E nós nunca acharemos um outro

Just realize

Apenas compreenda

What I just realized

O que eu acabei de compreender

We’d never have to wonder

Nós nunca teríamos que nos perguntar

If we missed out on each other, but

Se perdemos um ao outro agora, mas

It’s not the same

Não é a mesma coisa

You know, it’s never the same

Você sabe, não é a mesma coisa

If you don’t fell it, too.

Se você não sente isso também

If you meet me half way

Se você me encontrar no meio do caminho

If you would meet me half way

Se você quiser me encontrar no meio do caminho

It could be the same for you

Poderia ser o mesmo pra você

If you just realize

Se você apenas compreendesse

What I just realized

O que eu acabei de compreender

If we missed out on each other now…

Se perdermos um ao outro agora…

We missed out on each other now.

Nós perdemos um ao outro, agora.

…*…




E ponto final.

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Tenho lembranças bastante nítidas de quando estava no primário, e, na escola, a professora passava ditado.

“- Ponto de exclamação”.

“- Ponto em seguida.”

“- Ponto parágrafo.”

“- Vírgula.”

“- E ponto final.”

Eu ficava um tanto quanto triste ao ouvir esta última frase, pois adorava escrever, era uma das tarefas mais divertidas pra mim, naquela época.

E então, outro dia, em função dos acontecimentos recentes da minha vida (fim do noivado, mudança de vida, troca de igreja, etc…), de repente essa frase ficou ecoando na minha cabeça: “E ponto final.”

Como eles são necessários na vida da gente…por mais difíceis, doloridos e até incômodos. Precisamos dos pontos finais. Precisamos das finalizações. Necessitamos dos términos. Porque, sem eles, é ABSOLUTAMENTE impossível que haja um novo começo. Ou, recomeços.

Acontece que, pra gente fazer uso dos tais pontos finais, é preciso ter coragem! Porque depois deles, na página seguinte, tem uma folha em branco, prontinha pra ser preenchida. É o novo, as novidades, a descoberta, o desconhecido! E tem coisa pra dar mais medo na gente e frio na barriga do que isso???

Só que, na minha opinião, quanto mais adiamos um ponto final que sabemos ser inevitável, mais sofremos e fazemos os que estão ao nosso redor sofrerem também, por terem que continuar fazendo parte de uma história que já deveria ter acabado. Falando de minhas experiências: meus pais se separaram quando eu já estava com quase 20 anos. Todavia, lembro muito bem que a vida conjugal deles já tinha sido seriamente abalada muuuuuitos anos antes disso. Mas, certamente faltou coragem pra colocar o ponto final. E assim, o tempo foi passando, os anos foram passando…se eles tivessem tomado a atitude de terminar o relacionamento antes, penso eu, não teria que ter vivido alguns traumas tais quais ver meu pai, bêbado, jogando sua pistola automática calibre 42 na direção da minha mãe, dizendo a ela para mata-lo de uma vez por toda e acabar logo com tudo aquilo. OU SEJA, ele sabia que tinha que por um ponto final, mas era tão covarde pra tanto, que preferia que alguém fizesse isso por ele, matando-o! Eu tinha 11 anos e NUNCA vou esquecer dessa cena, pode passar o tempo que for.

O fato é que pontos finais dóem sim. São chatos, sim. São difíceis e complicados, sim. Mas, ao longo de nossas vidas, nas subidas e descidas e curvas que a estrada tem, é impossível evita-los, e adia-los pode ser ainda mais desastroso!

Como recentemente eu descobri a Pollyanna e o Jogo do Contente, nada mais consolador do que, diante da iminência de um ponto final, procurar algo com o que ficar contente diante daquela situação. Talvez seja ruim pedir demissão e ficar desempregado. Mas, é uma possibilidade para arrumar um emprego melhor. Ou, quem sabe, poder passar alguns dias dormindo até mais tarde! Talvez seja realmente dificílimo desfazer um noivado às vésperas do casamento. Mas, certamente é bem melhor do que casar e ser infeliz, por falta de amor. Talvez, seja terrível ter que por o tal ponto final em um casamento de 10 anos. Mas, quem sabe não é esse o caminho que se precisa tomar para seguir um rumo novo na vida, que vai lhe levar a lugares antes apenas sonhados, a pessoas incríveis e especiais das quais você não poderia desfrutar se ainda tivesse nos “pontos em seguida”, e a sensações há muito perdidas??

Adiar o que deve ser feito hoje apenas trará mais problemas. Não temos o poder de evitar o que é inevitável. Mas, na minha opinião, ultimamente penso que nada se compara a uma página limpa, em branco. Prontinha pra ser escrita, enfeitada, desenhada com tudo de bom que há por aí e que pode resultar de uma atitude corajosa de colocar um PONTO FINAL em um capítulo da sua vida, para que outro, melhor ainda, possa ser iniciado.

Ponto.

Final!

<a href=”http://apaulinha.files.wordpress.com/2009/12/ponto-final.jpg”><img class=”alignright size-full wp-image-7″ title=”Ponto final” src=”http://apaulinha.files.wordpress.com/2009/12/ponto-final.jpg&#8221; alt=”” width=”282″ height=”171″ /></a>

<strong>E ponto final.</strong>

Tenho lembranças bastante nítidas de quanto estava no primário, e, na escola, a professora passava ditado.

<em>“- Ponto de exclamação”.</em>

<em>“- Ponto em seguida.”</em>

<em>“- Ponto parágrafo.”</em>

<em>“- Vírgula.”</em>

<strong><em>“- E ponto final.”</em></strong>

Eu ficava um tanto quanto triste ao ouvir esta última frase, pois adorava escrever, era uma das tarefas mais divertidas pra mim, naquela época.

E então, outro dia, em função dos acontecimentos recentes da minha vida (fim do noivado, mudança de vida, troca de igreja, etc…), de repente essa frase ficou ecoando na minha cabeça: <strong>“E ponto final.”</strong>

Como eles são necessários na vida da gente…por mais difíceis, doloridos e até incômodos. Precisamos dos pontos finais. Precisamos das finalizações. Necessitamos dos términos. Porque, sem eles, é ABSOLUTAMENTE impossível que haja um novo começo. Ou, recomeços.

Acontece que, pra gente fazer uso dos tais pontos finais, é preciso ter coragem! Porque depois deles, na página seguinte, tem uma folha em branco, prontinha pra ser preenchida. É o novo, as novidades, a descoberta, o desconhecido! E tem coisa pra dar mais medo na gente e frio na barriga do que isso???

Só que, na minha opinião, quanto mais adiamos um ponto final que sabemos ser inevitável, mais sofremos e fazemos os que estão ao nosso redor sofrerem também, por terem que continuar fazendo parte de uma história que já deveria ter acabado. Falando de minhas experiências: meus pais se separaram quando eu já estava com quase 20 anos. Todavia, lembro muito bem que a vida conjugal deles já tinha sido seriamente abalada muuuuuitos anos antes disso. Mas, certamente faltou coragem pra colocar o ponto final. E assim, o tempo foi passando, os anos foram passando…se eles tivessem tomado a atitude de terminar o relacionamento antes, penso eu, não teria que ter vivido alguns traumas tais quais ver meu pai, bêbado, jogando sua pistola automática calibre 42 na direção da minha mãe, dizendo a ela para mata-lo de uma vez por toda e acabar logo com tudo aquilo. OU SEJA, ele sabia que tinha que por um ponto final, mas era tão covarde pra tanto, que preferia que alguém fizesse isso por ele, matando-o! Eu tinha 11 anos e NUNCA vou esquecer dessa cena, pode passar o tempo que for.

O fato é que pontos finais dóem sim. São chatos, sim. São difíceis e complicados, sim. Mas, ao longo de nossas vidas, nas subidas e descidas e curvas que a estrada tem, é impossível evita-los, e adia-los pode ser ainda mais desastroso!

Como recentemente eu descobri a <a href=”http://pt.wikipedia.org/wiki/Pollyanna”>Pollyanna e o Jogo do Contente</a>, nada mais consolador do que, diante da iminência de um ponto final, procurar algo com o que ficar contente naquela situação. Talvez seja difícil ter que pedir demissão e ficar desempregado. Mas, é uma possibilidade para arrumar um emprego melhor. Ou, quem sabe, poder passar alguns dias dormindo até mais tarde! Talvez seja realmente ruim desfazer um noivado às vésperas do casamento. Mas, certamente é bem melhor do que casar e ser infeliz quando não se ama aquela pessoa. Talvez, seja terrível ter que por o tal ponto final em um casamento de 10 anos. Mas, quem sabe não é esse o caminho que se precisa tomar para seguir um rumo novo na vida, e que vai lhe levar a lugares antes apenas sonhados, a pessoas incríveis e especiais das quais você não poderia desfrutar se ainda tivesse nos “pontos em seguida”, e a sensações há muito perdidas??

Adiar o que deve ser feito hoje apenas nos trará mais problemas. <span style=”text-decoration: underline;”>Não temos o poder de evitar o que é inevitável. </span>Mas, na minha opinião, ultimamente penso que nada se compara a uma página limpa, em branco. Prontinha pra ser escrita, enfeitada, desenhada com tudo de bom que há por aí e que pode resultar de uma atitude corajosa tal qual colocar um <strong>PONTO FINAL</strong> em um capítulo da sua vida, para que outro, melhor ainda, possa ser iniciado.

Tenho vivido isso. E não me arrependo nem um segundo sequer………

Ponto.

Final!

Uma história comum.

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diario-da-nossa-paixaoNum dia comum, uma garota comum conheceu um cara comum. Era tudo ordinário, corriqueiro. Nada que chamasse, ou que merecesse atenção especial. Pelo menos,era isto o que ELA imaginava.

No dia seguinte, um telefonema. Minutos Dezenas Centenas de minutos ao telefone…uma ligação que parecia não ter fim, e ao mesmo tempo, ELES nem sentiam o tempo passar (como, num futuro não distante, saberiam que seria sempre assim quando estivessem juntos)…Alta madrugada já quando ELA, assustada, vê a hora avançada, próxima do raiar do sol, e então, pede, mesmo sem querer, para desligarem.

Aquele telefonema transformou-se em outro, e mais outro e mais outro. Ligação do “Bom dia!”.

Ligação do “Você já almoçou?”.

Ligação do Você já está em casa?”.

Ligação do “Só liguei pra te dar boa noite” que se transformava em mais inúmeros minutos noite e madrugada adentro……

Mensagens trocadas ao longo do dia, cheias de carinho.

Em poucos dias,tinham a ilusão de se conhecerem como ninguém.Muito embora tivessem se visto pessoalmente apenas uma vez.

ELA passava por um momento delicado em sua vida.Saindo de um relacionamento sério e “estável”.E sem querer,mas querendo, sem se dar conta,mas se dando, ELA foi se apegando…e ELE, entrando…de fininho, de mansinho, como só ELE seria capaz de fazer.Era o ombro amigo na hora certa. Era o “pai” cuidadoso e que pegava no pé. Era o “irmão” que a fazia rir e se lembrar de como a vida era boa assim, daquele jeitinho.

ELE queria vê-la de novo. E logo. Ligava. Pedia.Implorava,até! ELA?? Queria também. Muito. Mas…temia. Temia pelo que poderia vir a acontecer, pelo que poderia vir a não acontecer…temia,simplesmente.

Não demorou muito, ELA decidiu e foi. Foram…E ELES se viram, e se abraçaram, e se beijaram, e andaram de mãos dadas, e ficaram calados, abraçados, olhando a água e sentindo o vento bater…

O beijo dele? ELA logo veria que não conseguiria resistir….

Um dia depois, a saudade começou a doer tanto…e um novo encontro aconteceu. Com chuva! Distante! Na beira da praia!! Insano, mas inesquecível.

Depois disso, paixão declarada. Como poderiam negar? Ou esconder um do outro?? Sabiam que não fazia muito sentido…não da forma como tudo estava acontecendo…mas, quem foi que disse que as coisas tem que fazer sentido na vida, para darem certo?

Paixão. Desejo. Saudade. Tesão. Carinho. Aconchego. Confiança. Amizade!

Porém (como toda boa história, esta também tem um), as coisas não eram assim tão simples quanto aparentavam ser…nem pra ELE, nem pra ELA. Daí, a dor começou a aparecer. E as complicações. E os problemas. E as perguntas.

ELA, dividida e confusa, apesar de envolvida e já apegada. ELE, apesar de apegado e envolvido, confuso e dividido.

O maior medo dela, dentre todos os outros medos, era o de perder o GRANDE amigo que ganhara.Pessoinha especial demais, incomparável, a qual, quisera ELA, pudesse sempre ter por perto.Havia entre eles uma ligação difícil de se ver por aí, nos dias de hoje……

Acontece que, ELA sabe, tem horas em que a razão precisa falar mais alto que a emoção. Senão, que diferença faz ser humano?

Assim, depois de alguns acontecimentos um tanto quanto problemáticos, emblemáticos, traumáticos, ELA sabe que a coisa mais sensata a ser feita é dizer “Adeus”, muito embora sua alma relute exageradamente em fazer isso. Só o Imaginar já é dolorido, quanto mais o Fazer??……”Como ficar sem ELE?”, ela pensa. “Como não ter seus beijos? Como não receber suas ligações com imensa alegria no rosto?Como não sentir tanta saudade e ao mesmo tempo tanta satisfação em poder matá-la, ao se encontrarem? Como não ouvir a sua voz, tão amável e querida? Como não sentir o toque macio e quente de suas mãos ao lhe envolver? Como achar graça nos seus dias tão simples, ordinários e comuns, sem ter ELE por perto?

Mesmo assim, com todos esses “Como” gritando dentro de si, ELA sabe o que deve fazer. E nesta hora, inevitável é que as lágrimas rolem em seu rosto…Dói!

Ao telefone:

ELA (depois de meia hora de ligação,na porta do cinema) – Preciso ir…já perdi meia hora de filme.

ELE – Ah tá…que filme vais ver mesmo?

ELA (querendo muito que ele notasse que na verdade isto não era apenas o nome do filme,mas o que ela de fato queria poder dizer naquele momento,muito embora soubesse que talvez não fosse capaz de cumprir) – Te amarei para sempre.

ELE – Repete…

ELA – Te amarei para sempre

ELA, então, entra na sala de cinema…mas passa  a hora e meia seguinte sem conseguir pensar em nada que não fosse ELES DOIS. E no que ELA teria que fazer, depois do feriado e das viagens, quando se vissem novamente.

ELE choraria, ELA sabia. E naquele momento, não havia nada que  cortasse mais seu coração, do que vê-lo chorando.E ELA, pensava, “quantas lágrimas derramarei até que este aperto saia do meu peito, e que a dor passe?” Dias…meses…anos…..quem pode responder??

Buscando consolo e alento, ELA imaginava se um dia ao longo dos caminhos e descaminhos da vida, os seus caminhos se cruzariam novamente. Quem sabe?? ELA, certamente não…pois, só o que ELA sabe é que ELA jamais veria o rio, aquela praia na chuva ou iria aquela sorveteria sem que ELE estivesse em seu pensamento. E isto, pode passar o tempo que for……

Eu só queria dizer

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Eu só queria dizer:

– que estou sofrendo mais do que esperava, mas menos do que deveria…

– que queria muito que isso tudo passasse logo;

– que o sentimento de frustração faz a dor da perda ser mais aguda;

– que eu tinha esquecido como fins de relacionamentos são difíceis;

– que a sensação que tenho é a de que terei que me reconstruir agora, pedaço por pedaço;

– que ficar só pode ser bom e ruim ao mesmo tempo;

– que eu ainda acho que me devo um porre, daqueles homéricos , (de preferência de tequila Jose Cuervo plata) por tudo o que tem acontecido;

– que eu daria minha vida por uma viagem pro outro lado do mundo onde eu pudesse encher minha cabeça com coisas novas e me desintoxicar de tudo por aqui;

– que eu queria tanto que as pessoas não me perguntassem por ele quando me encontrassem,apesar de saber que isso é meio impossível;

– que outros caras não se aproveitassem esse momento de carência pra vir me cantar. Isto é um saco!;

– que eu não tivesse nunca mais que passar por isso na vida,embora eu saiba que isso é uma coisa que não se tem muito como impedir;

– que eu sei que isso tudo vai passar, mas que eu NÃO acredito que o tempo seja o melhor remédio,como se diz por aí.

O fim.

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borboletaE mais uma vez chego ao fim de um relacionamento. Aliás, eu diria, dO relacionamento. Sim, porque não se fica noiva de qualquer pessoa. Ele era o cara que eu acreditava que fosse “The One”. Aquele pra toda a vida. Mas……….não era.

Foi tudo conversado. Foi tudo chorado.Talvez nem tudo externado. Mas, definitivamente, tudo acabado.

Aliança tirada. Aliança devolvida. Aliança rejeitada. Aliança jogada fora no túnel.

Em casa,juntar fotos, roupas, cd’s, livros, cartas…incrível como um relacionamento pode caber dentro de uma caixa?

Por um tempo vou ficar, sim, na fossa. Eu sei disso, me conheço.Meio reclusa, ouvindo músicas tristes, vendo filmes que me fazem chorar.Isto faz parte do meu luto, afinal houve sim uma morte: a de nós 2.Mas, nada disso é eterno, disso eu sei.

Os “Fins” são assim…incômodos, chatos, por vezes, doloridos.Mas, absolutamente necessários quando se quer (e se precisa de) um novo começo.

E é nesta direção que eu vou caminhando agora. Sem pressa alguma, pelo contrário, quero mais é apreciar a viagem e desfrutar da paisagem……

Não quero desistir do amor. Não quero desacreditar de encontrá-lo. Mas também não quero e nem vou focar a minha vida e a minha atenção nisso. Dizem que se você ficar perseguindo uma borboleta,ela vai sempre fugir de você.Mas, se você ficar no jardim, distraída,quando menos esperar, ela vem e pousa no seu ombro.

E tem lugar melhor pra passar tempo do que em um jardim???